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Morre Nobuo Yamada, voz original de ‘Cavaleiros do Zodíaco’

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Nobuo Yamada, cantor de “Pegasus Fantasy”, tema de Os Cavaleiros do Zodíac, morre aos 61 anos. Artista lutava contra câncer renal e cerebral, mas seguiu se apresentando até junho de 2025. DAIDA LAIDA lançou EP póstumo em 2025.

Falecimento de ícone do rock japonês
Morreu nesta quarta-feira (13/08), aos 61 anos, o cantor japonês Nobuo Yamada, voz original do clássico tema “Pegasus Fantasy”, abertura da série animada Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya). A informação foi confirmada pelos canais oficiais do artista no Japão. Yamada, também conhecido como NoB, enfrentava um câncer de rim há oito anos e, em abril de 2024, foi diagnosticado com um tumor cerebral.

Apesar do agravamento da saúde, ele continuou ativo na música. Sua última apresentação foi em formato acústico, no final de junho de 2025. Um mês antes, sua banda DAIDA LAIDA lançou o EP Justice in 2025, um dos últimos trabalhos gravados em vida.

Voz marcante de uma geração
Nobuo Yamada ganhou reconhecimento mundial ao interpretar “Pegasus Fantasy”, música-tema de abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco, lançada originalmente em 1986. A canção, composta por ele em parceria com o falecido Hiroaki Matsuzawa, tornou-se um hino para milhões de fãs no Brasil e em todo o mundo. O duo fazia parte da banda MAKE-UP, responsável também por “Blue Forever”, tema de encerramento da série.

Trajetória no hard rock japonês
Antes de se consagrar com o anime, NoB já atuava no cenário do hard rock japonês. Em 1983, emprestou sua voz ao disco solo de Munetaka Higuchi, baterista do lendário grupo LOUDNESS. Em 1984, fundou o MAKE-UP, que lançou quatro álbuns até o fim da primeira fase da banda, em 1987. O grupo se reuniu em 2009, mas encerrou suas atividades após a morte de Matsuzawa, em 2010.

Em 1988, formou a GRAND-PRIX, que gravou quatro álbuns de estúdio antes de se desfazer em 1992. No ano seguinte, iniciou carreira solo sob o nome NoB, lançando discos pela gravadora Polydor e consolidando-se como figura central do rock japonês dos anos 1990.

Ligação com a cultura pop e tokusatsu
A partir dos anos 2000, a popularidade de Cavaleiros do Zodíaco levou Yamada a participar de eventos de cultura pop pelo mundo. Sua primeira visita ao Brasil ocorreu em 2007, no Anime Friends, marcando o início de uma relação duradoura com o público brasileiro.

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Expandiu sua atuação para trilhas de séries tokusatsu (gêneros com efeitos especiais ao vivo), como Mahou Sentai Magiranger (2005), Boukenger (2006), Goseiger (2010) e Gokaiger (2011). Entre 2016 e 2018, contribuiu com a trilha sonora da série Kamen Rider Amazons, exibida pela Amazon Prime Video.

Últimos trabalhos e legado afetivo
Em 2004, gravou “Never” para o filme Saint Seiya: Prólogo do Céu. Reinterpretou “Pegasus Fantasy” em 2012, ao lado de Shoko Nakagawa, para a série Cavaleiros do Zodíaco: Ômega. Em 2020, lançou uma música exclusiva para o jogo Saint Seiya Awakening: Knights of the Zodiac. Em 2022, participou de um concerto especial dedicado à série em Paris.

Em 2011, fundou o DAIDA LAIDA, sua última banda, formada por veteranos do rock japonês: Kentaro (guitarra), Masaki (baixo) e Joe (bateria). O grupo lançou o álbum Dreamer’s Train em 2012 e seguiu ativo até 2025.

