A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) realizou uma reunião com os 14 coordenadores regionais de ensino para fortalecer a colaboração com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em ações de prevenção à violência escolar. O objetivo central é garantir que as escolas sejam espaços seguros e evitar que pequenos conflitos se transformem em situações graves.
"Queremos garantir que as escolas sejam espaços seguros, onde as famílias tenham tranquilidade e os profissionais possam atuar com suporte. Pequenos conflitos não devem ser naturalizados, pois podem evoluir para situações mais graves", disse a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá.
SAAE: sistema para mapear ameaças
O chefe do Serviço de Informação ao Cidadão da PCDF, Victor Barbastefano, apresentou o Sistema de Avaliação de Ameaças em Escolas (SAAE), que está em fase de testes. A ferramenta visa identificar potenciais ameaças de ataques extremistas e auxiliar no mapeamento de violência escolar.
O projeto-piloto será implementado em duas escolas de cada coordenação regional, com foco em dar acompanhamento adequado a alunos com desvios de comportamento antes que qualquer ato violento ocorra. O delegado Fabrício Augusto Paiva, da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento, destacou que a cooperação entre Segurança e Educação é "essencial para garantir informações confiáveis e ações de proteção".
Capacitação e Segurança Digital
Paralelamente, o GDF está investindo na formação de profissionais. Cerca de 700 profissionais da educação participaram de uma palestra sobre prevenção e identificação de crimes cibernéticos no Recanto das Emas.
Segundo Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial da Cultura de Paz nas Escolas da SEEDF, a formação será expandida para todas as regionais. Além disso, o Programa Guardiões da Infância, em parceria com a Polícia Federal, tem levado conscientização e prevenção diretamente a estudantes.
O esforço conjunto busca consolidar uma cultura de paz nas escolas, protegendo alunos e profissionais tanto de ataques físicos quanto das ameaças digitais.
Com informações: Secretaria de Educação / Jornal de Brasília