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Open bar de Gabriel no Arsenal a Ederson e mais: como os brasileiros podem decidir título da Premier League

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Desde que o primeiro jogador brasileiro vestiu a camisa de um time inglês, apenas em 1987 com Mirandinha no Newcastle, a Premier League foi vendo a importância dos tupiniquins aumentando década após década. Nas temporadas mais recentes, atletas nascidos no Brasil foram protagonistas de títulos e garantiram lugar cativo como ídolos de clubes importantes.

Esta história seguirá sendo escrita em 2023/24. A corrida pelo troféu da atual edição da Premier League está emocionante: o Manchester City continua favorito a manter sua hegemonia, mas o Arsenal tem fome para acabar com seu jejum de títulos enquanto o Liverpool busca um milagre para dar o final perfeito na despedida do técnico Jurgen Klopp.

Ainda que nesta temporada os protagonistas não estejam sendo os brasileiros, jogos importantes estão aí na agenda à espera de um grande feito. Quais dos jogadores nascidos em nosso país podem ajudar a decidir os rumos desta Premier League? É o que vamos listar abaixo.

Alisson Becker Everton Liverpool Premier League 2023-24
Alisson de mãos atadas no Liverpool

Único brasileiro no elenco do Liverpool, após as saídas de Fabinho e Roberto Firmino, Alisson não vem fazendo a melhor de suas temporadas defendendo a meta dos Reds. Os milagres que marcaram campanhas vitoriosas em um passado recente não estão acontecendo, houve uma falha ou outra, e uma lesão na coxa tirou o goleiro de ação por cerca de dois meses.

Ainda assim, não dá para culpar Alisson pela queda recente de rendimento que dificultou bastante as chances de título do Liverpool. O que tem chamado a atenção negativamente na equipe treinada por Jurgen Klopp tem sido atuações ruins dos atacantes, em especial Darwin Núñez e até Mohamed Salah – que chegou até a ter uma discussão pública com o seu treinador, algo impensável anos atrás.

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Tendo pela frente Tottenham (em casa), Aston Vila (f) e Wolverhampton (c), a principal missão dos Reds – além de ter que torcer por tropeços de Arsenal e City – será no ataque. Alisson até já mostrou que sabe balançar as redes, mas aquele gol de cabeça sobre o West Brom, em 2021, é obviamente uma exceção a qualquer tipo de regra. Ter um goleiro é importante, mas não deve ser o fiel da balança para o Liverpool.

Gabriel Magalhaes Arsenal 2023-24
Os Gabriéis do Arsenal

O Arsenal é o único time do mundo em que os seus três brasileiros têm o mesmo nome. Mas apesar de Gabriel Jesus e Gabriel Martinelli serem os mais conhecidos, o titular absoluto e um dos destaques do time treinado por Mikel Arteta é o zagueiro Gabriel Magalhães.

Com uma tabela difícil nos próximos jogos, contra Bournemouth (c), Manchester United (f) e Everton (c), o ataque não deve ser problema para os Gunners.

A linha de frente com Bukayo Saka, Kai Havertz e Leandro Trossard está afiada, especialmente com as bolas servidas por Martin Odegaard. Gabriel Jesus e Martinelli começaram a campanha como titulares, mas perderam o posto após lesão. De qualquer forma, são boas opções no banco para mudarem o destino de um jogo.

Ederson Man City 2023-24
Ederson, pronto para mais um título?

Já o favorito Manchester City segue com sua receita de sucesso, apesar de um Erling Haaland menos espetacular nesta temporada. O único brasileiro na equipe de Pep Guardiola é o goleiro, peça importante também para dar fluidez, qualidade e agilidade no início da transição ofensiva.

Sob as traves, contudo, Ederson também é dos melhores do mundo. Basta lembrar sua defesa espetacular no final do jogo contra a Inter de Milão, que garantiu o título mais recente de Champions League. Os Citizens dependem apenas de si para conquistarem o quarto título inglês consecutivo, então o goleiro precisará estar ali, seguro, nas poucas vezes em que for acionado.

Lucas Paqueta West Ham 2023-24
E os outros?

Mas não são apenas brasileiros de Liverpool, Arsenal e Manchester City que poderão ser importantes na definição do título inglês. Nas últimas rodadas, é bom ficar de olho no que os adversários poderão fazer.

