Conecte-se conosco

Distrito Federal

Programa Conhecendo a Justiça do DF recebe 60 alunos do Guará

Publicado

em

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) recebeu, na última sexta-feira, 27/6, 60 estudantes da Escola Adventista do Guará, para a 6ª e última edição deste semestre do Programa Conhecendo a Justiça do DF

O objetivo é aproximar o Poder Judiciário dos estudantes da rede pública e particular do DF e promover a cidadania, educação e conscientização sobre os direitos e deveres na sociedade.

Após conhecerem as instalações do Tribunal, os alunos foram recebidos no Auditório Sepúlveda Pertence, pelo presidente do TJDFT, desembargador Waldir Leôncio Júnior, que explicou para os visitantes sobre as diferenças estruturais das leis, das instâncias e suas funções como presidente do Tribunal da capital federal. Traçou ainda uma correlação entre as disciplinas escolares e o direito como se apresenta hoje. “É importante continuar sempre estudando, quanto mais vocês estudarem, mais próximos estarão dos objetivos que desejarem.” Respondeu, ainda, a  perguntas relacionadas ao cotidiano do Judiciário, como o motivo das “roupas pretas” que os magistrados utilizam, qual o papel do TJDFT de forma geral para a sociedade, curiosidades sobre o uso das novas tecnologias e a  segurança dos dados no Judiciário. Ao final da conversa com os estudantes, o aluno Gustavo Gonçalves Gebrim pediu uma assinatura do presidente como uma recordação da experiência. Audiodescrição: aluno com microfone na mão sendo orientado pela juíza na simulação do júri

Em seguida, a juíza do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Taguatinga, Maryanne Abreu, conduziu os visitantes para o Tribunal do Júri do Fórum de Brasília, onde tiveram a oportunidade de saber mais sobre a trajetória da magistrada, que já pensou em ser freira ou professora, até ter a certeza de que a magistratura seria seu caminho. “È  uma decisão muito difícil e, às vezes, a gente erra para  poder acertar. Mas eu percebi que eu queria estar num lugar que poderia fazer Justiça e trazer a pacificação para a sociedade”, explicou.

Tema recorrente nessas visitas, os magistrados aproveitaram para responder perguntas e orientar os alunos acerca das formas de bullying e como reconhecer e diferenciar uma brincadeira de um comportamento ofensivo repetitivo.

Nesse ambiente, os estudantes vivenciaram a simulação de uma audiência de conciliação,  ocuparam os lugares dos personagens em conflito e participaram  ativamente de todo o contexto da situação.

Segundo a aluna Letícia Gonçalves, “a visita foi muito importante para aprender o funcionamento do sistema Judiciário.” Por sua vez, Benjamin Vieira, que expressou interesse na carreira, destacou “pude aprender muitas coisas sobre a Justiça, tirar muitas dúvidas e ver como esses profissionais trabalham.” “Fiquei muito agradecido pela presença do presidente do TJDFT”, reforçou o aluno Josué de Araújo.

Conhecendo a Justiça do DF

Lançado no dia 11 de abril, o programa já recebeu a visita de estudantes de diversas regiões administrativas do DF. O programa será composto por duas fases. Na primeira, os alunos visitam o Tribunal e na segunda, magistrado(as) irão à escola para dar continuidade ao aprendizado adquirido na visita ao TJDFT. A iniciativa é uma parceria entre o TJDFT, por meio da Escola de Formação Judiciária Ministro Luiz Vicente Cernicchiaro (EjuDFT), e a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), com o objetivo de fortalecer os laços entre Justiça, educação e sociedade.

Anúncio


Fonte: TJDFT

Distrito Federal

Rede de Atenção Psicossocial fortalece o acolhimento e a saúde mental no DF

Publicado

em

Por

Com 18 unidades em funcionamento, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) oferecem atendimento interdisciplinar e humanizado para casos de sofrimento mental grave.


A saúde mental consolidou-se como um dos pilares do bem-estar público no Distrito Federal através da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Coordenada pela Secretaria de Saúde (SES-DF), a rede oferece suporte que abrange desde o acolhimento básico até intervenções hospitalares complexas. Entre os principais dispositivos de cuidado estão os 18 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), unidades estratégicas voltadas para o tratamento de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles decorrentes do uso de álcool e outras substâncias.

