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A cidade mais boêmia do Brasil — e seus bares mais tradicionais

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A capital dos bares reúne uma lista de 30 botecos tradicionais que você precisa conhecer

Em 2023, um levantamento feito pela Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel) identificou a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, como a cidade com a maior proporção de bares per capita do Brasil (isto é, o maior número de bares por habitante).

A fama de boêmia vem de muito tempo: bairros como Santa Tereza, com uma longa história na formação cultural de Belo Horizonte, têm alguns dos botecos mais antigos e tradicionais da cidade, com mais de 100 anos.

É o caso do famoso Bar do Orlando, no coração de Santa Tereza, inaugurado em 1919, então sob a alcunha de Bar dos Pescadores (porque vendia anzóis e varas de pesca e cozinhava os peixes trazidos pelos pescadores do rio Arrudas, curso que nasce em Contagem e desce por Belo Horizonte para desaguar no rio das Velhas, em Sabará).

Mas o título de cidade mais boêmia do Brasil, advindo da sua posição como “a capital dos bares“, veio com a confirmação de um levantamento baseado no censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): são 178 bares para cada 100 mil habitantes, mostram os dados.

É um recorde nacional absoluto: Florianópolis, município que fica logo atrás, tem 150 bares a cada 100 mil habitantes (confira, abaixo, o top 10).

Capital População 2022 Bares Bares/100.000 hab
Belo Horizonte 2.315.560 4.136 178,6
Florianópolis 537.213 808 150,4
Vitória 322.869 484 149,9
Palmas 302.692 394 130,1
Salvador 2.418.005 2.523 104,2
Boa Vista 413.486 424 102,5
Goiânia 1.437.237 1.453 101
Rio de Janeiro 6.211.423 6.175 99,4
Curitiba 1.773.733 1.750 98,6
Brasília 2.817.068 2.713 96,3

Em número de bares por capitais, por outro lado, o segundo lugar fica com São Paulo, que tem 5,9 bares a cada quilômetro quadrado. Mas a liderança vai novamente para Belo Horizonte, e por muito: a cidade tem 12,5 bares/km².

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Em 2024, um inventário feito pela prefeitura de BH em parceria com o Sebrae de Minas Gerais divulgou uma lista com trinta dos bares mais tradicionais da capital, os “bares com alma“.

São bares que formaram a história e a identidade belorizontina. Importante dizer que, em Belo Horizonte, os bares não se resumem à típica cachaça mineira, mas são, também, espécies de botequins que preservam a tradição culinária do estado, de onde vêm as comidas de boteco mais famosas do Brasil e o concurso “Comida di Buteco”, que nasceu para homenageá-las.

O festival, criado pela Rádio Gerais e pelo gastrônomo Eduardo Maya em 2000, hoje acontece no Brasil inteiro, mas é melhor em Minas: a capital nacional do boteco.

Os bares com alma elencados pela Belotur, a secretaria de turismo de Belo Horizonte, são “redutos históricos e autênticos na capital”, desde bares históricos para a cultura afrodescendente local, que cultuam a tradição do samba e dos ritmos regionais, até bares mais íntimos feitos para “jogar conversa fora”.

Não podem faltar, é claro, os bares para experimentar melhor a gastronomia mineira, os bares de bairro e os bares mais antigos, as origens da boemia mineira. Confira o levantamento:

Para cantar junto

Templos da resistência negra, aqui você lava a alma com o passado e o presente do samba de Minas Gerais

  • Bar do Cacá – Rua Andiroba, 20, São Paulo – BH
  • Bar Opção – Rua Alabandina, 619, Caiçaras – BH

Balcão e Papo Reto

Pequenos santuários da intimidade onde o balcão é palco para a conversa fiada e afiada

  • Bar do Nonô – Avenida Amazonas, 840, Centro – BH
  • Café Palhares – Rua dos Tupinambás, 623, Centro – BH
  • Bar Zé Luiz – Avenida Olegário Maciel, 752 – Mercado Novo, Térreo, Loja 41/43, Centro – BH
  • Bar do Júnior – Rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro – BH

Bandeja e Fino Prato

O melhor da hospitalidade mineira: aqui você come na mesa, com o conforto do tradicional atendimento de salão

  • Bar do Careca – Rua Simão Tamm, 395, Cachoeirinha – BH
  • Bar Geraldin da Cida – Rua Contria, 1459, Grajaú – BH
  • Cantina do Lucas – Av. Augusto de Lima, 233 – Loja 18 – Ed. Maletta, Centro – BH
  • Bar do Tatu – Rua Des. Ribeiro da Luz, 135, Barreiro – BH
  • Bar da Lora – Mercado Central, loja 115, Centro – BH
  • Bar da Cida – Rua Numa Nogueira, 287, Floramar – BH
  • Taberna Baltazar – Rua Oriente, 571, Serra – BH
  • Bar do Zezé – Rua Pinheiro Chagas, 406, Barreiro – BH