Pelo Wolverhampton, João Gomes e Matheus Cunha serão ameaças a Liverpool e City. Andreas Pereira, Willian e o jovem Rodrigo Muniz também prometem dar alguma dor de cabeça a Pep Guardiola no duelo contra o Fulham. Isso, além de um Richarlison pronto para voltar de lesão pelo Tottenham e de um Lucas Paquetá sempre decisivo com a camisa do West Ham. Douglas Luiz, pelo Aston Villa, eventualmente pode tirar de vez o sonho do Liverpool?

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Apesar de longe do protagonismo, não faltam candidatos brasileiros a decidirem, de uma forma ou outra, os rumos desta emocionante reta final de Premier League.


Fato Novo com informações: Goal

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Futebol

A trajetória de Dimitri Payet, da Europa e sonho de Bola de Ouro, até o Vasco

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Dimitri Payet entrou para a história como um dos jogadores mais habilidosos a vestir a camisa do West Ham. Um armador nato, com uma precisão no passe que poucos têm e a agilidade necessária para desfilar no meio de campo, ele não só foi fundamental para o sucesso dos Hammers sob o comando de Slaven Bilic, mas também ganhou o respeito de toda a Europa.

Durante o período em que esteve no leste de Londres, ele foi o melhor jogador do West Ham e, eventualmente, indicado à Bola de Ouro – recompensando uma ascensão que começou na ilha de Reunião, no Oceano Índico, a 9 mil quilômetros de Paris.

O que poucos sabem é que o astro teve um início de carreira difícil. Tudo começou no Le Havre, que fazia negócios com seu pequeno clube na ilha de Reunião, o Saint-Pierroise. Passados quatro anos na base de lá, retornou à ilha para jogar pelo Excelsior após reclamações do clube por sua falta de motivação e profissionalismo.

No entanto, essa não seria a última vez em que seu comportamento fosse questionado. Apesar de muito talentoso, é fato que ele saiu em turbulência de diversos clubes pelos quais passou. Um gênio com dificuldades externas não apenas valia a pena ser tolerado em um clube, mas sim, valia a pena construir um time inteiro ao seu redor.

Dimitri Payet Nantes 2007 O retorno do craque

O próprio Payet admite que seu retorno à Reunião aconteceu porque ele “não era uma pessoa fácil de lidar”, e sentiu que seus sonhos de uma carreira profissional estavam indo por água abaixo. Além de ter dificuldades para se adaptar à vida na França, ele era pequeno, e seus treinadores da base achavam que ele simplesmente era fraco demais para jogar em alto nível.

Quando jogou pelo Excelsior, o melhor time de Reunião, ele se destacou, mas um relatório afirma que foi total acaso que o Nantes o descobriu. Um olheiro visitou a ilha para um seminário e, ocasionalmente, viu Payet jogando enquanto estava lá. Ele insistiu que o jogador fosse levado para a França, e o Nantes fechou um acordo.

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Após a mudança, o ainda garoto apareceu em um documentário sobre jovens promessas, e seu tempo no clube francês foi repleto de dificuldades, incluindo uma discussão em público com o lendário Fabien Barthez, do Manchester United, e a incapacidade de salvar seu time do rebaixamento.

O descenso do Nantes permitiu que ele exigisse uma transferência, e o Saint-Étienne se interessou, fechando um acordo por 4 milhões de euros (R$22,1 milhões). No entanto, novamente, quase foram rebaixados para a Ligue 2, com a principal contribuição de Payet sendo uma cabeçada que o jogador deu em Blaise Matuidi, seu companheiro de equipe.

Mas vale lembrar que ele estava jogando no mais alto nível da França, e em 148 aparições pelo clube participou de 57 gols.

Dimitri Payet Lille 2011 
‘Novo Eden Hazard’

Depois de uma temporada com 13 gols em 2010/11, Payet foi a nova aposta do Lille. Eles tinham acabado de perder Eden Hazard para o Chelsea, e o francês, tanto como pessoa quanto de ego, encaixou-se perfeitamente como o substituto ideal. Foram 19 gols e 31 assistências, somando 50 participações em gols nas 95 partidas que jogou, com uma média de contribuição a cada 0,52 jogos; a média de Hazard era de uma a cada 0,53 jogos.

