A metamorfose dos “independentes”: da arrogância ao abraço da conveniência!
Qual é a receita para engolir o próprio cuspe sem perder a pose de autossuficiente?
Por: RedaçãoFonte: Coluna da Chris Nunes | Bastidores Políticos do DF | Fato Novo
12/10/2026 às 21h31Atualizada em 12/10/2026 às 22h42
Foram precisos exatos 3 anos, 9 meses e 16 dias. Esse foi o intervalo em que assistimos, diariamente, ao mesmo espetáculo de arrogância: peito estufado, queixo levantado e o clássico mantra de quem tenta posar de superior: "Eu não preciso de política, quem faz o meu dia a dia sou eu".
Durante todo esse período, a rotina seguiu um roteiro previsível. Criticava-se o governo de manhã, achincalhava-se a gestão à tarde e apontava-se o dedo para quem defendia qualquer projeto público à noite. A narrativa do cidadão 100% inabalável parecia firme — até que a física política operou seu costumeiro milagre: a espinha dorsal de certos "críticos ferozes" revelou uma flexibilidade digna de contorcionista de circo. Repentinamente, a pose de dono da verdade deu lugar a um silêncio seletivo ou, pior, a um abraço entusiasmado no exato grupo que até ontem era tratado como o vilão da história.
A cena é tão tragicômica que beira o pastelão. O discurso de "independência" que durou quase quatro anos evaporou na primeira oportunidade de alinhamento por conveniência. Bastou o cenário mudar para que o cuspe atirado para o alto voltasse com força total na cara de quem o lançou.
Nada define melhor a política amadora do que a falsa ética de quem a pratica. Usam o discurso de "valores e princípios" como escudo, mas não sustentam a própria palavra. É a turma que adora queimar a imagem de um "amigo" em conversas paralelas para posar de consciência, mas não pensa duas vezes antes de virar o maior bajulador do mesmo indivíduo assim que surge uma migalha de interesse próprio. A armadura de moralidade é de papelão, e a falsidade, pelo visto, é de aço escovado.
O mais irônico dessa história toda é a memória curta de certos personagens. Quem diria que logo alguém que criticou duramente o governo no passado estaria hoje ali, com os olhos brilhando e um sorriso estampado, aplaudindo em primeira fileira? Fica a reflexão: busca-se realmente o bem dos cidadãos ou o receio é apenas de a folha de pagamento não fechar no fim do mês?
Nos bastidores, inclusive, o diz-que-me-diz corre à boca miúda com requintes de crueldade. Os assessores do Pedrosa que abram o olho: a política nem bem esfriou e já tem figura se fazendo de "amiga de infância" só para tentar cavar um espaço na tão cobiçada Administração Regional do Gama.
A lição que fica após esse ciclo é simples e pedagógica: quem grita que "nunca precisou de política" é quase sempre o primeiro a se socorrer dela assim que a água bate na bunda. A hipocrisia, ao menos, continua sendo um espetáculo gratuito e pontual.
Em contrapartida, para fechar com chave de ouro, é preciso dar o devido crédito a quem faz a diferença na prática e parabenizar o Gama pelos seus 66 anos de história e força. O contraste é inevitável ao olhar para quem trabalha de verdade. A gestão exemplar da administradora Thábata Norrana e a atuação incansável de Marcio Carneiro resgatam o verdadeiro valor do serviço público. Mais do que ocupar cargos, eles vivem e respiram o Gama com dedicação diária, amor autêntico e um compromisso sério que honra toda a comunidade gamense e garantindo à Governadora Celina Leãoa certeza de ter ao seu lado dois grandes defensores do desenvolvimento do Gama.
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Palavras Chaves: Coluna Chris Nunes | Política DF | Gama DF | Administração Regional do Gama | Bastidores Políticos | Celina Leão | Thábata Norrana | Marcio Carneiro
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