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Prazo para sacar abono salarial PIS/Pasep 2025 termina nesta segunda-feira

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Cerca de 141 mil trabalhadores ainda não retiraram o benefício referente ao ano-base 2023; valores não resgatados retornam ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).


Hoje, 29 de dezembro, é o último dia para os trabalhadores que atuaram com carteira assinada em 2023 sacarem o abono salarial PIS/Pasep 2025. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ainda restam aproximadamente R$ 145,7 milhões disponíveis para resgate. Caso o valor não seja retirado até o fechamento do horário bancário ou pelos canais digitais, o beneficiário perde o acesso imediato e precisará aguardar uma convocação especial ou entrar com recurso administrativo para reaver o dinheiro.

O abono salarial funciona como um “14º salário” e o valor é proporcional aos meses trabalhados no ano de referência, podendo chegar a um salário mínimo (R$ 1.518 em 2025). O pagamento do PIS é realizado pela Caixa Econômica Federal aos trabalhadores da iniciativa privada, enquanto o Pasep é pago pelo Banco do Brasil aos servidores públicos e militares.


Quem ainda pode sacar

Para ter direito ao benefício que vence hoje, o trabalhador deve preencher os seguintes requisitos:

  • Cadastro: Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.

  • Renda: Ter recebido remuneração média de até dois salários mínimos em 2023.

  • Tempo de Serviço: Ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias (consecutivos ou não) no ano-base.

  • Dados: Estar com as informações corretamente declaradas pelo empregador no eSocial ou na RAIS.

Como consultar e onde receber

O trabalhador pode verificar se tem direito ao valor através do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br.

Tipo de Benefício Onde Sacar / Receber
PIS (Privado) App Caixa Tem, agências da Caixa, Lotéricas ou terminais de autoatendimento.
Pasep (Público) Conta bancária no BB, transferência via Pix ou presencialmente em agências do Banco do Brasil.

Calendário para 2026

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) já aprovou os recursos para o próximo ano. O pagamento do Abono Salarial 2026 (ano-base 2024) está previsto para começar em 15 de fevereiro, beneficiando 26,9 milhões de pessoas com um montante total de R$ 33,5 bilhões.


Com informações:  Brasil de Fato

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Mercosul e União Europeia assinam acordo histórico após 26 anos

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O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, integrando 720 milhões de pessoas e eliminando tarifas para 90% dos produtos bilaterais

Neste sábado (17), um capítulo decisivo da história econômica global foi escrito em Assunção, no Paraguai. Representantes do Mercosul e da União Europeia (UE) assinaram o acordo de livre comércio que vinha sendo negociado desde junho de 1999. A cerimônia ocorreu no Teatro José Asunción Flores, local simbólico onde o Mercosul foi fundado em 1991, selando a união de dois blocos que, juntos, representam um mercado consumidor de proporções gigantescas.

O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, uma vez que o presidente Lula permaneceu no Rio de Janeiro após receber a cúpula europeia na véspera. O tratado prevê a redução gradual de tarifas para produtos industriais e agrícolas, com prazos de transição que chegam a 15 anos. A expectativa do governo brasileiro, compartilhada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, é que a ratificação ocorra ainda no primeiro semestre, permitindo que o acordo entre em vigor no segundo semestre de 2026.

Os Pilares do Acordo: Indústria e Agronegócio

A implementação do tratado deve trazer ganhos imediatos e estruturais para a economia brasileira. Segundo estimativas da ApexBrasil, o incremento nas exportações nacionais pode chegar a US$ 7 bilhões.

  • Zerar de Tarifas: O Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus, enquanto a UE fará o mesmo para 95% dos bens sul-americanos.

  • Setores Industriais Beneficiados: Máquinas, equipamentos, automóveis, autopeças e produtos químicos terão tarifa zero ou reduzida, facilitando a integração do Brasil às cadeias globais de valor.

  • Cotas Agrícolas: Para proteger produtores sensíveis, produtos como carne bovina, frango e açúcar terão cotas limitadas de importação com tarifas reduzidas. Acima desses volumes, a tributação padrão é mantida.

  • Compras Públicas: Empresas brasileiras agora poderão disputar licitações públicas em solo europeu, abrindo um novo mercado multibilionário.

Compromisso Ambiental e Desafios

Um dos pontos mais debatidos e que garantiu a assinatura final foi a inclusão de cláusulas ambientais vinculantes. O acordo estabelece que produtos beneficiados não podem estar vinculados ao desmatamento ilegal. Além disso, o texto prevê a suspensão do tratado caso haja violação dos compromissos assumidos no Acordo de Paris.

Apesar do otimismo dos governos, o tratado ainda enfrenta resistência. Agricultores europeus, especialmente na França e Irlanda, temem a competitividade da agropecuária sul-americana. Por outro lado, o governo brasileiro e a ministra Marina Silva defendem que o texto final é equilibrado, promovendo o desenvolvimento econômico sem sacrificar a preservação da natureza.

Próximos Passos para a Vigência

A assinatura no Paraguai é o fim da fase diplomática, mas o início da fase legislativa. Para que os benefícios comecem a valer, o texto precisa ser aprovado:

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  1. Pelo Parlamento Europeu em Bruxelas.