Diferente de outros serviços de alta complexidade, os Caps funcionam sob o regime de “porta aberta”. Isso significa que o cidadão não precisa de um encaminhamento médico prévio ou agendamento para receber o primeiro atendimento, garantindo agilidade no suporte durante momentos de crise ou na busca por reabilitação psicossocial.

O papel do acolhimento e a porta de entrada

Embora as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) sejam a porta de entrada preferencial para casos leves e moderados de sofrimento psíquico, os Caps atuam como o elo intermediário para situações de maior complexidade. Ao chegar em uma unidade, o paciente passa por uma “escuta qualificada”, processo no qual profissionais avaliam a necessidade de acompanhamento contínuo no centro ou o encaminhamento para outros pontos da rede.

A supervisão técnica das unidades ressalta que o combate ao preconceito é um dos maiores desafios. A busca precoce por auxílio é determinante para evitar o agravamento de quadros depressivos ou psicóticos, especialmente em uma sociedade marcada por rotinas intensas e altos níveis de estresse.

Tratamento interdisciplinar e reintegração

A assistência prestada nos Caps é executada por equipes multiprofissionais que trabalham de forma integrada. O quadro de servidores é diverso, incluindo:

  • Médicos: Psiquiatras, clínicos e pediatras.

  • Terapeutas: Psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.

  • Suporte Social e Farmacêutico: Assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos.

O foco do tratamento não é apenas clínico, mas social. Atividades como terapia comunitária, oficinas de artesanato, yoga, hortoterapia e caminhadas são aliadas ao acompanhamento medicamentoso. Essas práticas visam restaurar a autonomia do indivíduo e fortalecer sua autoestima, combatendo o isolamento que muitas vezes acompanha o sofrimento mental.

Anúncio

Protagonismo e superação: O impacto na comunidade

Relatos de pacientes atendidos, como os da unidade de Samambaia, demonstram que o suporte governamental é frequentemente o divisor de águas na retomada do protagonismo de vida. Em casos de luto acumulado ou depressão profunda, onde o indivíduo se sente incapaz de realizar tarefas simples ou manter interações sociais, a intervenção do Caps atua na “reestruturação” da identidade do paciente.

A eficácia do modelo reside na percepção de que a cura é um processo compartilhado entre o profissional e o paciente. Através da interação com outros colegas em oficinas e grupos de convivência, muitos cidadãos conseguem recuperar capacidades físicas e mentais que pareciam perdidas, transformando a gratidão em motor para a reinserção social.

Onde buscar ajuda

A Rede de Atenção Psicossocial do DF está distribuída estrategicamente para cobrir as diversas regiões administrativas. Caso você ou alguém que você conhece esteja passando por sofrimento mental, as orientações são:

  1. UBS mais próxima: Para orientações iniciais e casos leves.

  2. Caps da região: Para crises intensas e acompanhamento especializado (atendimento direto).

  3. Emergência hospitalar: Em casos de risco imediato à vida.

A SES-DF reforça que a saúde da mente é tão prioritária quanto a física e que o sistema público está estruturado para oferecer um ambiente de proteção e cuidado técnico.


Com informações: Agência Brasília

Anúncio

Continue lendo

Distrito Federal

Hackathon Participa DF: CGDF convoca inovadores para fortalecer o controle social

Publicado

em

Por

Com inscrições abertas até 30 de janeiro, maratona on-line desafia desenvolvedores e estudantes a criarem soluções tecnológicas para a gestão pública e o acesso à informação no Distrito Federal

A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) lançou o 1º Hackathon em Controle Social, batizado de “Desafio Participa DF”. A iniciativa busca unir tecnologia e cidadania para criar ferramentas que facilitem a participação dos brasilienses na fiscalização dos gastos e serviços públicos.

O evento é totalmente gratuito e realizado de forma on-line, permitindo que talentos de todo o Distrito Federal e do Entorno participem sem sair de casa. As inscrições encerram-se nesta sexta-feira, 30 de janeiro, e podem ser feitas individualmente ou em equipes de até três pessoas (maiores de 18 anos).

