Sábado, 29 de Agosto de 2026
19°C 33°C
Brasília, DF
Publicidade

Narrativas em disputa: O papel da mídia na cobertura da luta pela terra no Brasil

Narrativas em disputa: O papel da mídia na cobertura da luta pela terra no Brasil

Redação
Por: Redação
02/02/2026 às 09h00 Atualizada em 02/02/2026 às 12h00
Narrativas em disputa: O papel da mídia na cobertura da luta pela terra no Brasil
Foto: Reprodução
Enquanto a mídia comercial é criticada por focar na criminalização de ocupações, veículos populares destacam a organização coletiva e a produção de alimentos saudáveis como resposta à desigualdade no campo

A história da luta pela terra no Brasil é também uma história de disputa de sentidos. Desde o início do século XX, a forma como a sociedade percebe a reforma agrária tem sido influenciada por uma cobertura jornalística que, segundo analistas e movimentos populares, reflete os interesses dos grandes latifundiários e do agronegócio.

Neste cenário, ocupações e protestos são frequentemente tratados como "casos de polícia", silenciando as motivações sociais e a vida cotidiana dentro dos acampamentos e assentamentos.

O Cotidiano Invisível

Uma das principais críticas à cobertura tradicional é a omissão sobre a organização interna dos territórios. Perguntas fundamentais para entender o movimento raramente chegam ao grande público:

  • Como se organiza a educação das crianças em áreas de ocupação?

  • Como funciona a produção de alimentos via agroecologia?

  • De que forma as assembleias decidem o futuro da comunidade?

Para os movimentos de base, a invisibilidade desses processos é uma forma de violência simbólica, pois impede que o trabalhador rural seja visto como um sujeito político e propositivo.

14º Encontro Nacional e os Novos Decretos

Entre 19 e 23 de janeiro de 2026, Salvador (BA) foi palco do 14º Encontro Nacional do MST, celebrando 42 anos de existência do movimento. O evento não foi apenas um espaço de balanço, mas de conquistas políticas concretas:

  • Novos Assentamentos: Foram anunciados decretos, posteriormente assinados pelo presidente Lula, que destinam áreas de antigas fazendas para a reforma agrária.

  • Internacionalismo: O encontro serviu de palanque para denúncias internacionais, incluindo o caso do sequestro de autoridades venezuelanas, citado nominalmente por Lula em seu discurso de indignação.

Comunicação como Ferramenta de Batalha

A comunicação surge, neste contexto, como uma arma estratégica. Veículos como o Brasil de Fato defendem um jornalismo que parte do ponto de vista do trabalhador, tratando a reforma agrária não como um problema jurídico-policial, mas como uma solução para o colapso ambiental e social.

A aposta é na agroecologia e na soberania alimentar como caminhos para um futuro sustentável, contrapondo-se ao modelo de concentração de terras.


Com informações: Brasil de Fato

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Brasília, DF
21°
Tempo nublado
Mín. 19° Máx. 33°
21° Sensação
0.51 km/h Vento
68% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h20 Nascer do sol
18h05 Pôr do sol
Domingo
32° 20°
Segunda
33° 23°
Terça
35° 23°
Quarta
31° 20°
Quinta
30° 20°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,18 +0,02%
Euro
R$ 6,01 -0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 426,807,12 +0,34%
Ibovespa
175,664,63 pts 0.3%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias