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GDF solicita dois anos de carência em empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o BRB

Em tratativas com o Banco do Brasil e o FGC, a gestão de Celina Leão garantiu capacidade de pagamento e prevê superávit de R$ 2 bilhões na LDO de 2027

Por: Gutemberg Silva Fonte: Coluna Capital S/A | Secretaria de Economia do DF | CLDF
30/06/2026 às 22h58
GDF solicita dois anos de carência em empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o BRB

O Governo do Distrito Federal (GDF) formalizou um pedido de dois anos de carência para iniciar o pagamento do empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao socorro financeiro do Banco de Brasília (BRB). A solicitação foi apresentada em meio às negociações com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e o consórcio de bancos liderado pelo Banco do Brasil (BB), que atuará como avalista da operação de crédito assim que o acordo judicial for homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Para mitigar o receio do BB em relação ao balanço fiscal do quadradinho — que apontou o comprometimento de 97% do orçamento com despesas correntes até março e conferiu nota C de Capag (Capacidade de Pagamento) ao DF —, a Secretaria de Economia enviou um documento oficial atestando a saúde financeira local. A gestão da governadora Celina Leão editou decretos de contenção e planeja cortar 12% dos custos operacionais até dezembro para elevar a nota de crédito para os patamares A ou B. Conforme o relatório, o GDF empenhará cerca de 2% de sua Receita Corrente Líquida (RCL) para a amortização do financiamento.

Votação da LDO 2027 e projeção de superávit inédito

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pautou para a noite desta terça-feira, dia 30 de junho de 2026, a votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2027. O texto-base elaborado pelo Executivo estima um montante global de R$ 75 bilhões em recursos para o Distrito Federal e quebra uma sequência de três anos consecutivos de projeções deficitárias ao fixar um superávit de 5% da receita líquida corrente, o que representa uma folga de R$ 2 bilhões nos cofres públicos.

O impacto direto das parcelas do empréstimo do BRB ainda não foi integrado ao corpo técnico da LDO 2027, sob a justificativa de que os indexadores e encargos contratuais só estarão consolidados após a assinatura final do contrato com o FGC. Caso a carência de 24 meses seja deferida pelo bloco bancário, os efeitos financeiros começarão a ser computados apenas no encerramento de 2028. No entanto, o Palácio do Buriti asseverou que possui lastro de caixa para iniciar as transferências imediatamente, caso a cláusula de moratória seja rejeitada.

A condução macroeconômica e a quitação de débitos estatais de grande porte demandam rigor contábil. Gestores e órgãos de fiscalização externa acompanham o fluxo de repasses extraordinários por meio de análises em portais focados na [auditoria da dívida pública e receitas do GDF], monitorando os relatórios de gestão fiscal para avaliar se o pagamento do passivo do banco distrital não comprometerá investimentos em infraestrutura e serviços básicos nas regiões administrativas.

Alinhamento com a LRF e travas constitucionais para nomeações

A fixação de superávit no projeto de lei orçamentária é um mecanismo tático do Buriti para blindar juridicamente a governadora Celina Leão e o ex-governador Ibaneis Rocha no fechamento do mandato. A legislação veda a apresentação de orçamentos deficitários no último ano de gestão, sob pena de crime de responsabilidade fiscal. O texto reafirma a meta governamental de reequilibrar os balanços financeiros em "curtíssimo prazo" e devolver o controle acionário do BRB em condições de plena liquidez mercadológica.

Por fim, a LDO de 2027 esclarece que as restrições vigentes para a abertura de novos concursos públicos, concessão de reajustes salariais e nomeações de aprovados não decorrem do endividamento para o socorro bancário. O impedimento técnico está atrelado ao artigo 167 da Constituição Federal, que impõe o teto de 85% do orçamento para despesas correntes — índice que o DF descumpriu ao registrar 95%. O GDF já reduziu a margem para 93% e a Secretaria de Economia projeta o reenquadramento fiscal até agosto de 2026, embora a legislação eleitoral passe a figurar como nova trava para posses na reta final do ano.

A liberação de editais para o funcionalismo depende do restabelecimento dos limites prudenciais previstos em lei. Candidatos e comissões de aprovados monitoram os indicadores de pessoal por meio de painéis que acompanham a [Lei de Responsabilidade Fiscal e concursos no DF], avaliando as janelas fiscais e orçamentárias abertas pelos balanços quadrimestrais para que o poder público possa retomar a reposição de servidores na saúde, educação e segurança pública.

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   GDF | BRB | Empréstimo | LDO 2027 | CLDF | Celina Leão | Lei de Responsabilidade Fiscal | Economia DF  

 

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