Sua última publicação nas redes sociais foi em 29 de junho, com uma foto ao lado de fãs em frente ao restaurante Abinko-tei, em Osaka — um momento que simboliza a conexão duradoura com seu público.

Despedida e homenagens
O funeral será reservado a familiares e amigos próximos. Uma celebração aberta ao público está prevista para o futuro. A morte de Nobuo Yamada é sentida por fãs ao redor do mundo, especialmente no Brasil, onde Cavaleiros do Zodíaco marcou gerações.


Com informações: JBOX

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2 Comentários

1 comentário

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  2. Bosphorus sightseeing tour

    17/08/2025 em 02:38

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A Bíblia do Mangá: Obra de Helen McCarthy ganha edição brasileira inédita

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Obra de referência da renomada pesquisadora britânica chega ao Brasil antes mesmo do lançamento no Reino Unido, trazendo um panorama completo da arte sequencial japonesa

O mercado editorial brasileiro de cultura pop recebe um reforço acadêmico de peso com o lançamento de A Bíblia do Mangá (The Manga Bible), de autoria de Helen McCarthy. Publicada pela editora Belas Letras, a obra é considerada o guia definitivo para compreender a evolução dos quadrinhos japoneses, desde suas raízes históricas no século XII até a consolidação como um fenômeno cultural global no século XXI.

O lançamento no Brasil ocorre de forma privilegiada, uma vez que a edição nacional chega às livrarias no fim de outubro de 2025, meses antes do lançamento oficial no Reino Unido, país de origem da autora, previsto apenas para março de 2026. A pré-venda já foi iniciada em grandes plataformas de e-commerce, com o livro apresentando um acabamento diferenciado que inclui 320 páginas e detalhes estéticos como bordas coloridas.

Pioneira no estudo de animes e mangás no Ocidente

Helen McCarthy não é apenas uma escritora, mas uma historiadora laureada com os prêmios Eisner e Harvey, as maiores honrarias da indústria de quadrinhos mundial. Sua trajetória começou na década de 1990, quando fundou a revista Anime UK, tornando-se uma das primeiras vozes a analisar seriamente a animação e os quadrinhos orientais no mercado de língua inglesa.

Sua contribuição anterior para o mercado brasileiro incluiu o aclamado livro A Arte de Osamu Tezuka: Deus do Mangá, lançado pela editora Mythos em 2013, mas que atualmente se encontra fora de catálogo. Com o novo lançamento, McCarthy retorna às estantes brasileiras com uma pesquisa ainda mais abrangente, consolidando seu papel como uma das principais autoridades no estudo da cultura pop japonesa.

 

imagem: capa da Bíblia do Mangá

 

Imagem: Divulgação/Belas Letras

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Análise de gêneros, contextos políticos e perfis de artistas

A Bíblia do Mangá propõe uma imersão profunda na anatomia dessa forma de arte. O livro não se limita a listar títulos populares, mas mergulha nos contextos culturais que moldaram as histórias ao longo das décadas. A obra explora como eventos históricos, como a Segunda Guerra Mundial, e avanços tecnológicos influenciaram a narrativa e a estética visual japonesa.

A estrutura do livro inclui:

  • Mapeamento de Gêneros: Do romance clássico (shojo) ao horror, ficção científica e estilos menos convencionais.

  • Perfis Biográficos: Mais de 70 perfis detalhados de artistas icônicos, incluindo Akira Toriyama (Dragon Ball), Hideko Mizuno e, claro, Osamu Tezuka.

  • Transformações Sociais: Como o mangá reflete discussões sobre gênero, política e a identidade do Japão moderno.

Edição de luxo para colecionadores e pesquisadores

A edição da Belas Letras apresenta dimensões de 16 x 20 cm, ideal para livros de consulta técnica, com uma espessura de 3 cm. O design visual, segundo informações preliminares, aposta em uma estética moderna que dialoga com o público fã de mangás, mantendo o rigor acadêmico necessário para estudantes de artes e comunicação.

