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Distrito Federal

PCDF estreita cerco contra autores de ataques a ônibus da Urbi no Distrito Federal

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Desde o episódio ocorrido na noite de 15 de janeiro, as investigações avançaram significativamente

Até este dia 19 de janeiro de 2026, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Governo do Distrito Federal (GDF) consolidaram informações sobre a dinâmica do crime e os possíveis responsáveis.

Abaixo, os detalhes atualizados sobre o caso:

Balanço dos ataques e danos

O número oficial de veículos atingidos foi fechado em 57 ônibus, todos pertencentes à empresa Urbi Mobilidade Urbana. Os ataques foram realizados com pedras e bolinhas de gude (bilocas) disparadas com estilingues enquanto os veículos estavam em movimento, transportando passageiros.

  • Feridos: Pelo menos sete pessoas (usuários do sistema) sofreram ferimentos leves causados por estilhaços de vidro e foram atendidas em unidades de saúde.

  • Locais atingidos: As ações ocorreram de forma simultânea em seis regiões administrativas, com maior concentração no Recanto das Emas, Samambaia e Taguatinga, além de registros em Ceilândia, Núcleo Bandeirante e na EPIA.

Linhas de investigação e motivação

A PCDF trabalha com a hipótese de crime orquestrado. A principal linha de apuração indica que os ataques foram uma represália trabalhista:

  1. Demissões por justa causa: Recentemente, três funcionários da Urbi teriam sido demitidos por justa causa. O secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, confirmou que a investigação analisa se essas demissões foram o estopim para os atos.

  2. Conflito sindical: Há suspeitas de que os ataques tenham ligação com grupos de oposição ao atual Sindicato dos Rodoviários, utilizando vândalos para desestabilizar a operação da empresa.

  3. Identificação dos suspeitos: A polícia informou já ter “ideia de quem são os envolvidos” e que alguns suspeitos já foram localizados, mas aguarda o fechamento de provas técnicas para efetuar as prisões formais de toda a quadrilha organizada.

Medidas tomadas pelo governo

  • Grupo de Crise: A governadora em exercício, Celina Leão, instituiu um grupo de gerenciamento de crise envolvendo a SSP-DF, as polícias Civil e Militar, e a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob).

  • Reforço no Policiamento: A Polícia Militar (PMDF) intensificou as rondas e a guarda fixa nas garagens da Urbi, especialmente no Recanto das Emas e em Samambaia, para garantir a saída e o recolhimento seguro da frota.

  • Manutenção da Frota: Até o dia 18 de janeiro, a maioria dos veículos já havia passado por reparos nos vidros, mas cerca de 10 coletivos ainda seguiam em manutenção devido à extensão dos danos.


Com informações: Agência Brasil, Correio Braziliense, Metrópoles e Jornal TaguaCei.

 

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Feminicídio de adolescente choca Planaltina; padrasto é preso em flagrante

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Jovem de 14 anos foi assassinada dentro de casa; suspeito, que cumpria prisão domiciliar, confessou o crime após ser localizado pela PMDF

A manhã deste domingo (18) foi marcada por uma tragédia que abalou a comunidade de Planaltina, no Distrito Federal. Uma adolescente de apenas 14 anos foi encontrada morta em seu quarto, vítima de um crime de extrema brutalidade. O principal suspeito é o companheiro da mãe da vítima, um homem de 28 anos, que foi detido horas depois em uma operação rápida da Polícia Militar. O caso está sendo tratado pelas autoridades como feminicídio.

O crime ocorreu em um contexto que deveria ser de celebração. Segundo relatos da mãe à polícia, a família comemorava a aquisição do novo apartamento na noite anterior, com o consumo de bebidas alcoólicas. A mulher suspeita que o agressor tenha dopado sua bebida, pois ela não acordou durante a madrugada. Ao despertar por volta das 6h40, encontrou a filha já sem vida, com sinais de asfixia e ferimentos no rosto. O suspeito fugiu do local levando aparelhos eletrônicos da família.

