O Tribunal do Júri de Paranoá condenou Alan Mateus Neres dos Santos a 21 anos e Ítalo Ricardo de Sousa Borges a 18 anos e 8 meses de prisão pela morte de uma mulher e pela tentativa de homicídio contra seu filho, crimes ocorridos em maio de 2024, após uma briga
O
Tribunal do Júri do Paranoá, no Distrito Federal, acatou a denúncia da Promotoria de Justiça e condenou dois homens por um crime que resultou na morte de uma mulher e ferimentos graves em seu filho. A decisão judicial, proferida em 26 de setembro, responsabilizou
Alan Mateus Neres dos Santos e
Ítalo Ricardo de Sousa Borges pelos delitos de
homicídio qualificado consumado e tentado. O caso remonta a maio de 2024, no
Paranoá Parque, quando uma discussão motivou o ato criminoso.
Fatos e Julgamento
Conforme a denúncia apresentada pelo
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o crime foi desencadeado após
Alan Mateus Neres dos Santos se envolver em uma briga com um jovem da região. Horas após o desentendimento inicial, Alan retornou ao local com uma arma de fogo. O acusado efetuou diversos disparos contra quem ele acreditava ser o jovem com quem havia brigado. Entretanto, os tiros atingiram o irmão do rapaz e, em seguida, a mãe de ambos, que tentava proteger o filho.
- Vítimas: A mãe foi levada ao hospital, onde passou por procedimentos médicos, mas não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito. O rapaz atingido sobreviveu, mas ficou com sequelas físicas e psicológicas, segundo os relatos do processo.
- Apoio no Crime: Ítalo Ricardo de Sousa Borges foi condenado como cúmplice. Sua participação consistiu em transportar Alan até o local e garantir sua fuga em um veículo após a execução dos disparos.
As Penas e Qualificadoras
Os jurados reconheceram as qualificadoras do crime, votando pela condenação dos réus. Foram consideradas as qualificadoras de
motivo torpe e de
uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. As penas estabelecidas foram:
Impacto Social da Condenação
O promotor de justiça
Daniel Bernoulli, que representou o MPDFT no julgamento, destacou a relevância do caso como reflexo de questões sociais mais amplas. O promotor pontuou a relação entre a "inconsequência de uma juventude violenta" e o porte ilegal de armas de fogo, que resultou na morte de uma "senhora inocente". Os depoimentos familiares durante o julgamento enfatizaram o impacto social e emocional do crime. Familiares da vítima fatal relataram enfrentar traumas e depressão após a perda, além de terem se mudado para outro estado devido ao medo de represálias, ilustrando as consequências duradouras da violência na vida dos cidadãos.
Com informações: MPDFT