Mais informações estão disponíveis no site da CGDF.

Os Desafios: O que os participantes devem criar?

A maratona está dividida em duas categorias técnicas que visam modernizar a transparência pública:

  1. Privacidade e IA: Desenvolvimento de modelos automatizados capazes de identificar pedidos de informação que contenham dados pessoais, garantindo o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

  2. App Participa DF: Criação de uma versão em Progressive Web App (PWA) da plataforma Participa DF. O objetivo é permitir que o cidadão envie denúncias e sugestões via texto, áudio, vídeo e imagem, com foco total em acessibilidade.

Cronograma e Inscrições

Os interessados devem submeter suas propostas através do formulário eletrônico oficial. Confira as datas importantes:

  • Inscrições: Até 30 de janeiro de 2026.

  • Avaliação das Propostas: De 2 a 20 de fevereiro.

  • Divulgação do Resultado: 23 de fevereiro, em transmissão ao vivo pela TV Controladoria DF no YouTube.

Por que participar?

Além de contribuir para uma gestão pública mais transparente, o Hackathon é uma vitrine para desenvolvedores, designers e pesquisadores. Soluções inovadoras aplicadas ao serviço público costumam ganhar visibilidade em todo o país, além de fortalecerem o currículo de profissionais de TI e inovação.

Anúncio


Com informações: Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), TCDF

Continue lendo

Distrito Federal

GDF é condenado em R$ 200 mil por morte de bebê após demora em cirurgia

Publicado

em

Por

Decisão da 6ª Vara da Fazenda Pública do DF classifica espera excessiva como omissão do Estado; magistrado rebateu argumento de falta de leitos, afirmando que o governo deveria ter custeado rede privada

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou o Governo do Distrito Federal (GDF) a indenizar os pais de um recém-nascido que faleceu após uma espera prolongada por uma cirurgia cardíaca de urgência. A sentença de 1ª instância fixou a reparação em R$ 200 mil (R$ 100 mil para cada genitor) por danos morais, configurando falha grave na prestação do serviço público de saúde.

O bebê foi diagnosticado logo após o nascimento com cardiopatia congênita grave. Mesmo com decisões judiciais prévias determinando a intervenção imediata, o procedimento só foi realizado semanas depois. Infelizmente, a criança não resistiu e faleceu no dia seguinte à cirurgia.

Omissão e Descumprimento de Ordem Judicial

Na sentença proferida nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026), o magistrado da 6ª Vara da Fazenda Pública destacou que a falha do Estado foi múltipla. Além da demora injustificada, houve uma classificação inadequada do grau de urgência, tratando um caso gravíssimo como se fosse uma cirurgia eletiva.

O juiz foi enfático ao rebater o argumento clássico da falta de vagas:

  • Rede Privada: A ausência de leitos na rede pública não exime o Estado de sua responsabilidade; em casos de urgência, o GDF deve custear o atendimento em hospitais particulares.

  • Descumprimento: O governo ignorou determinações judiciais expressas que já exigiam a internação e cirurgia do bebê.

Perícia contesta defesa do GDF

Em sua defesa, o Distrito Federal alegou que o estado clínico do paciente recomendava esperar que ele ganhasse peso antes da operação e que a equipe multidisciplinar prestou assistência contínua. No entanto, a perícia técnica realizada no processo desmentiu essa tese, confirmando que a demora excessiva retirou as chances de sobrevida da criança.

A decisão reforça que a saúde é um dever constitucional e que a inércia administrativa, neste caso, configurou uma omissão específica do poder público.

Anúncio

Próximos Passos e Recurso

A Procuradoria-Geral do DF (PGDF) informou que analisa o caso para adotar as medidas judiciais cabíveis. Como a decisão é de primeira instância, o GDF ainda pode recorrer ao colegiado do TJDFT para tentar reverter a condenação ou reduzir o valor da indenização.


Com informações: Metrópoles, Francisco Dutra, TJDFT

 

Continue lendo
Anúncio


Em alta

Verified by MonsterInsights