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Natureza

Polvos que “perdem a paciência” e dão socos em peixes intrigam cientistas

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Pesquisadores flagraram um comportamento inusitado no fundo do mar: polvos desferindo golpes diretos em peixes que deveriam ser seus parceiros de caça. O estudo, publicado na revista Ecology, revela que essas agressões físicas não são acidentais, mas sim uma estratégia deliberada de controle social

Embora a caça colaborativa entre polvos e peixes seja benéfica para ambos — com os peixes localizando presas e os polvos usando seus tentáculos para alcançá-las em fendas — a convivência nem sempre é pacífica. Esse “soco” subaquático demonstra que os polvos possuem uma inteligência social complexa, agindo quase como “gerentes” autoritários de uma equipe de trabalho.

Por que os polvos agridem seus parceiros?

Os cientistas acreditam que existem três razões principais para esse comportamento agressivo durante as expedições de busca por comida:

  • Controle de benefícios: O polvo afasta peixes oportunistas que tentam abocanhar a presa antes dele.

  • Punição e incentivo: Peixes que demonstram “preguiça” ou não colaboram ativamente na busca podem ser atingidos para serem forçados a se mover.

  • Reafirmação de domínio: O cefalópode utiliza a força física para estabelecer quem detém a liderança da operação de caça.

A complexidade cognitiva dos cefalópodes

Este comportamento reforça o que a ciência já suspeitava: os polvos possuem personalidades distintas e uma capacidade de análise comportamental invejável. Eles não apenas reagem ao instinto, mas tomam decisões baseadas na produtividade do grupo.

Aspecto Descrição
Cognição Capacidade de avaliar se o parceiro está ajudando ou apenas “seguindo o fluxo”.
Estratégia Uso do soco como ferramenta corretiva para melhorar o sucesso da caçada.
Socialização Embora solitários por natureza, mostram habilidades de gestão em grupos multiespécies.

O que isso nos ensina sobre a evolução?

Entender essas nuances ajuda a mapear como a inteligência evoluiu de formas tão distintas no oceano. O fato de um animal invertebrado usar agressão tática para manter a ordem sugere que a gestão de conflitos sociais é uma característica fundamental em espécies altamente inteligentes, independentemente do seu ambiente.


Com informações: Olhar Digital

 

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Brasil

Maior cajueiro do mundo vira unidade de conservação no Rio Grande do Norte

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O Monumento Natural Estadual Cajueiro de Pirangi garante a proteção da árvore gigante, ponto turístico da praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim

O famoso Cajueiro de Pirangi, localizado no Rio Grande do Norte e reconhecido internacionalmente como o maior do mundo, recebeu um novo status de proteção ambiental. Através de um decreto assinado pela governadora Fátima Bezerra, a área de mais de 8.400 metros quadrados que abriga a árvore secular foi transformada no Monumento Natural Estadual Cajueiro de Pirangi. A medida, oficializada durante a celebração dos 137 anos da planta, estabelece uma unidade de conservação de proteção integral, visando salvaguardar não apenas o patrimônio botânico, mas também a fauna local, incluindo espécies ameaçadas de extinção como o lagartinho-do-foliço e a cobra-de-duas-cabeças.

A árvore, que detém o título no Guinness Book desde 1994, possui uma anomalia genética rara que permite que seus galhos cresçam lateralmente e criem novas raízes ao tocarem o solo, expandindo-se continuamente. Com a criação da 12ª unidade de conservação do estado, o governo potiguar busca estruturar melhor a gestão do local, incentivando a pesquisa científica e o turismo sustentável. A preservação garante que o símbolo cultural e histórico de Parnamirim seja mantido para as futuras gerações sob um regime jurídico mais rigoroso e voltado para a educação ambiental.

Objetivos e características da nova proteção

A criação do monumento natural traz diretrizes específicas para a gestão da área:

  • Proteção Jurídica: O decreto nº 35.203/2025 assegura proteção integral contra intervenções que possam degradar a árvore.

  • Fomento Científico: Estímulo ao estudo da anomalia genética e da biodiversidade local.

  • Preservação da Fauna: Foco na proteção de répteis endêmicos e ameaçados que habitam o ecossistema do cajueiro.

  • Turismo Sustentável: Fortalecimento da economia local através de atividades turísticas ordenadas e educativas.

  • Dimensões: A unidade abrange o perímetro de cerca de 500 metros da árvore recordista.

O fenômeno botânico de Pirangi

O crescimento desmedido do Cajueiro de Pirangi é fruto de um fenômeno genético raro. Diferente de árvores comuns, seus galhos pesados inclinam-se até o chão e, devido a uma mutação, possuem a capacidade de criar raízes (alporquia natural). Uma vez enraizados, esses galhos passam a funcionar como novos troncos, alimentando o crescimento de novos ramos laterais. Estima-se que a árvore produza cerca de 70 mil cajus por safra, ocupando uma área equivalente a 70 cajueiros normais, o que atrai milhares de visitantes anualmente ao litoral sul do Rio Grande do Norte.


