O robô terapêutico Robin, desenvolvido pela Expper Technologies, simula uma criança de 7 anos e está sendo usado em mais de 30 instituições de saúde nos EUA para fornecer empatia, companhia e suporte à equipe médica sobrecarregada
A experiência de passar tempo em hospitais ou casas de repouso pode ser assustadora e solitária, especialmente para crianças e idosos. Para tornar esse ambiente mais leve e menos hostil, a startup Expper Technologies criou o robô terapêutico
Robin. Programado para agir como uma
criança de 7 anos, o robô já está em uso em mais de 30 instituições de saúde nos Estados Unidos, oferecendo apoio emocional e companheirismo aos pacientes.
Apoio Emocional e Alívio para a Equipe Médica
Com 1,2 metros de altura e uma tela que exibe desenhos animados,
Robin caminha pelos corredores oferecendo apoio e distração. O CEO da Expper,
Karen Khachikyan, explica que o robô ajuda a aliviar a carga da equipe de saúde, que muitas vezes está sobrecarregada.
“Enfermeiros e equipe médica estão sobrecarregados e sob muita pressão. Robin ajuda a aliviar essa parte [do trabalho] deles,” comenta Khachikyan.
As funcionalidades de Robin vão além da companhia:
- Empatia Espelhada: Ele reage às emoções das pessoas. Se o paciente está alegre, ele ri; se está triste, mostra expressões de tristeza.
- Assistente de Enfermagem: O robô pode guardar anotações sobre o paciente, registrar exames e funcionar como assistente virtual.
- Personalização: Robin lembra o nome dos pacientes e até suas músicas favoritas, o que pode ser crucial em momentos de crise, como no caso de uma paciente com crise de pânico que se acalmou ao ouvir a música de seu cantor favorito.
De Netos a Futuros Cuidados Autônomos
Embora
Robin seja controlado e monitorado remotamente por uma equipe de operadores (sempre com a supervisão clínica), o robô atua como um neto visitante em casas de repouso, jogando jogos de memória e orientando exercícios respiratórios para os idosos. O objetivo da empresa é que Robin assuma progressivamente mais responsabilidades, sem a intenção de substituir a equipe de saúde, mas sim de se tornar uma parte essencial da prestação de cuidados. A Expper trabalha para que, no futuro, o robô possa realizar funções adicionais, como
medir sinais vitais e
enviar informações para os médicos.
Fonte: Olhar Digital