Com preço inicial de R$ 139,90, o livro se posiciona como um item de coleção e uma ferramenta de estudo essencial para bibliotecas e centros culturais. A obra chega em um momento de forte expansão do consumo de quadrinhos japoneses no Brasil, ajudando a preencher uma lacuna de bibliografia teórica sobre o assunto no idioma português.

Sinopse pela Belas Letras:

Bíblia do Mangá é o guia definitivo sobre o mangá, levando você desde suas origens no Japão do século XII até o fenômeno global do século XXI que ele se tornou.

Seja você um superfã de mangá ou um novato nesse mundo mágico, este é o guia definitivo sobre essa forma de arte. A historiadora especializada em mangá Helen McCarthy aborda todos os gêneros, histórias e artistas icônicos, além de apresentar uma série de criadores e personagens menos conhecidos, contando a fascinante história dessa sensação internacional.

Explora os principais gêneros, tipos e estilos de mangá ― do romance à ficção científica, do terror e além.

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Analisa os contextos culturais e as transformações do mangá em relação à guerra, política, gênero e tecnologia.

Apresenta mais de 70 perfis, incluindo Akira Toriyama, Baron Yoshimoto, Hideko Mizuno e o “Deus do Mangá”, Osamu Tezuka.


Com informações: JBOX, Blog BBM, Amazon

 

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Beast of Reincarnation: Game Freak revela gameplay e data para 2026

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Conhecida por Pokémon, a desenvolvedora surpreende com um RPG de ação sombrio e pós-apocalíptico; título chega ao Game Pass no lançamento

A Game Freak aproveitou o palco do Xbox Developer_Direct 2026, realizado em 22 de janeiro, para detalhar o ambicioso Beast of Reincarnation (anteriormente conhecido pelo codinome Project Bloom). O jogo, que marca uma mudança drástica no estilo visual tradicional do estúdio, teve seu lançamento confirmado para o terceiro trimestre de 2026 (verão no hemisfério norte) para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

Ambientado em um Japão futurista no ano de 4026, o mundo foi devastado pelo “Blight” (Fuligem), um parasita vegetal que transformou a fauna em monstros híbridos chamados Malefacts. A protagonista, Emma, é uma “Seladora” que possui o poder de manipular plantas, mas vive isolada por ser temida pela sociedade. Ela é acompanhada por Koo, um cachorro que é, ironicamente, um Malefact, mas que se torna seu maior aliado na busca pela origem da corrupção.

Inovação no Combate: O Sistema “Tempo”

O jogo foi descrito como um “RPG de ação para uma pessoa e um cachorro”, introduzindo uma mecânica híbrida que mistura agilidade e estratégia:

  • Ação com Emma: Os jogadores controlam Emma em combates de ritmo acelerado no estilo hack-and-slash, utilizando katanas e esquivas precisas.

  • Comandos para Koo: Ao realizar aparagens (parries) com sucesso, o jogador acumula pontos que podem ser usados para ativar habilidades especiais de Koo através de um menu de comandos.

  • Câmera Lenta Tática: Ao abrir o menu de Koo, o tempo desacelera significativamente, permitindo que o jogador planeje combos estratégicos sem perder o controle da ação.

  • Dificuldade: O título contará com três modos: Story Mode (janela de contra-ataque maior), Normal e Hard (focado em mecânicas estilo Soulslike).

Desenvolvimento e Curiosidades

  • Primeiro AAA Mult plataforma: Este é o primeiro jogo de grande orçamento da Game Freak a ser lançado simultaneamente para PlayStation, Xbox e PC, fora do ecossistema Nintendo.

  • Parceria: O jogo é publicado pela Fictions (em colaboração com a Private Division) e desenvolvido na Unreal Engine 5.

  • Equipe de Elite: A direção é de Kota Furushima, veterano da franquia Pokémon, que afirmou que o foco do projeto é a “experiência de jogabilidade” acima da mera fidelidade gráfica, embora os trailers tenham impressionado pela qualidade técnica.

