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Presidente do TJDFT apresenta Judiciário local a alunos de escola pública

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O presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador Waldir Leôncio Júnior, recebeu alunos e professores do 7° ano da escola CEF 33 da rede pública de ensino, nesta sexta-feira, 16/5

A conversa abriu a visita do programa Conhecendo a Justiça do DF, que tem o objetivo de aproximar a Justiça do Distrito Federal de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental.

De forma descontraída e acessível, o presidente explicou aos visitantes o trabalho do TJDFT, da magistratura, assim como o papel do Judiciário. “Vocês sabem o que um juiz faz? Quando há um problema, o juiz ajuda a chegar a uma solução. Numa batida de carro, por exemplo, em que cada um fala que o erro é do outro, o juiz ajuda a achar o responsável”, explicou o desembargador.

Os alunos também puderam tirar dúvidas e fazer perguntas. Ana Laura quis saber o que presidente do TJDFT faz? “O presidente administra o Tribunal. Para ele funcionar, precisa de organização, servidores, juízes. Todo esse trabalho é do presidente”, esclareceu.

Esther Radassa teve a curiosidade de perguntar o que o magistrado gostava de fazer na idade deles. “Gostava muito de jogar futebol. Meu pai falava que podia jogar futebol, mas que, também, precisava estudar. Tem que ter o tempo para cada coisa”, compartilhou o magistrado.

Após a visita dos três grupos de alunos ao Gabinete da Presidência, os visitantes também conheceram o Auditório Sepúlveda Pertence e o Laboratório de Inovação Aurora. Em dinâmica conduzida pelos servidores Graziella Beviláqua e Felipe Novais, os estudantes pensaram a construção de jogo para combater o cyberbulling, com ajuda da técnica de design thinking.

Os visitantes conheceram ainda o Tribunal do Júri, onde participaram de simulação de uma audiência e de bate-papo com a juíza do TJDFT Ana Cláudia Loiola, com quem tiraram dúvidas sobre seu trabalho e o do Judiciário, o dia a dia da magistratura, como se tornar um juiz, entre outros assuntos.

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Toda a visita foi registrada em um passaporte, entregue aos visitantes para ser carimbado nas áreas de visitação.

“Esse projeto é algo que enriquece muito, amplia as possibilidades de futuro, por dar a oportunidade para os alunos terem essa vivência, esse contato que, muitas vezes, é muito distante deles”, compartilhou a professora do CEF33, Karoline de Matos.

A partir da visita, Maria Eduarda conta que consegue se projetar como parte do Tribunal no futuro. “Eu amei. É uma coisa que eu sempre quis visitar. Consigo me imaginar estando aqui daqui uns anos. Quero ser juíza criminal”, compartilhou.

Também participaram da visita os juízes auxiliares da Presidência, Francisco Oliveira e Eduardo Rosas; o secretário-geral do TJDFT, Celso de Oliveira; o assessor de Gestão de Desenvolvimento Organizacional da Secretaria-Geral, Hernani Tavares; a secretária da Escola de Formação Judiciária, Luana de Andrada; além de policiais judiciais e servidores da Casa.

Conhecendo a Justiça do DF

O Programa Conhecendo a Justiça do DF é aberto a todas as unidades escolares da SEEDF, que prestam atendimento aos estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental II. As visitas ocorrem às sextas-feiras, no turno da tarde, das 14h às 17h,  para um grupo de, no máximo, 70 participantes.

A iniciativa é fruto de parceria entre o TJDFT, por intermédio da Escola de Formação Judiciária Ministro Luiz Vicente Cernicchiaro (EjuDFT), e o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEEDF).

O programa é organizado em dois eixos. No primeiro, Escola vai à Justiça, alunos conhecem e vivem um pouco da rotina do TJDFT, por meio de visita e apresentação da estrutura do Tribunal. No segundo eixo, Justiça vai a Escola, magistrado(as) visitam os estudantes nas escolas, dando continuidade ao aprendizado adquirido na visita ao Tribunal.

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Fonte: TJDFT

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Rede de Atenção Psicossocial fortalece o acolhimento e a saúde mental no DF

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Com 18 unidades em funcionamento, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) oferecem atendimento interdisciplinar e humanizado para casos de sofrimento mental grave.


