
Parece que o nosso último artigo atingiu em cheio o nervo exposto de certas figuras. O burburinho deu tanto o que falar que fez ferver os ânimos em um conhecido grupo de WhatsApp do Gama. O espetáculo, contudo, foi marcado pelo mais puro analfabetismo funcional: tomados pelo desespero, alguns "notáveis" sem o menor entendimento jurídico saíram incitando processos contra a imprensa, esquecendo o preceito básico de que figuras públicas estão sujeitas à crítica e podem, sim, ter seus nomes e rostos veiculados.
Nesse mesmo grupo, aliás, a contradição continua sendo a grande atração principal, enquanto os fuxicos no privado seguem a todo vapor. Chegaram ao ponto de resgatar e rasgar elogios aos antigos administradores do Gama — muitos dos quais, diga-se de passagem, realmente merecem reconhecimento. No entanto, a cena hilária ficou por conta de certos sujeitos que, do dia para a noite, viraram "amigos de infância" desses ex-gestores, sem que os próprios ex-administradores fizessem a menor ideia dessa intimidade repentina. O verdadeiro intuito por trás de tanta bajulação retroativa? Ainda é uma completa incógnita.
Diferente desses tipos que precisam pagar jornais de bairro para tentar inflar o próprio ego e parecerem influentes, aqui o reconhecimento é genuíno. Trabalho de verdade e compromisso autêntico não precisam de recibo nem de matéria encomendada para aparecer.
A ingenuidade dos amadores políticos da cidade chegou ao ponto de fazê-los acreditar cegamente que o Deputado Daniel Donizet, o Deputado Hermeto ou até mesmo Manzoni seria o padrinho da Administração — e não que eles não mereçam respeito, mas a falta de visão estratégica dessa turma é assustadora. O mais irônico é que, mesmo não tendo sido reeleito, Daniel Donizet é um nome forte que pode perfeitamente assumir uma Secretaria de Estado. Contudo, em vez de demonstrarem respeito e aguardarem o desfecho natural do processo, seus próprios cabos eleitorais já pularam do barco e estão correndo desesperados atrás de assessores de outros deputados. Chegam ao absurdo de tentar abordar até a Leoa, que ainda está em plena campanha buscando a vitória no 2º turno, escancarando uma bajulação sem limites na tentativa de angariar qualquer vaga no futuro governo.
Enquanto isso, a realidade dos fatos aponta em outra direção: ao que tudo indica, o deputado Eduardo Pedrosa será o verdadeiro padrinho político da cidade. A notícia já tem deixado muita gente se contorcendo e correndo contra o tempo para buscar alinhamento com aquele que é tachado pejorativamente pelos críticos como o "homem dos ofícios".
A ironia é gigantesca. O chamado "homem dos ofícios" dá uma aula diária de gestão pública, responsabilidade e organização. Se os oportunistas de ocasião fossem ao menos 1% como ele — que deixa tudo devidamente documentado, pautado na legalidade e na transparência —, talvez aprendessem, finalmente, como se trabalha de forma profissional.
O que essa turma de afoitos não sabe (ou finge não ver) é que o "homem dos ofícios" sequer tem interesse pessoal ou vaidade para ocupar a cadeira de Administrador. No entanto, sua lealdade ao deputado Eduardo Pedrosa é tão sólida que ele pode acabar cedendo ao chamado. Afinal, para um cargo de tanta responsabilidade, o requisito número um não é a fofoca de bastidor nem a bajulação de grupo de mensagem, mas sim uma inabalável relação de confiança.
O que muitos esquecem, no entanto, é que política também se faz com humanidade e empatia. Eduardo Pedrosa tem coração e sensibilidade para entender que, por trás de cada função, existem famílias e pessoas que dependem de seus empregos. É por isso que se desenha a certeza de que, neste ano, não haverá uma "caça às bruxas" ou mudanças abruptas na estrutura. Ele sabe que o Natal está batendo à porta — um momento familiar sagrado, esperado por todos — e não deixará ninguém desamparado na mesa de fim de ano. É evidente e sabido por todos que cargo comissionado não é vitalício; contudo, mesmo em relação àqueles que não pertencem ao seu grupo político, ele demonstra a grandeza de colocar a dignidade humana acima de qualquer picuinha partidária.