Um lance lindo contra o Reims ilustrou a qualidade de Payet para o mundo; ele pegou a bola a 40 metros do gol, carregou por boa parte do campo, driblou o defensor e acertou onde a coruja dorme. Apresentação do talento no seu mais puro estado e a consolidação de um novo astro francês.

Ele foi eleito para o Time da Temporada da Ligue 1, finalmente assumindo o papel de protagonista, e se juntou ao Marseille por uma taxa de cerca de 10 milhões de libras (R$64 milhões) e, a partir daí, eventualmente atingiu auges inesperados ao longo da carreira.

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Uma primeira temporada ainda mediana, se adaptando ao nível do Olympique, o levou a 21 assistências e sete gols na seguinte, recompensando os baixos números da inicial. Apenas dois jogadores tiveram tantas assistências naquela temporada nas cinco grandes ligas da Europa: Lionel Messi e Kevin De Bruyne.

Brilhando no leste de Londres

Foi em 2015, com sua transferência para o West Ham, que Payet explodiu para o futebol mundial, se assumindo como o protagonista de um clube que da principal liga do mundo.

Sua idade – tinha 28 anos quando se mudou para a Inglaterra – significava que os Hammers não enfrentaram a competição que teriam para tê-lo se fosse alguns anos mais jovem, e conseguiram contratá-lo do Marseille por apenas 10 milhões de libras (R$64 milhões). Payet disse, ao chegar, que havia “recebido muita responsabilidade”, e ele retribuiu em grande estilo.

Em 2015/16, o meia foi um dos melhores jogadores da Premier League; ele marcou nove gols e teve 12 assistências em 30 jogos, e alguns deles foram verdadeiramente espetaculares.

Seu gol de falta contra o Crystal Palace é, provavelmente, a melhor cobrança de falta na história da era da Premier League; na entrada da área, ele bateu a bola com tanta força e efeito que parecia que ela iria passar por cima do travessão até quando, de repente, encontrou o ângulo, em um estilo de gols que só ele sabia fazer. Foi como um truque de mágica.

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Esse não foi seu único golaço na partida, já que o francês fez outro, após ser lançado em profundidade, deixar o goleiro Wayne Hennessey no chão e encobrir a bola para o fundo da rede.

A temporada terminou com o último jogo do West Ham em Upton Park, e Payet desempenhou um papel fundamental quando os londrinos venceram o Manchester United, com o francês dando a assistência para o gol da vitória de Winston Reid.

História na Euro

Durante seu tempo no West Ham, Payet foi convocado para a seleção da França para jogar a Euro 2016, e seu desempenho foi espetacular. Ele marcou três gols – o destaque foi na abertura do torneio contra a Romênia, quando fez um golaço no ângulo (como de costume), com o pé esquerdo, seu mais fraco – e deu três assistências ajudando Les Bleus chegarem à final em casa.

Jogando mais como um ponta-esquerda, a explosão de Payet e sua ousadia o tornaram indispensável durante todo o torneio, embora tenha terminado em decepção, com os anfitriões sendo derrotados por Portugal na final.

Dimitri Payet West  Ham 2016-17
Mais discórdias…

No entanto, esse foi o auge de Payet. Sua segunda temporada no West Ham terminou com apenas oito participações em gols, e os Hammers sentiram os efeitos disso. Depois de terminar em sétimo da Premier League e encerrar sua temporada de estreia com grandes feitos e, consequentemente, com uma aclamação enorme, em seu ano seguinte viu o clube lutar com a mudança para o London Stadium e flertar com o rebaixamento.

Entre o início daquela temporada e o final de janeiro, o West Ham venceu apenas oito jogos, e Payet forçou uma transferência. Ele estava inquieto desde o retorno da Eurocopa e alegou que sua razão para sair era “relacionada à família”, mas não se comportou bem ao deixar o clube. Ele mesmo admite que “sabe como ser um idiota”, e entrou em greve, recusando-se a jogar para o técnico Slaven Bilic.

