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Política

O fofoqueiro de Pequim: quem vazou a reunião que gerou boato sobre “climão” entre Janja e Xi Jinping

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Lula negou qualquer tipo de constrangimento após fala de Janja sobre o TikTok em jantar reservado com o presidente chinês

A exitosa visita de Luiz Inácio Lula da Silva à China foi alvo, na última terça-feira (13), de uma tentativa de criação de falsa polêmica a partir de um boato divulgado em artigo pela jornalista Andreia Sadi de um suposto “climão” durante um jantar reservado entre o presidente brasileiro e o mandatário chinês, Xi Jinping. Segundo o boato, a primeira-dama, Janja, teria causado desconforto ao comentar sobre o TikTok. No entanto, Lula desmentiu veementemente a história e esclareceu os fatos.

A versão de Lula

Em entrevista coletiva em Pequim na noite desta terça-feira (13), Lula rebateu as especulações e explicou que foi ele mesmo quem introduziu o tema da regulação digital no encontro com Xi Jinping. “Eu perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança dele para a gente discutir a questão digital, e sobretudo o TikTok”, disse o presidente.

Lula ainda afirmou que a participação de Janja foi pertinente e respeitosa, sendo ela uma das principais vozes no debate sobre a regulamentação das redes sociais, especialmente após o trágico caso da morte de uma criança de oito anos relacionada ao TikTok.

Lula criticou a tentativa de criar um clima negativo, saindo em defesa da primeira-dama. Ele também destacou que a conversa no jantar era confidencial e que a divulgação dos detalhes causou estranheza. “A primeira coisa que eu acho estranho é como essa pergunta chegou à imprensa, porque estavam só meus ministros lá”, afirmou Lula, sugerindo que alguém dentro da comitiva teria vazado as informações.

Quem vazou? 

Informações de bastidores dão conta de que o boato de suposto “climão” no jantar com Xi Jinping teria partido de Elmar Nascimento (União-BA). Durante a coletiva, Lula mencionou nominalmente Elmar e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) como os presentes no jantar, deixando claro que ambos estavam acompanhando a reunião em nome da Câmara dos Deputados e do Senado. No entanto, ao citar primeiro o nome de Elmar, Lula sinalizou que o deputado poderia ser o responsável pelo vazamento.

Essa especulação ganha força diante da postura recente de Elmar Nascimento: apesar de, teoricamente, compor a base de Lula na Câmara, ele votou favoravelmente à suspensão da ação penal por tentativa de golpe de Estado contra Alexandre Ramagem (PL-RJ), diretamente da cabine do avião presidencial, praticamente ao lado de Lula, quando a comitiva estava a caminho da Rússia, dias antes da visita à China. O voto de Elmar para trancar a ação penal de Ramagem no Supremo Tribunal Federal (STF), naturalmente, vai contra os interesses do governo, visto que tal medida visa beneficiar Jair Bolsonaro e os golpistas que tentaram um golpe para impedir a posse de Lula.

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A coincidência entre o comportamento político de Elmar Nascimento, que vota contra o governo mesmo fazendo parte de uma comitiva presidencial, e a revelação de uma conversa reservada que abastece artigos que buscam desgastar a imagem de Lula e Janja parece não ser meramente casual.


Fonte: Revista Fórum

Política

Crise entre lideranças evangélicas expõe racha político e ético para 2026

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Troca de acusações entre Silas Malafaia, Damares Alves e André Valadão revela fragmentação na base conservadora e divergências sobre apoio a nomes para o STF e eleições presidenciais

O cenário político-religioso brasileiro atravessa um período de turbulência inédito, marcado por uma exposição pública de divergências entre suas principais lideranças. O que começou como um embate sobre investigações parlamentares evoluiu para um sintoma de fragmentação da base evangélica, que até então mantinha um alinhamento quase monolítico em torno do projeto bolsonarista.

A crise ganhou contornos dramáticos após a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) mencionar o envolvimento de “grandes igrejas” em irregularidades investigadas pela CPMI do INSS. A declaração gerou uma reação imediata do pastor Silas Malafaia, que classificou a postura da parlamentar como leviana. O conflito escalou com a inclusão do pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, no rol de citados pela comissão, inflamando um debate sobre ética, fofoca e a proteção institucional das denominações.

Investigação sobre o Banco Master arrasta pastores para o centro do debate

O estopim da discórdia foi o desdobramento das investigações que envolvem o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. Segundo as apurações da CPMI, haveria indícios de conexão entre movimentações financeiras e lideranças religiosas.

