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Desmatamento em Unidades de Conservação cai 42,5% em 2024

Desmatamento em Unidades de Conservação cai 42,5% em 2024

Redação
Por: Redação
19/05/2025 às 13h00 Atualizada em 19/05/2025 às 16h00
Desmatamento em Unidades de Conservação cai 42,5% em 2024
Foto: Reprodução

Número é do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, feito pelo MapBiomas. Em Terras Indígenas, a redução foi de 24% no ano passado, em comparação com 2023

As unidades de conservação do Brasil tiveram uma redução expressiva no desmatamento em 2024. No ano passado, foram perdidos 579 km² dentro das áreas protegidas do país, o equivalente ao território da capital de São Luís, Maranhão. O número representa uma redução de 42,5% em relação a 2023, quando foram desmatados 967,6 km². Os números são do Relatório Anual do Desmatamento, realizado pelo MapBiomas e lançado na quinta-feira (15). A análise do MapBiomas mostrou que as UCs de proteção integral perderam 45,7 km² para o desmatamento em 2024, uma redução de 57,9%, quando comparado com o ano anterior. Já as Unidades de Conservação de Uso Sustentável perderam cerca de 526,8 km², uma redução de 28%. Cerca de 44% da área desmatada em UCs no Brasil aconteceram na Amazônia, com 25,4 km². Deste total, 45% estão localizados em Áreas de Proteção Ambiental (APAs). A APA Triunfo do Xingu (PA), UC de Uso Sustentável, foi a unidade com maior área desmatada no Brasil, com 64 km². Esse número representa uma redução de 31,7% em relação a 2023, quando ocupava o terceiro lugar no ranking, com 93,9 km². Em segundo lugar está a APA Serra da Ipiapaba, localizada entre os estados do Ceará e Piauí, com 61,4 km², seguida pela APA da Chapada do Araripe, entre Ceará, Pernambuco e Piauí, com 59,6 km².
Terras Indígenas
O MapBiomas contabilizou 159,3 km²  de perda de vegetação nativa dentro de Terras Indígenas em 2024, uma redução de 24% no desmatamento nessas áreas em relação a 2023. Essa área equivale a 1,3% do total desmatado no Brasil no ano passado. Apenas 33% das TIs no Brasil tiveram ao menos um evento de desmatamento detectado, isto significa que dois terços das Terras Indígenas brasileiras não tiveram qualquer evento de desmatamento em 2024. A Terra Indígena Porquinhos dos Canela-Apãnjekra (MA) foi a que registrou maior área desmatada: 62 km² um aumento de 125% em relação a 2023. Com isso, ela se manteve novamente na primeira posição do ranking. Cachoeira Seca (PA) aparece em segundo no ranking, com 14,6 km² de desmatamento, seguida pela TI Sareré (MT), com 9,6 km² desmatados, e Kayapó (PA), com 6,9 km². Veja mais resultados do RAD 2024 aqui.

Fonte: ECO
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