Clube do Bairro

O melhor da camaradagem de velhos amigos, com uma safra dos mais variados boêmios de cada região

  • Bar do Daniel – Praça 15 de Junho, 17, Lagoinha – BH
  • Bolão Santa Tereza – Praça Duque de Caxias, 288, Santa Tereza – BH
  • Bar do Baiano – Rua Iara, 912, Pompeia – BH
  • Bar do Biluia – Rua Nínive, 345, Glória – BH
  • Antônio e Marcão Bar – Rua Carmo da Mata, 644, Vera Cruz – BH
  • Bar do Toninho Árabe – Rua Níquel, 246, Serra – BH
  • Bar do Caixote – Rua Itaite, 249, São Geraldo – BH

Para Viajar no Tempo

De encher os olhos, esses verdadeiros antiquários da boemia da cidade te levam para outra época

  • Bar do Orlando – Rua Alvinópolis, 460, Santa Tereza – BH
  • Bar do Valle – Rua Grão Mogol, 426, Carmo – BH
  • Mercearia Zé Correia – Rua São Leopoldo, 100, Cachoeirinha – BH
  • Mercearia do Zé Totó – Rua Aporé, 500, Aparecida – BH
  • Mercearia Pérola do Atlântico – Rua Iara, 300, Pompeia – BH
  • Bola Bar – Rua Padre Eustáquio, 2512, Padre Eustáquio – BH
  • Bar e Leiteria Casa Branca – Rua Casa Branca, 251, Pompeia – BH
  • Mercadinho Katanga – Rua Engenheiro Correia, 295, Nova Floresta – BH
  • Tonel da Pinga – Rua Sergipe, 129, Funcionários – BH

Fonte: Revista Fórum

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6 Comentários

1 comentário

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Gás do Povo: Novo programa garante botijão gratuito e deve beneficiar 50 milhões de brasileiros

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Com a meta de triplicar o alcance do antigo Auxílio Gás, o programa “Gás do Povo” substitui o repasse em dinheiro pela entrega direta do botijão de 13kg em revendas credenciadas; previsão é de funcionamento total em março de 2026.


O governo federal está consolidando a transição do antigo Auxílio Gás para o novo Programa Gás do Povo. Diferente do modelo anterior, que depositava um valor em dinheiro na conta dos beneficiários, a nova política garante a gratuidade total da recarga do botijão de cozinha (13kg).

A medida, implementada pela Medida Provisória 1313/2025, tem votação prevista na Câmara dos Deputados para a próxima segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, logo na volta do recesso parlamentar. O objetivo é combater a “pobreza energética”, termo que descreve a dificuldade das famílias em acessar combustíveis limpos para cozinhar.

Como funciona o benefício?

O programa opera por meio de um sistema de vouchers digitais ou cartões bancários. O beneficiário não recebe mais dinheiro, mas sim o direito de retirar um botijão cheio em troca do vazio.

  • Modalidade de Troca: O responsável familiar apresenta o cartão do Bolsa Família (com chip), o cartão de débito da Caixa ou informa o CPF na maquininha (“Azulzinha”) da revenda, validando a operação com um código enviado por SMS para o celular.

  • Quantidade de Recargas:

    • Famílias de 2 ou 3 pessoas: Têm direito a até 4 recargas por ano (uma a cada 3 meses).

    • Famílias de 4 ou mais pessoas: Têm direito a até 6 recargas por ano (uma a cada 2 meses).

Quem tem direito?

O público-alvo é composto por famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) que atendam aos seguintes critérios:

  • Renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$ 811,00 em 2026).

  • Prioridade para beneficiários do Bolsa Família.

  • Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses.

Impacto Social e Saúde Pública

O Ministro Wellington Dias (MDS) ressaltou que comprar gás compromete até 10% do salário mínimo de famílias vulneráveis. Ao garantir o gás gratuito, o governo espera que esse recurso seja redirecionado para a compra de alimentos.

Além disso, o programa visa reduzir o uso de lenha e carvão, que ainda são utilizados por mais de 12 milhões de lares brasileiros. A fumaça gerada por esses combustíveis improvisados é responsável por graves problemas respiratórios, sendo causa de mais de 3 milhões de mortes anuais no mundo, segundo a OMS.

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Cronograma de Expansão 2026:

  • Janeiro: Já atende todas as capitais e 6,5 milhões de famílias.

  • Fevereiro: Migração automática de todos os antigos usuários do Auxílio Gás para o novo sistema.

  • Março: Pleno funcionamento em todos os 5.570 municípios do Brasil, alcançando 15 milhões de famílias.


Com Informações de: PT

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Brasil

Luisa Stefani cai nas semifinais e Brasil encerra participação no Aberto da Austrália 2026

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Tenista paulista se despediu do Grand Slam após batalhas intensas nas duplas femininas e mistas; apesar das derrotas, balanço da parceria retomada com Gabriela Dabrowski é positivo para a temporada.