  2. Pelos Congressos Nacionais dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).


Com informações: Agência Brasil

 

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Governo desmente boatos de taxação do Pix e reforça isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil

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Iniciativa busca combater onda de desinformação sobre a Reforma Tributária; autônomos e nanoempreendedores terão regras simplificadas em 2026

Em um esforço para frear a disseminação de notícias falsas, o Ministério da Fazenda e a liderança do Governo no Senado emitiram esclarecimentos detalhados sobre os impactos da Reforma Tributária em 2026. O foco principal é desmentir a existência de qualquer imposto sobre o Pix ou a criação de taxas para trabalhadores autônomos, como pedreiros, manicures e motoristas de aplicativo. Segundo o ministro Fernando Haddad, as mudanças visam promover a justiça tributária, garantindo que quem ganha menos seja desonerado, destacando que, a partir de janeiro deste ano, a isenção do Imposto de Renda foi estendida para rendimentos de até R$ 5 mil mensais.

A área econômica reforça que “cidadão não é empresa” e que a formalização para prestadores de serviços individuais continua sendo opcional. Além disso, a Reforma introduz a figura do nanoempreendedor, protegendo aqueles que possuem faturamento reduzido de novas obrigações fiscais. O ano de 2026 será dedicado a testes na nova Plataforma Digital da Reforma Tributária, sem recolhimento efetivo de novos impostos (IBS e CBS), permitindo que contribuintes e empresas se adaptem ao sistema que entrará plenamente em vigor apenas em 2027.

Verdades sobre a Reforma Tributária em 2026

Confira os pontos centrais para evitar cair em desinformação:

  • Pix e Transações: Não existe taxa de 27,5% sobre o Pix nem multas de 150%. A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras.

  • Profissionais Autônomos: Pedreiros, pintores e cabeleireiros que atuam como pessoa física não precisam emitir nota fiscal nem se formalizar obrigatoriamente como empresa.

  • Motoristas de Aplicativo: Permanecem sob as regras do MEI ou Simples Nacional. Aqueles que faturam até R$ 162 mil/ano são considerados nanoempreendedores, sem exigência de novos impostos.

  • Aluguéis: Inquilinos não emitem nota fiscal. Proprietários de muitos imóveis (mais de três) deverão emitir documentos informativos, mas sem cobrança de impostos em 2026.

O Novo Cenário Econômico

O governo destaca que os indicadores atuais sustentam as mudanças propostas para o sistema tributário:

Indicador Econômico Status em Janeiro/2026
Isenção de IR Aplicada para rendas de até R$ 5.000,00.
Desemprego Em níveis mínimos históricos.
Inflação Dentro da meta e com tendência de queda quadrianual.
Plataforma Digital Operacional para testes com capacidade de 200 milhões de operações/dia.

Com informações: PT no Senado, Ministério da Fazenda e Agência Gov.

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Receita Federal desmente boatos sobre taxação e monitoramento de transações via Pix

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Órgão reitera que não existe tributação sobre o meio de pagamento e alerta que desinformação nas redes sociais favorece a prática de golpes financeiros

A Receita Federal emitiu uma nota oficial nesta quarta-feira (14) para negar, mais uma vez, informações falsas que circulam nas redes sociais sobre um suposto monitoramento do Pix para cobrança de impostos. Segundo o órgão, o Pix é apenas um meio de pagamento e não gera, por si só, qualquer tributo. As mensagens alarmistas que mencionam uma “taxa do Pix” ou fiscalização de transferências individuais foram classificadas como completamente falsas e inconstitucionais. O Fisco destacou que esses boatos têm ganhado força após publicações de figuras políticas, visando gerar pânico financeiro e enfraquecer a confiança no sistema bancário nacional.

O esclarecimento técnico foca na Instrução Normativa nº 2.278, frequentemente distorcida em vídeos e posts. De acordo com a Receita, a norma não autoriza o rastreamento de gastos individuais, mas apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015. O objetivo é fortalecer o combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio por organizações criminosas, sem acesso a valores, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos. O órgão reforçou que a disseminação dessas notícias atende a interesses criminosos e de quem lucra com o engajamento gerado por desinformação.

Entenda o que é verdade e o que é falso

O Fisco detalhou os principais pontos de confusão gerados pelas redes sociais:

  • Taxação do Pix: Falso. Não existe imposto sobre transferências via Pix nem previsão legal para sua criação.

  • Monitoramento Individual: Falso. A Receita não tem acesso aos detalhes de quem você paga ou onde gasta seu dinheiro via Pix.

  • Instrução Normativa nº 2.278: Verdadeiro. Ela apenas iguala fintechs aos bancos tradicionais em regras de transparência contra o crime organizado.

  • Isenção do Imposto de Renda: Verdadeiro. Desde janeiro de 2026, quem ganha até R$ 5 mil mensais está isento do IR, sem qualquer relação com o Pix.

Como evitar cair em golpes e notícias falsas

A Receita Federal alerta que o clima de incerteza criado por esses boatos facilita a ação de estelionatários:

  1. Desconfie de Alertas: Mensagens de “regularização de Pix” ou cobrança de taxas enviadas por WhatsApp ou e-mail são tentativas de golpe.

  2. Cheque a Fonte: Procure informações apenas nos canais oficiais do governo (.gov.br) ou em veículos de imprensa profissional.

  3. Não Compartilhe: Evite repassar conteúdos alarmistas que não possuam base técnica ou confirmação oficial.

  4. Proteja seus Dados: A Receita nunca solicita dados pessoais ou pagamentos imediatos através de links em redes sociais.


Com informações: Agência Brasil

 

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