Com informações: O ECO

 

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Natureza

Mestres do ar: quanto tempo as aves conseguem voar sem pousar?

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Adaptações evolutivas permitem que algumas espécies permaneçam no ar por dias, semanas e até meses; andorinhão-preto lidera o ranking com dez meses de voo contínuo

O voo é uma das capacidades mais fascinantes do reino animal, permitindo que aves atravessem oceanos e continentes. No entanto, a resistência varia drasticamente entre as espécies. Enquanto pássaros urbanos e de rapina realizam voos curtos e dependem de pousos frequentes para descanso e alimentação, espécies altamente especializadas desafiam os limites da fisiologia. O campeão absoluto de resistência é o andorinhão-preto, que pode passar até dez meses consecutivos no ar, realizando todas as suas funções vitais — inclusive dormir e se alimentar — sem tocar o solo.

Essa habilidade está ligada a adaptações complexas, como sistemas respiratórios extremamente eficientes e estratégias de economia de energia, como o uso de correntes térmicas para planar. Aves migratórias também utilizam a hiperfagia, acumulando gordura corporal antes de grandes jornadas para servir como combustível. Para essas espécies, o voo ininterrupto não é apenas uma proeza física, mas uma estratégia vital de sobrevivência para encontrar climas favoráveis e áreas de reprodução.

Recordistas do voo ininterrupto

Algumas espécies se destacam por sua capacidade de permanecer no ar por períodos extraordinários:

  • Andorinhão-preto: Consegue voar por até 10 meses seguidos, pousando apenas na época de reprodução.

  • Albatroz: Utiliza o vento oceânico para planar por milhares de quilômetros com gasto energético mínimo.

  • Maçarico-de-papo-ruivo: Realiza migrações transoceânicas que podem durar até 11 dias sem interrupção.

  • Fragata: Ave marinha que consegue dormir enquanto plana sobre o oceano, permanecendo semanas no ar.

Fatores que determinam a resistência

A duração do voo sem pouso depende de uma combinação de biologia e ambiente:

  • Reserva de Energia: O acúmulo de gordura antes da migração é essencial para sustentar o esforço muscular.

  • Eficiência Respiratória: A oxigenação constante (mesmo durante a expiração) permite manter o fôlego em grandes altitudes.

  • Condições Climáticas: Ventos favoráveis e correntes de ar térmicas agem como “motores naturais”, reduzindo a necessidade de bater as asas.

  • Estilo de Vida: Aves terrestres focam em agilidade e força explosiva, enquanto as migratórias priorizam a eficiência aerodinâmica.


Com informações: Olhar Digital

 

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Natureza

Pesquisadores registram orquídea inédita no litoral do Paraná

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Espécie endêmica da Mata Atlântica é encontrada pela primeira vez fora da Região Sudeste; descoberta ocorreu no Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange

Uma expedição científica coordenada pelo instituto Mater Natura revelou a presença da orquídea Bulbophyllum campos-portoi Brade no litoral do Paraná, um registro inédito para o estado. A planta, que até então era conhecida apenas em estados da Região Sudeste, foi localizada no Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, em Matinhos, nas proximidades do Salto do Tigre. O achado faz parte do Projeto Estudos da Restauração, que busca fortalecer as Unidades de Conservação da região por meio de levantamentos florísticos e planejamento ambiental.

A descoberta chama a atenção dos botânicos não apenas pela localização geográfica, mas também pela altitude. Embora a espécie seja comumente encontrada em regiões montanhosas entre 600 e 1200 metros, o exemplar paranaense foi identificado a apenas 120 metros acima do nível do mar. Com flores verdes e detalhes em púrpura, a orquídea amplia o catálogo da flora regional e reforça a importância da preservação do corredor de Mata Atlântica no litoral sul do país.

Características da espécie e da descoberta

O registro da Bulbophyllum campos-portoi traz novos dados para a ciência botânica:

  • Morfologia: Possui flores verdes com um labelo (parte da flor) castanho e pequenas pontuações púrpuras.

  • Distribuição: Pertence ao gênero Bulbophyllum, que conta com 60 espécies no Brasil, sendo esta a 18ª identificada na Região Sul.

  • Adaptação: A presença em baixa altitude (120m) desafia o padrão anterior de ocorrência da espécie, indicando maior versatilidade adaptativa.

  • Conservação: Atualmente, seu status é classificado como “Menos Preocupante” (LC), mas o novo registro ajuda a mapear áreas prioritárias para proteção.

Avanços na flora regional

De acordo com o engenheiro florestal Daniel Zambiazzi Miller, coordenador da pesquisa, este é apenas o primeiro de uma série de novos registros. Além desta orquídea, outros dois mapeamentos inéditos para o Paraná foram realizados e estão com artigos científicos em fase de elaboração. O projeto, financiado pelo Programa Biodiversidade Litoral do Paraná (BLP), evidencia que unidades de conservação como o Parque Saint-Hilaire/Lange ainda guardam segredos valiosos sobre a biodiversidade brasileira.


Com informações: Mater Natura e ECO

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