A saúde mental consolidou-se como um dos pilares do bem-estar público no Distrito Federal através da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Coordenada pela Secretaria de Saúde (SES-DF), a rede oferece suporte que abrange desde o acolhimento básico até intervenções hospitalares complexas. Entre os principais dispositivos de cuidado estão os 18 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), unidades estratégicas voltadas para o tratamento de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles decorrentes do uso de álcool e outras substâncias.

Diferente de outros serviços de alta complexidade, os Caps funcionam sob o regime de “porta aberta”. Isso significa que o cidadão não precisa de um encaminhamento médico prévio ou agendamento para receber o primeiro atendimento, garantindo agilidade no suporte durante momentos de crise ou na busca por reabilitação psicossocial.

O papel do acolhimento e a porta de entrada

Embora as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) sejam a porta de entrada preferencial para casos leves e moderados de sofrimento psíquico, os Caps atuam como o elo intermediário para situações de maior complexidade. Ao chegar em uma unidade, o paciente passa por uma “escuta qualificada”, processo no qual profissionais avaliam a necessidade de acompanhamento contínuo no centro ou o encaminhamento para outros pontos da rede.

A supervisão técnica das unidades ressalta que o combate ao preconceito é um dos maiores desafios. A busca precoce por auxílio é determinante para evitar o agravamento de quadros depressivos ou psicóticos, especialmente em uma sociedade marcada por rotinas intensas e altos níveis de estresse.

Tratamento interdisciplinar e reintegração

A assistência prestada nos Caps é executada por equipes multiprofissionais que trabalham de forma integrada. O quadro de servidores é diverso, incluindo:

  • Médicos: Psiquiatras, clínicos e pediatras.

  • Terapeutas: Psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.

  • Suporte Social e Farmacêutico: Assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos.

O foco do tratamento não é apenas clínico, mas social. Atividades como terapia comunitária, oficinas de artesanato, yoga, hortoterapia e caminhadas são aliadas ao acompanhamento medicamentoso. Essas práticas visam restaurar a autonomia do indivíduo e fortalecer sua autoestima, combatendo o isolamento que muitas vezes acompanha o sofrimento mental.

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Protagonismo e superação: O impacto na comunidade

Relatos de pacientes atendidos, como os da unidade de Samambaia, demonstram que o suporte governamental é frequentemente o divisor de águas na retomada do protagonismo de vida. Em casos de luto acumulado ou depressão profunda, onde o indivíduo se sente incapaz de realizar tarefas simples ou manter interações sociais, a intervenção do Caps atua na “reestruturação” da identidade do paciente.

A eficácia do modelo reside na percepção de que a cura é um processo compartilhado entre o profissional e o paciente. Através da interação com outros colegas em oficinas e grupos de convivência, muitos cidadãos conseguem recuperar capacidades físicas e mentais que pareciam perdidas, transformando a gratidão em motor para a reinserção social.

Onde buscar ajuda

A Rede de Atenção Psicossocial do DF está distribuída estrategicamente para cobrir as diversas regiões administrativas. Caso você ou alguém que você conhece esteja passando por sofrimento mental, as orientações são:

  1. UBS mais próxima: Para orientações iniciais e casos leves.

  2. Caps da região: Para crises intensas e acompanhamento especializado (atendimento direto).

  3. Emergência hospitalar: Em casos de risco imediato à vida.

A SES-DF reforça que a saúde da mente é tão prioritária quanto a física e que o sistema público está estruturado para oferecer um ambiente de proteção e cuidado técnico.


Com informações: Agência Brasília

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Hackathon Participa DF: CGDF convoca inovadores para fortalecer o controle social

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Com inscrições abertas até 30 de janeiro, maratona on-line desafia desenvolvedores e estudantes a criarem soluções tecnológicas para a gestão pública e o acesso à informação no Distrito Federal

A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) lançou o 1º Hackathon em Controle Social, batizado de “Desafio Participa DF”. A iniciativa busca unir tecnologia e cidadania para criar ferramentas que facilitem a participação dos brasilienses na fiscalização dos gastos e serviços públicos.

