
O bruxismo, definido há mais de uma década como um comportamento motor, recebeu uma nova e importante atualização no seu consenso internacional em 2025. O estudo, publicado no influente Journal of Oral Rehabilitation, é baseado no artigo de F. Lobbezoo e outros autores e visa aprofundar a compreensão, redefinir a nomenclatura e padronizar a avaliação da condição.
O Sistema Conselhos de Odontologia (CFO e CROs) destaca a relevância do consenso para a classe odontológica.
"O primeiro ponto a ser desmistificado é que o bruxismo não é uma doença; bruxismo é um comportamento motor, um hábito. Bruxismo não é só ranger ou apertar os dentes", pontua Daniela Favalli Jaccomo, cirurgiã-dentista e presidente do CRO-RR.
O bruxismo é classificado como qualquer atividade repetitiva dos músculos da mastigação, que envolva apertar e ranger os dentes ou mover a mandíbula sem contato dentário.
A nova orientação para as ações paliativas foca na avaliação das consequências negativas do bruxismo, observando o contexto biopsicossocial do paciente. O objetivo não é necessariamente impedir o hábito, mas minimizar os danos.
O tratamento deve ser individualizado e multiprofissional. Ele pode incluir:
Uso de placa noturna.
Prática de atividade física.
Terapia cognitivo-comportamental para reduzir o hábito.
Ajuste do tratamento medicamentoso junto ao médico (alguns medicamentos podem agravar o quadro).
O Sistema Conselhos de Odontologia ressalta a importância das consultas regulares com o cirurgião-dentista, o profissional capacitado para diagnosticar e definir um plano de controle que devolva a qualidade de vida ao paciente.
Com informações: Conselho Federal de Odontologia (CFO) e CRO-RR