A jornada brasileira no Aberto da Austrália 2026 chegou ao fim nesta quinta-feira (29 de janeiro de 2026). Luisa Stefani, a última representante do país no torneio em Melbourne, foi superada em duas semifinais consecutivas, encerrando uma campanha de alto nível que recoloca o Brasil entre os protagonistas do tênis mundial de duplas.

Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, com quem retomou a parceria vitoriosa de anos anteriores, Stefani travou uma batalha de 2h20min contra a cazaque Ana Danilina e a sérvia Aleksandra Krunic. O jogo foi decidido nos detalhes, com parciais de 7/6 (7/2), 3/6 e 6/4 para as adversárias.

Aprendizado e Olhar no Futuro

Mesmo com a eliminação, o desempenho da dupla foi superior ao de 2025, quando Luisa parou nas quartas de final. Em entrevista após o jogo, a brasileira destacou a evolução:

“A campanha foi muito positiva… Primeiro torneio juntas e deixa uma esperança para a temporada. Agora é seguir motivadas para continuar trabalhando para melhorar nos próximos torneios”, analisou Stefani.

Duplas Mistas e Outros Brasileiros

A maratona de Luisa começou na noite de quarta-feira (28), quando ela e o salvadorenho Marcelo Arevalo também caíram na semifinal de duplas mistas para os franceses Manuel Guinard e Kristina Mladenovic. O placar foi de 2 sets a 1 (6/2, 3/6 e 10/7 no match tie-break).

Além de Stefani, o Brasil teve outros destaques na reta final:

  • Orlando Luz e Rafael Matos: Os gaúchos alcançaram as quartas de final de duplas masculinas, sendo superados pela experiente dupla formada por Marcel Granollers e Horacio Zeballos por 2 sets a 0.


Resumo do Brasil em Melbourne (Janeiro/2026)

Atleta(s) Categoria Resultado Final
Luisa Stefani / G. Dabrowski Duplas Femininas Semifinal
Luisa Stefani / M. Arevalo Duplas Mistas Semifinal
Orlando Luz / Rafael Matos Duplas Masculinas Quartas de Final
Beatriz Haddad Maia Simples Feminino 3ª Rodada

Com informações: Agência Brasil

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Brasil

Alerta Financeiro: Juros para famílias fecham 2025 em 60,1% ao ano

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Dados do Banco Central revelam que o cartão de crédito rotativo continua sendo o maior vilão do orçamento, com taxas médias de 438%; endividamento das famílias atinge quase 50% da renda.


O cenário financeiro para os brasileiros encerrou o ano de 2025 com sinais de alerta ligados. De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central nesta quinta-feira (29 de janeiro de 2026), os juros médios cobrados das famílias subiram 7 pontos percentuais ao longo do ano passado, atingindo a marca de 60,1% ao ano.

A alta acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006. Esse movimento do BC visa conter a inflação, mas tem como efeito colateral o encarecimento direto do consumo e do crédito para o cidadão comum.

O Perigo do Cartão de Crédito

O grande destaque negativo do relatório é o cartão de crédito rotativo. Embora tenha havido uma leve queda na taxa média em comparação a 2024, o valor ainda é astronômico: 438% ao ano.

  • Rotativo (30 dias): É acionado quando o cliente não paga o valor total da fatura.

  • Cartão Parcelado: Após os 30 dias de rotativo, os bancos parcelam a dívida, mas com juros que subiram para 189% ao ano em 2025.

  • Crédito Pessoal: A modalidade não consignada (sem desconto em folha) também disparou, chegando a 116,8% ao ano.


Radiografia do Endividamento no Brasil

Os números mostram que as famílias estão destinando uma parcela cada vez maior de sua renda para pagar dívidas.

Indicador Valor em Dez/2025 Comparação com 2024
Inadimplência (Famílias) 5,0% Alta de 1,5 pp
Endividamento Total 49,8% Alta de 1,5 pp
Comprometimento de Renda 29,3% Alta de 2,2 pp

O endividamento de 49,8% significa que metade de tudo o que as famílias ganham em um ano já está comprometido com dívidas. Se excluirmos o financiamento imobiliário, esse índice cai para 31,3%, ainda assim considerado elevado por especialistas.

Empresas também sentem o peso

No setor corporativo, o destaque foi o cheque especial para empresas, que atingiu surreais 355,7% ao ano, e o capital de giro, que saltou para 50,3% ao ano. Isso encarece a produção e, consequentemente, acaba sendo repassado para o preço final dos produtos nas prateleiras dos supermercados.

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O que é o “Spread” Bancário?

O relatório aponta que o spread bancário subiu para 21,4 pontos percentuais. Esse valor representa a diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro e o que ele cobra de você. Essa margem serve para cobrir impostos, custos operacionais e o risco de calote, além de compor o lucro das instituições financeiras.


Com informações:  ICL Notícias

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