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Ministro Flávio Dino ironiza Eduardo Bolsonaro e rejeita anistia em julgamento no STF

Ministro Flávio Dino ironiza Eduardo Bolsonaro e rejeita anistia em julgamento no STF

Redação
Por: Redação
09/09/2025 às 23h30 Atualizada em 10/09/2025 às 02h30
Ministro Flávio Dino ironiza Eduardo Bolsonaro e rejeita anistia em julgamento no STF
Foto: Reprodução

Durante seu voto pela condenação dos réus por tentativa de golpe de Estado, Dino comparou o deputado a um personagem da Disney e reforçou que crimes contra a democracia são inafiançáveis e não podem ser anistiados

Em um julgamento decisivo para o futuro político do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de conspiração golpista, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino usou seu voto para ironizar o deputado federal Eduardo Bolsonaro. O ministro comparou o parlamentar ao personagem Pateta, arrancando risos do plenário, incluindo do relator Alexandre de Moraes. Dino iniciou seu voto destacando que o tribunal não se intimida com ameaças, fazendo referência a tentativas de sanções dos Estados Unidos contra Moraes. "Eu me espanto de alguém imaginar que quem chega ao Supremo vá se intimidar com tuite", disse ele, em alusão à nova ameaça da embaixada dos EUA. A ironia ganhou força quando Dino questionou se "um cartão de crédito ou o Mickey" poderiam influenciar o julgamento. Foi então que Moraes, em tom de descontração, sugeriu: "O Pateta". Dino complementou, associando o personagem a Eduardo Bolsonaro, afirmando que "o Pateta aparece com mais frequência nesses eventos todos".
Dino aponta liderança de Bolsonaro no plano golpista
Em seu voto, Dino seguiu a linha de raciocínio de Alexandre de Moraes e atribuiu a liderança da articulação golpista a Bolsonaro e seu candidato a vice em 2022, Braga Netto. Ele destacou que os réus tinham "o domínio de todos os eventos que estão nos autos" e eram responsáveis pelas ameaças a ministros do STF. Com o voto de Dino, o placar do julgamento ficou em 2 a 0 pela condenação. O ministro também usou seu discurso para rebater críticas e sepultar a possibilidade de anistia. Ele citou a Constituição, que define como inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados contra a ordem constitucional. Para reforçar, citou um voto anterior do ministro Luiz Fux, que definiu que "crime contra o Estado Democrático de Direito é crime político e impassível de anistia". Dino ainda rebateu as críticas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que havia chamado a atuação de Moraes de "tirania". A fala do ministro Dino reforça a tese de que os crimes em julgamento são crimes políticos contra a democracia, e que a Constituição não permite que sejam perdoados por meio de anistia ou indulto. A decisão é um sinal do rigor do STF para cometer crimes que ameacem o regime democrático no país.
Com informações: DCM
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