O evento é totalmente gratuito e realizado de forma on-line, permitindo que talentos de todo o Distrito Federal e do Entorno participem sem sair de casa. As inscrições encerram-se nesta sexta-feira, 30 de janeiro, e podem ser feitas individualmente ou em equipes de até três pessoas (maiores de 18 anos).

Mais informações estão disponíveis no site da CGDF.

Os Desafios: O que os participantes devem criar?

A maratona está dividida em duas categorias técnicas que visam modernizar a transparência pública:

  1. Privacidade e IA: Desenvolvimento de modelos automatizados capazes de identificar pedidos de informação que contenham dados pessoais, garantindo o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

  2. App Participa DF: Criação de uma versão em Progressive Web App (PWA) da plataforma Participa DF. O objetivo é permitir que o cidadão envie denúncias e sugestões via texto, áudio, vídeo e imagem, com foco total em acessibilidade.

Cronograma e Inscrições

Os interessados devem submeter suas propostas através do formulário eletrônico oficial. Confira as datas importantes:

  • Inscrições: Até 30 de janeiro de 2026.

  • Avaliação das Propostas: De 2 a 20 de fevereiro.

  • Divulgação do Resultado: 23 de fevereiro, em transmissão ao vivo pela TV Controladoria DF no YouTube.

Por que participar?

Além de contribuir para uma gestão pública mais transparente, o Hackathon é uma vitrine para desenvolvedores, designers e pesquisadores. Soluções inovadoras aplicadas ao serviço público costumam ganhar visibilidade em todo o país, além de fortalecerem o currículo de profissionais de TI e inovação.

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Com informações: Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), TCDF

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GDF é condenado em R$ 200 mil por morte de bebê após demora em cirurgia

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Decisão da 6ª Vara da Fazenda Pública do DF classifica espera excessiva como omissão do Estado; magistrado rebateu argumento de falta de leitos, afirmando que o governo deveria ter custeado rede privada

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou o Governo do Distrito Federal (GDF) a indenizar os pais de um recém-nascido que faleceu após uma espera prolongada por uma cirurgia cardíaca de urgência. A sentença de 1ª instância fixou a reparação em R$ 200 mil (R$ 100 mil para cada genitor) por danos morais, configurando falha grave na prestação do serviço público de saúde.

O bebê foi diagnosticado logo após o nascimento com cardiopatia congênita grave. Mesmo com decisões judiciais prévias determinando a intervenção imediata, o procedimento só foi realizado semanas depois. Infelizmente, a criança não resistiu e faleceu no dia seguinte à cirurgia.

Omissão e Descumprimento de Ordem Judicial

Na sentença proferida nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026), o magistrado da 6ª Vara da Fazenda Pública destacou que a falha do Estado foi múltipla. Além da demora injustificada, houve uma classificação inadequada do grau de urgência, tratando um caso gravíssimo como se fosse uma cirurgia eletiva.

O juiz foi enfático ao rebater o argumento clássico da falta de vagas:

  • Rede Privada: A ausência de leitos na rede pública não exime o Estado de sua responsabilidade; em casos de urgência, o GDF deve custear o atendimento em hospitais particulares.

  • Descumprimento: O governo ignorou determinações judiciais expressas que já exigiam a internação e cirurgia do bebê.

Perícia contesta defesa do GDF

Em sua defesa, o Distrito Federal alegou que o estado clínico do paciente recomendava esperar que ele ganhasse peso antes da operação e que a equipe multidisciplinar prestou assistência contínua. No entanto, a perícia técnica realizada no processo desmentiu essa tese, confirmando que a demora excessiva retirou as chances de sobrevida da criança.

A decisão reforça que a saúde é um dever constitucional e que a inércia administrativa, neste caso, configurou uma omissão específica do poder público.

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Próximos Passos e Recurso

A Procuradoria-Geral do DF (PGDF) informou que analisa o caso para adotar as medidas judiciais cabíveis. Como a decisão é de primeira instância, o GDF ainda pode recorrer ao colegiado do TJDFT para tentar reverter a condenação ou reduzir o valor da indenização.


Com informações: Metrópoles, Francisco Dutra, TJDFT

 

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