  • Damares Alves: Defende um “saneamento” do campo evangélico, expondo nomes para evitar que o segmento inteiro seja maculado.

  • Silas Malafaia: Acusa a senadora de “traição” e de lançar suspeitas generalizadas sem provas nominais imediatas.

  • André Valadão: Reagiu duramente em vídeo, atacando o que chamou de “fofoca” e defendendo a autonomia das igrejas frente a investigações políticas.

Este embate não é isolado. Historiadores e analistas políticos recordam que a tensão entre Malafaia e Damares remonta a 2018, quando a senadora, então assessora de Magno Malta, assumiu o ministério que o pastor desejava ver ocupado pelo próprio Malta.

A indicação de Lula que dividiu a bancada da Bíblia

Outro ponto de ruptura significativa é a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Pela primeira vez em anos, a identidade religiosa de um indicado não foi suficiente para unificar o setor.

Enquanto o bispo Samuel Ferreira (Assembleia de Deus Madureira) e o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) sinalizaram apoio ao advogado-geral da União, figuras como Magno Malta (PL-ES) rejeitam a indicação veementemente. Malta afirma que a identidade evangélica de Messias é uma “conveniência política” e não um salvo-conduto ético, evidenciando que a pauta ideológica, em alguns casos, já se sobrepõe à identidade denominacional.

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Pastores buscam alternativa com maior “musculatura eleitoral”

A união férrea demonstrada nas eleições de 2018 e 2022 parece ameaçada para o próximo ciclo. A possível candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência não encontra consenso.

  1. Crítica de Malafaia: O pastor declarou abertamente que Flávio é “fraco eleitoralmente” e carece de musculatura para enfrentar o pleito.

  2. A Preferência por Tarcísio: Grande parte da cúpula evangélica prefere uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com Michelle Bolsonaro como vice.

  3. Lealdade de Damares: Em oposição a Malafaia, Damares declarou apoio total ao filho “01” de Jair Bolsonaro, prometendo mobilizar as bases em seu favor.

Risco de isolamento e enfraquecimento político

Analistas alertam que este “fogo amigo” pode enfraquecer a direita nas eleições municipais de 2024 e na sucessão presidencial de 2026. Otoni de Paula, em uma crítica ácida, sugeriu que a liderança de Malafaia se baseia mais na intimidação do que no consenso, afirmando que o pastor possui “muitos reféns e poucos amigos”.

Embora líderes como o bispo Robson Rodovalho tentem pregar a unidade para evitar a divisão da direita, os atritos públicos sugerem que a “Bancada da Bíblia” enfrentará o desafio de gerir crises internas de imagem enquanto tenta manter sua influência sobre o eleitorado conservador em um cenário de alta fragmentação.


Com informações: Folha de S.Paulo, ICL Notícias

 

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Política

Jones Manoel e a esquerda: A Estratégia dos progressistas para 2026

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O historiador pernambucano detalha sua candidatura a deputado federal pelo PSOL, critica a “austeridade” do governo Lula e defende um projeto de revolução brasileira diante da hegemonia da direita

Jones Manoel, uma das vozes mais influentes da esquerda radical no Brasil, confirmou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. A estratégia envolve uma filiação democrática ao PSOL, já que seu partido de origem, o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), ainda não possui registro formal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Jones busca quebrar um jejum de 40 anos sem um representante assumidamente comunista no Congresso Nacional.

Natural da favela da Borborema, em Recife, o historiador de 36 anos consolidou sua imagem através da internet, utilizando o YouTube e podcasts para “agitar e propagar” o marxismo-leninismo. Na entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, ele revela que sua vontade inicial era disputar a presidência para pautar temas antissistêmicos, mas foi convencido pela tática do PCBR de focar no Legislativo para “organizar a classe e fazer denúncias” de dentro das instituições.

Os Três Pilares da Campanha

Jones Manoel aponta que sua atuação no Congresso focará em reformas estruturais que, segundo ele, são ignoradas pelo debate tradicional entre “petistas e bolsonaristas”:

  1. Relações de Trabalho: Crítica à precarização e à falta de perspectiva de aposentadoria, defendendo a redução da jornada e o aumento real de salários.

  2. Soberania dos Recursos Naturais: Defesa do controle nacional sobre o petróleo e as reservas de terras raras, questionando por que o Brasil, sendo autossuficiente, paga preços internacionais em combustíveis.