A captura do agressor foi possível graças ao rastreio de um dos celulares roubados, que levou os militares até a região da Estância III. No momento da prisão, o homem apresentou resistência física, mas acabou confessando o crime aos policiais. Ele alegou ter enforcado a jovem após ela tentar impedi-lo de consumir drogas dentro do apartamento. As investigações revelaram que o indivíduo é reincidente, com passagens por estupro e roubo, e deveria estar cumprindo prisão domiciliar.

Detalhes da Investigação e Perfil do Agressor

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 16ª Delegacia de Polícia, trabalha para esclarecer todos os detalhes dessa noite fatídica:

  • Antecedentes: O suspeito possui uma ficha criminal extensa, o que levanta questões sobre a eficácia do monitoramento de sua prisão domiciliar.

  • Modus Operandi: Há indícios de premeditação, uma vez que o homem teria orientado a filha mais nova da mulher a dormir em outro quarto e, supostamente, dopado a companheira.

  • Provas: Além da confissão informal aos policiais, os pertences da vítima (notebook e celulares) foram encontrados com o agressor no momento da abordagem.

  • Autuação: O homem foi autuado em flagrante por feminicídio e furto, permanecendo à disposição da Justiça.

Canais de Apoio e Relevância Social

Casos de violência doméstica e feminicídio reforçam a necessidade de vigilância e denúncia imediata. O Distrito Federal oferece diversos canais para proteção de mulheres e menores:

  1. Polícia Militar: 190 (Emergência).

  2. Polícia Civil: 197 (Denúncia anônima).

  3. Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM): Atendimento 24h.

  4. Conselho Tutelar: Para denúncias envolvendo crianças e adolescentes.


Com informações: Jornal de Brasília e PMDF

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Mulheres da Colmeia lançam livro autobiográfico com apoio do MPDFT

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“Além das Grades, Dentro de Mim” reúne relatos de 19 internas da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, em um esforço de ressocialização pela escrita.

O sistema prisional do Distrito Federal acaba de ganhar uma obra que rompe o silêncio das celas para humanizar os processos judiciais. O livro “Além das Grades, Dentro de Mim: Relatos Autobiográficos de Mulheres na Prisão” foi lançado oficialmente como resultado do projeto “(Re)escrevendo Vidas: Vozes Femininas no Cárcere”. A iniciativa, promovida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em parceria com a Penitenciária Feminina (PFDF) e o Centro Educacional 01 (CED 01), propõe que a literatura seja uma ferramenta de reinvenção pessoal.

Para as 19 internas selecionadas, o projeto não foi apenas um exercício de redação, mas um processo terapêutico e reflexivo. Orientadas por professoras e inspiradas por obras de mulheres resilientes, como Viola Davis, elas mergulharam em suas próprias memórias para construir os quatro capítulos da obra: o mundo que as formou, o que as fragilizou, o que as aprisionou e o mundo que hoje as refaz. Como escreveu a interna Mayara B.: “Nunca é tarde para recomeçar”.

Segundo a promotora de justiça Raquel Tiveron, coordenadora do Nupri, a obra é fundamental para que os operadores do Direito e a sociedade enxerguem além dos autos. “A leitura nos tira da frieza do processo e nos apresenta o lado humano”, destacou. O projeto, que foca na justiça ambiental e social dentro do sistema carcerário, foi premiado em 2025 por sua proposta inovadora de inclusão e fortalecimento da autoestima.

A Estrutura da Obra e o Processo Criativo

O livro foi cuidadosamente editado para refletir a complexidade das trajetórias dessas mulheres, sem romantizar o crime, mas reconhecendo a humanidade ferida.

  • Temas Centrais: Infâncias marcadas pela pobreza, violência doméstica, abandono e o impacto devastador da dependência química.

