
"Entre obras que avançam e assessorias que se isolam, a cidade assiste ao espetáculo das "conversões relâmpago" no Diário Oficial"
Dem as ordens e tragam as palmas! É preciso reconhecer: o Gama tornou-se um canteiro de obras de dar inveja. A atual gestão resolveu, finalmente, tirar o mofo dos projetos e mostrar que a Administração sabe, sim, onde fica o depósito de massa asfáltica e como se tapa um buraco com eficiência.
Negar que a cidade está de cara nova seria como tentar tapar o sol com a peneira — ou melhor, tentar esconder um buraco que a própria equipe já consertou. Aplausos para o serviço bruto! Porém, como nem só de piche vive o cidadão, surge aquele pequeno detalhe que parece ser o "calcanhar de Aquiles" dos assessores locais: a audição.
"A Síndrome da "Redoma de Vidro"
Parece que, junto com as máquinas de recapeamento, veio um pacote de fones de ouvido com cancelamento de ruído para certos assessores. É fascinante observar como a equipe de apoio da Administradora confunde uma sugestão de morador com uma declaração de guerra.
O ego de quem ocupa cargos de confiança no Gama anda tão inflado que mal cabe nas salas da Administração. Para essa turma, aqui vai um esclarecimento gratuito: crítica construtiva não é bullying, é consultoria de quem vive na ponta. A mensagem nas entrelinhas é clara: de nada adianta a cidade estar visualmente renovada se a mente de quem assessora continua nas trevas do autoritarismo e da vaidade.
O resumo da ópera é simples: a gestão física vai bem, obrigado. Mas o "fator humano" precisa de um recall urgente. É hora de descer do pedestal, guardar o desdém na gaveta e entender que o morador da quadra sabe muito mais sobre onde o calo aperta do que quem só observa a cidade pela janela fumê do carro oficial.
Menos defensiva, menos "carão" e mais ouvido. Afinal, o asfalto pode até estar ficando liso, mas a paciência do povo com assessor deslumbrado costuma ser bem esburacada.
O Mistério da "Conversão Relâmpago"
Falando em assessoria, não podemos deixar de notar um fenômeno curioso nas redes sociais da nossa RA. Sabe aquele cidadão que não morria de amores pelo governo? Aquele que olhava torto e mantinha uma distância segura de qualquer elogio?
Pois bem, parece que o clima no Gama anda operando milagres de opinião. Do dia para a noite, o "não gosto" virou um "apaixonado pela gestão". O que teria causado tamanha reviravolta? Seria a beleza estética do novo asfalto ou será que o nome da pessoa apareceu em uma daquelas listas mágicas de nomeações no Diário Oficial? Fica a pergunta no ar: a admiração nasceu do serviço bem-feito ou do contracheque garantido?