  3. Qualidade dos Serviços Públicos: Defesa do SUS e da educação pública com foco na ampliação quantitativa e qualitativa, visando retirar a classe trabalhadora da dependência dos planos de saúde privados.

Crítica ao Cenário Político de 2026

Para Jones, a ausência de uma candidatura de esquerda radical à presidência em 2026 é um erro estratégico que entrega o debate ideológico para a direita.

  • Polarização Limitada: Ele argumenta que o atual governo pratica uma política de “austeridade neoliberal” que fortalece o fascismo ao não resolver problemas estruturais.

  • Hegemonia da Direita: Jones alerta que a presença de múltiplos candidatos de direita (Zema, Caiado, Tarcísio) normaliza discursos extremos, fazendo com que candidatos moderados pareçam a única alternativa viável à esquerda.

  • Big Techs: O candidato relatou a exclusão de suas contas na Meta (Instagram/Facebook) como uma prova do caráter político dos algoritmos, que teriam predisposição a circular conteúdos de direita.

Formação Teórica para a Classe Trabalhadora

Questionado sobre como o eleitor deve se preparar para o próximo ano, Jones reforçou que “a direita trabalha com memes e fake news”, enquanto a esquerda precisa de densidade teórica para transformar a realidade.

Obra Recomendada Autor Tema Central
A Ordem do Capital Clara Mattei Como a austeridade econômica pavimenta o caminho para o fascismo.
A Dialética Radical do Brasil Negro Clóvis Moura A questão racial na formação do capitalismo dependente brasileiro.


Com informações: Diplomatique

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Política

Lula rebate projeto de Trump e defende multilateralismo: “Não aceitamos ser colônia”

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Em discurso no Encontro Nacional do MST, presidente brasileiro critica a criação do “Conselho da Paz” dos EUA, reafirma candidatura para 2026 e intensifica diálogo com Brics contra a hegemonia de Donald Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra a política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do MST, em Salvador, nesta sexta-feira (23). Lula classificou o momento atual da política mundial como “crítico” e acusou Trump de tentar “rasgar a carta da ONU” ao propor a criação de um Conselho da Paz independente, que arbitraria conflitos globais e facilitaria planos como a anexação da Groenlândia.

“O presidente Trump quer criar uma nova ONU onde ele sozinho é o dono”, afirmou Lula. Em resposta à estratégia unilateral de Washington, o presidente brasileiro revelou estar em uma ofensiva diplomática, mantendo conversas telefônicas constantes com líderes da China (Xi Jinping), Rússia (Vladimir Putin) e Índia (Narendra Modi) para preservar o multilateralismo e impedir que a “força das armas” prevaleça sobre o direito internacional.

Os Eixos do Discurso: Soberania e Geopolítica

Lula reforçou que o Brasil manterá relações comerciais com todos os blocos, mas sem submissão política a nenhuma potência.

  • Rejeição à Nova Guerra Fria: O presidente declarou que o Brasil não deseja participar de blocos antagônicos e lamentou conflitos atuais, citando a situação em Gaza como “extermínio”.

  • Defesa da Venezuela: Lula expressou indignação com a intervenção militar dos EUA na Venezuela, afirmando que o desrespeito à integridade territorial é inaceitável na América do Sul.

  • Reforma da ONU: Reiterou a urgência de reformar o Conselho de Segurança para refletir a realidade do século XXI, criticando o esvaziamento das instituições internacionais.

  • Alimentos vs. Agronegócio: Ao lado de lideranças do MST, Lula diferenciou a produção para exportação do agronegócio da produção de alimentos para a mesa dos brasileiros, feita pela agricultura familiar.

Rumo a 2026: Confirmação de Candidatura

O evento também serviu como palanque para as eleições presidenciais de 2026. Lula incentivou a militância a ocupar espaços no Congresso e confirmou sua intenção de buscar a reeleição.

“Gostar da política é assumir a responsabilidade de definir o projeto que a gente quer para o nosso país… Eu serei candidato, não importa quem sejam os opositores.” — Lula

Ponto de Conflito Posição de Trump Posição de Lula
Governança Global Unilateralismo / Conselho da Paz próprio Multilateralismo / Reforma da ONU
Território Interesse na anexação da Groenlândia Defesa da integridade territorial (ex: Venezuela)
Brics Vista como bloco opositor Ferramenta de equilíbrio de poder mundial
Conflitos Retórica bélica e tarifas comerciais Diplomacia de argumentos e narrativas


Com informações: Redação do PT e Agência Brasil

 

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