  • Oficinas Pedagógicas: Encontros conduzidos pelas professoras Valdiceli Rocha e Márcia Daniela Fernandes, focados em escuta ativa e respeito.

  • Objetivo Social: Ressignificar o passado para projetar um futuro de liberdade com vínculos familiares e sociais restabelecidos.

  • Inovação: O projeto foi selecionado pelo Edital de Inovação Institucional do MPDFT (2025).

A educação e a cultura dentro das unidades prisionais, como a “Colmeia” (PFDF), são pilares essenciais para reduzir a reincidência e promover a verdadeira ressocialização no DF.


Com informações: MPDFT

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Juiz Flavio Leite compartilha trajetória e diagnóstico de autismo em entrevista

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Com 28 anos de magistratura, o titular do 2º Juizado Especial Cível de Brasília discute o impacto da Inteligência Artificial e a descoberta tardia do autismo

O Programa História Oral do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) disponibilizou um novo e emocionante capítulo de sua série de entrevistas. Desta vez, o convidado foi o juiz Flavio Augusto Martins Leite, que conversou abertamente com o 1º vice-presidente da Casa, desembargador Roberval Belinati. A entrevista, disponível na íntegra no YouTube, traça um perfil que vai muito além das sentenças, revelando um magistrado apaixonado pelo conhecimento e resiliente diante de desafios pessoais.

Natural de Franca (SP) e egresso da Polícia Civil paulista — onde atuou como delegado até 1998 — Flavio Leite ingressou na magistratura candanga para construir uma carreira sólida e diversificada. Ao longo de quase três décadas, passou por áreas complexas como a Vara de Falências e Registros Públicos, acumulando experiências que, segundo ele, trouxeram uma compreensão profunda sobre o comportamento humano. “A educação é algo que ninguém nos tira”, afirmou o magistrado, reforçando seu compromisso com o aprendizado contínuo aos 62 anos.

Um dos pontos altos da conversa foi o relato pessoal sobre o diagnóstico de autismo, recebido aos 47 anos. O juiz compartilhou como a descoberta tardia foi um divisor de águas, permitindo-lhe desenvolver estratégias específicas para lidar com dificuldades sensoriais ou sociais que antes não compreendia plenamente. Sua história serve como um poderoso exemplo de inclusão e neurodiversidade no serviço público de alto escalão, provando que o espectro autista abriga competências extraordinárias. Programa História Oral. Juiz de direito Flávio Augusto Martins Leite. Foto do juiz com fundo nas cores vinho e dourado.

Tecnologia e o Futuro do Judiciário

Para Flavio Leite, a experiência do passado não o impede de olhar com entusiasmo para o futuro. O magistrado destacou seu interesse crescente pela Inteligência Artificial (IA), ferramenta que ele acredita ser o motor de uma “nova Justiça”.

  • Uso Cauteloso: O juiz defende que a IA não é boa nem ruim por natureza, mas que sua eficácia dependerá da ética e da cautela de quem a opera.

  • Eficiência nos Juizados: Titular de um Juizado Especial Cível, ele vê na tecnologia uma forma de dar celeridade a processos que buscam resolver conflitos do cotidiano dos cidadãos de forma simples e rápida.

  • Aprendizado sobre si mesmo: Ao refletir sobre sua jornada, Flavio concluiu com uma frase marcante sobre autoconhecimento: “Tem coisas que não sabemos nem sobre nós mesmos”.

Resumo da Carreira: Flavio Augusto Martins Leite

Atributo Detalhes
Cargo Atual Titular do 2º Juizado Especial Cível de Brasília
Formação Direito (Faculdade de Franca) e Pós em Direito Penal (UCB)
Experiência Anterior Delegado da Polícia Civil de São Paulo (até 1998)
Tempo de Magistratura 28 anos dedicados ao TJDFT
Áreas de Atuação Falências, Concordatas, Registros Públicos e Cível


Fonte: TJDFT

 

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