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Ele conseguiu o que queria, e voltou para o Marseille. Os Hammers, por razões óbvias, ficaram indignados, com torcedores acabando com um mural no estádio que havia sido pintado para comemorar o prêmio de Jogador do Ano do francês seis meses antes.

Em fim de carreira

De volta ao Marseille, Payet novamente se tornou um dos melhores jogadores da Ligue 1 após sua transferência de 25 milhões de libras (R$162 milhões), registrando mais de dez participações em gols em todas as temporadas, exceto em 2022-23. Seu melhor gol, provavelmente, foi contra o Guingamp, quando ele pegou um rebote de fora da área e acertou um chute de primeira que foi direto para o ângulo superior (sim, mais uma vez onde a coruja dorme).

Ele quase conquistou um título da Liga Europa, chegando à final com o Marseille em 2018. No entanto, Payet machucou a coxa e foi substituído durante o jogo em lágrimas, enquanto o Atlético de Madrid venceu por 3 a 0.

De fato, o francês nunca conquistou um troféu no futebol europeu, e em 2023 veio para o Vasco conhecer nosso futebol brasileiro, onde continua com as boas manias de driblar e acertar alguns ângulos por aí.

Por alguns anos, Payet foi tão bom quanto qualquer outro jogador no planeta, justamente sendo indicado ao prêmio da Bola de Ouro, e é talvez o melhor jogador do West Ham da era moderna na Premier League. É uma pena que ele tenha passado tão pouco tempo na Terra da Rainha.

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Fato Novo com informações e imagens: Goal.com

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Manchester City ergue troféu da Premier League, o quarto seguido

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Ederson, Haaland e Guardiola comemoram mais um troféu do Manchester City

Após vencer o West Ham e conquistar o tetracampeonato da Premier League, o Manchester City ergueu, enfim, o sonhado troféu, neste domingo (19). No centro do gramado do Etihad Stadium, o capitão Kyle Walker levantou a taça, para o delírio dos fãs.

Este foi o décimo título inglês do City na história. São oito Premier League, sendo seis sob o comando de Pep Guardiola. O time contou com mais uma artilharia de Haaland, que foi artilheiro pelo segundo ano possível.

Desta vez, mais modesto, marcou “apenas” 27 vezes. Foden, eleito melhor jogador da Premier, fez 19 gols e contribuiu com oito assistências. Dois dos gols foram neste domingo, no jogo do título.

De Bruyne, Bernardo Silva, Ederson, Foden e Walker, aliás, são os jogadores do elenco que conquistaram todas as seis Premier League junto de Guardiola.

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Fato Novo com informações e imagens: Correio Braziliense

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Dorival fecha convocação com Rafael, do São Paulo, e mais três; veja

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Treinador da Seleção Brasileira convocou o goleiro do Tricolor para a vaga de Ederson, que se lesionou

O técnico Dorival Júnior fechou neste domingo (19/5), a lista de 26 jogadores que representarão a Seleção Brasileira na Copa América e disputarão amistosos antes do torneio internacional. Destaque para o goleiro Rafael, do São Paulo, que entrou na vaga de Ederson, do Manchester city, lesionado.

Além do arqueiro do Tricolor, o treinador convocou o zagueiro Bremer, da Juventus, o volante Éderson, da Atalanta, e o atacante Pepê, do Porto.

Os novos convocados entraram na lista após a Conmebol liberar a convocação de mais três jogadores. Veja a lista completa:

Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Athletico-PR) e Rafael (São Paulo);

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Laterais: Danilo (Juventus), Yan Couto (Girona), Guilherme Arana (Atlético-MG) e Wendell (Porto);

Zagueiros: Beraldo (PSG), Bremer (Juventus), Éder Militão (Real Madrid), Gabriel Magalhães (Arsenal) e Marquinhos (PSG);

Meio-campistas: Andreas Pereira (Fulham), Bruno Guimarães (Newcastle), Douglas Luiz (Aston Villa), Éderson (Atalanta), João Gomes (Wolverhampton) e Lucas Paquetá (West Ham);

Atacantes: Endrick (Palmeiras), Evanilson (Porto), Gabriel Martinelli (Arsenal), Pepê (Porto), Raphinha (Barcelona), Rodrygo (Real Madrid), Savinho (Girona) e Vini Jr (Real Madrid).

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