
O Brasil já fala muito sobre reciclagem, mas a prática ainda sofre com iniciativas isoladas que não se conectam. Para mudar esse cenário, a SO+MA, startup pioneira em programas de fidelidade voltados à sustentabilidade, anunciou em fevereiro de 2026 o seu reposicionamento. A empresa deixa de ser apenas um programa de coleta para se tornar uma plataforma de tecnologia e metodologia focada na "cultura da circularidade".
Segundo Claudia Pires, CEO da SO+MA, a reciclagem comum é apenas o fim da linha, enquanto a circularidade é o sistema todo. "Se você não muda o comportamento e não cria transparência com dados e rastreabilidade, a iniciativa vira um esforço isolado", afirma a executiva.
O novo modelo funciona como um "software com serviço". A plataforma não é apenas um aplicativo, mas uma solução que integra:
Rastreabilidade: Saber exatamente de onde vem o material e para onde ele vai.
Dados Verificáveis: Provar para empresas e municípios quanto material foi recuperado e qual o impacto real.
Operação Local: Adaptar a tecnologia às diferentes realidades de cada bairro ou cidade, respeitando as limitações territoriais.
Em 11 anos de atuação, a SO+MA apresenta números que mostram como o engajamento gera retorno financeiro e ambiental:
7.116 toneladas de materiais desviadas de aterros sanitários.
R$ 2,8 milhões em economia gerada para os participantes dos programas.
R$ 1,26 milhão destinados diretamente a cooperativas de reciclagem.
Mais de 63 mil pessoas engajadas em oito cidades brasileiras.
Para cidades como Novo Gama e as regiões administrativas do DF, esse modelo de "circularidade" é o caminho para reduzir os custos com aterros sanitários e fortalecer as cooperativas locais. Quando o cidadão entende que o seu resíduo tem valor — e que esse valor pode se transformar em benefícios — o hábito do descarte correto deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma rotina vantajosa.
A SO+MA defende que a autonomia dos municípios e empresas só acontece com suporte e consistência. "Circularidade é construir cultura e infraestrutura de funcionamento", conclui Claudia Pires.
Palavras-Chave: economia circular 2026, startup SO+MA, reciclagem e tecnologia, rastreabilidade de resíduos