  • Misteriosa Regra: Uma das frases marcantes do trailer é: “Nunca olhe para o céu”, sugerindo um segredo cósmico que paira sobre o Japão devastado.

Resumo do Lançamento

Categoria Detalhes
Data de Lançamento Q3 de 2026 (Julho-Setembro)
Plataformas PS5, Xbox Series X|S, PC (Windows/Steam)
Distribuição Xbox Game Pass (Day One) e Xbox Play Anywhere
Gênero RPG de Ação / Ficção Científica Pós-Apocalíptica
Desenvolvedora Game Freak


Com informações: JBOX, Fictions, Xbox Wire, IGN e Game Informer

 

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Você Só Precisa Matar: Animação chega aos cinemas do Brasil em fevereiro

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Adaptação fiel da obra que inspirou “No Limite do Amanhã” estreia no dia 12 de fevereiro, com distribuição da Paris Filmes.

A ficção científica japonesa está prestes a ganhar uma releitura impactante nas telonas brasileiras. A Paris Filmes confirmou o lançamento de “Você Só Precisa Matar” (All You Need is Kill) para o dia 12 de fevereiro de 2026. O longa é a mais recente adaptação animada do livro de Hiroshi Sakurazaka — obra que serviu de base para o blockbuster hollywoodiano No Limite do Amanhã (2014), estrelado por Tom Cruise.

Diferente da versão americana, o anime promete uma abordagem mais próxima da estética e do tom psicológico do mangá e da light novel originais. Produzido pelo aclamado STUDIO 4ºC (Tekkonkinkreet, Children of the Sea), o filme foca na perspectiva de Rita Vrataski, a jovem voluntária que se vê presa em um paradoxo temporal implacável após morrer em combate contra invasores alienígenas conhecidos como “Mímicos”.

O Ciclo de Rita e Keiji: Sinopse e Diferenças

No enredo, a humanidade enfrenta a extinção após o surgimento da flor alienígena “Darol” no Japão. Rita, ao morrer, desperta sempre no início do mesmo dia fatídico. Nessa repetição incessante, ela encontra Keiji Kiriya, outro soldado preso no mesmo loop.

  • Perspectiva: Enquanto o filme de 2014 focava no personagem de Tom Cruise (Major William Cage), a animação coloca Rita como o eixo central da narrativa.

  • Fidelidade Visual: O design de personagens e o clima sombrio do anime bebem diretamente das ilustrações originais de Yoshitoshi Abe e do mangá de Takeshi Obata (Death Note).

Mídia Relacionada: O Legado de All You Need Is Kill

A obra de Hiroshi Sakurazaka já passou por diversas mídias, cada uma com sua própria interpretação do final da guerra contra os Mímicos.

imagem: pôster de Você só precisa matar

Imagem: Divulgação/Paris Filmes

imagem: pôster de Você só precisa matar

Imagem: Divulgação/Paris Filmes

imagem: pôster de Você só precisa matar

Imagem: Divulgação/Paris Filmes

Guia Rápido para os Fãs no Brasil

Formato Detalhes da Obra Editora/Distribuidora
Animação (2026) Estreia em 12/02 nos cinemas Paris Filmes
Mangá 2 volumes ou Volume Único Editora JBC
Filme Live-Action Intitulado “No Limite do Amanhã” Warner Bros.
Light Novel Obra original (2004) Inédita em formato físico no BR

Onde assistir em Brasília

Com a estreia marcada para 12 de fevereiro, os principais complexos de cinema do Distrito Federal (como Cinemark, Kinoplex e Cinépolis) devem abrir a pré-venda de ingressos na semana anterior ao lançamento. A Paris Filmes confirmou que o longa terá versões dubladas e legendadas em português.

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Com informações: JBOX e Paris Filmes (YouTube), (Instagram)

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