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Brasil vai sediar a 5ª Conferência Global ‘One Planet’ entre 27 e 29 de maio

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Evento internacional chega ao país para discutir sistemas alimentares sustentáveis no contexto das mudanças climáticas

As mudanças climáticas têm impactado na segurança alimentar e nutricional, contribuindo para a escassez hídrica e a instabilidade na geração de energia. Os efeitos acarretam a perda de vidas e afetam o bem-estar de famílias em todos os países. Nesse contexto, especialistas, representantes de governos, setor privado e organizações da sociedade civil reúnem-se, entre 27 e 29 de maio, para debater soluções para a transformação de sistemas alimentares mais saudáveis e sustentáveis para as pessoas e o planeta.

Os diálogos ocorrerão durante a 5ª Conferência Global ‘One Planet’, do Programa de Sistemas Alimentares Sustentáveis. O Programa SFS é uma parceria multissetorial com o objetivo de acelerar a transformação para padrões sustentáveis de produção até o consumo de alimentos. Em 2025, a conferência busca inspirar e encorajar formuladores de políticas públicas a tomar decisões em fóruns políticos como a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá em Belém, em novembro deste ano.

Nessa edição, realizada no Brasil, o evento é organizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), e co-liderado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária da Costa Rica, pelo Gabinete Federal de Agricultura da Suíça (FOAG) e pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entre outros.

“A 5ª Conferência Global ‘One Planet’ será um marco para fortalecer nossa ação coletiva consolidando ferramentas, conhecimentos e estratégias que impulsionam sistemas alimentares mais justos e sustentáveis, alinhando compromissos em nutrição, clima e biodiversidade com ações concretas de combate à fome e redução da pobreza”, aponta o ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

Ao mesmo tempo em que são impactados pelas mudanças climáticas, no Brasil, os sistemas alimentares também são responsáveis por até 37% das emissões de gases de efeito estufa, das quais a pecuária representa entre 12% e 19% do total. Além disso, a combinação do crescimento populacional global e das mudanças nos padrões alimentares provavelmente aumentará a demanda por alimentos em 56% entre 2010 e 2050.

Desafios

O Programa de Sistemas Alimentares Sustentáveis atua na perspectiva de aumentar a conscientização sobre diversos temas. São eles: a necessidade de transição para sistemas alimentares sustentáveis, o fortalecimento de práticas sustentáveis em todos os elos, no mapeamento e na disseminação de metodologias para apoiar a construção de sistemas alimentares mais sustentáveis e na articulação de iniciativas que gerem boas sinergias nessa direção, seja entre governos, setor privado, agricultores, consumidores, entre outros atores.

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Para isso, participam dos encontros representantes da Convenção do Rio, que é o conjunto de três convenções ambientais: Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD). Além disso, autoridades em ministérios relevantes para os sistemas alimentares, em colaboração com seus coordenadores nacionais de sistemas alimentares e coalizões do Fórum das Nações Unidas sobre Padrões de Sustentabilidade (da sigla em inglês, UNFSS) e outras iniciativas.

A conferência discutirá os desafios dos sistemas alimentares e destacará soluções bem-sucedidas de todo o mundo, com foco especial no contexto regional do país anfitrião e considerando as necessidades especiais dos países mais vulneráveis. O evento se baseará nas colaborações partilhadas com o Centro de Coordenação de Sistemas Alimentares da ONU, bem como na experiência e nas ferramentas do Programa SFS e nos resultados das quatro conferências globais anteriores do programa.

Serviço:

5ª Conferência Global sobre Sistemas Alimentares Sustentáveis – One Planet

Data: 27 a 29 de maio de 2025

Local: Auditório da escola Superior do TCU – Serzedello Corrêa, Brasília (DF)

A participação presencial no evento é restrita para convidados.

Para participação remota, é possível se inscrever neste link (acessos limitados)

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Saiba mais:

Desde a Cúpula das Nações Unidas sobre Sistemas Alimentares (UNFSS) de 2021, mais de 110 países desenvolveram Roteiros Nacionais para a Transformação dos Sistemas Alimentares. O Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (KMGBF) foi adotado e 160 países assinaram a Declaração dos Emirados Árabes Unidos sobre Agricultura Sustentável, Sistemas Alimentares Resilientes e Ação Climática (a Declaração dos Emirados Árabes Unidos).

No entanto, a implementação desses e de outros compromissos relacionados é frequentemente dificultada pela dinâmica da economia política, como bloqueios existentes, desequilíbrios de poder ou tensões geopolíticas. A conferência discutirá soluções concretas que podem ser adaptadas e replicadas em diferentes contextos para sustentar e acelerar ainda mais o impulso global para a transformação dos sistemas alimentares.

Entre os objetivos da 5ª Conferência Global One Planet estão incentivar a colaboração inclusiva e intersetorial em todos os níveis frente aos desafios dos sistemas alimentares, inspirar ações para superar as barreiras à transformação dos sistemas alimentares por meio de soluções integradas e convergentes com os compromissos globais em diferentes áreas políticas e estimular a integração dos sistemas alimentares em todos os acordos e fóruns políticos multilaterais relevantes, instituições financeiras e estratégias de doadores e de investimentos.


*Ministério do Desenvolvimento Social

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Pequenos empreendedores têm até 30 de janeiro para renegociar débitos inscritos na dívida ativa da União

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Edital prevê diferentes modalidades de transação, com descontos que podem chegar a até 100% sobre juros, multas e encargos legais

O Governo do Brasil prorrogou o prazo de adesão ao Edital nº 11/2025, que estabelece condições especiais para a renegociação de débitos inscritos na dívida ativa da União. Conforme disposto no art. 5º do edital, os interessados poderão aderir às modalidades de transação tributária até 30 de janeiro de 2026.

A medida beneficia microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte, que passam a contar com mais tempo para regularizar pendências fiscais e retomar a regularidade perante a União. O edital prevê diferentes modalidades de transação, com descontos que podem chegar a até 100% sobre juros, multas e encargos legais, além de prazos ampliados para parcelamento, de acordo com a situação da dívida e a capacidade de pagamento do contribuinte.

MODALIDADES — Entre as modalidades previstas estão a transação condicionada à capacidade de pagamento, a transação de débitos considerados irrecuperáveis, a transação de pequeno valor, que é aplicável a débitos consolidados de até 60 salários mínimos, com condições específicas para MEIs. Além disso, há também a transação de débitos garantidos por seguro garantia ou carta fiança.

CANAIS OFICIAIS — Os microempreendedores podem consultar suas pendências e formalizar a adesão ao edital por meio dos canais oficiais da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A prorrogação amplia o alcance da iniciativa e reforça o estímulo à regularização fiscal como instrumento de recuperação da atividade econômica dos pequenos negócios.

ADESÃO ÀS MODALIDADES — O prazo de 30 de janeiro refere-se exclusivamente à adesão às modalidades de renegociação de dívidas inscritas na dívida ativa da União. Trata-se de procedimento fiscal voltado à transação tributária e não se confunde com regras de enquadramento ou reenquadramento no Simples Nacional.

Prazo para renegociar dívidas é diferente do prazo para retorno ao Simples Nacional.

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Já o dia 31 de janeiro é o prazo para outro procedimento: a solicitação de retorno ao Simples Nacional por microempreendedores individuais que foram desenquadrados do regime. Esse processo possui critérios próprios e depende da regularização de pendências específicas, mas não substitui nem é substituído pela renegociação de dívidas prevista no edital da PGFN.


Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

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Brasileiros iniciam 2026 com maior otimismo nas finanças e no crédito

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Estudo da TransUnion revela que 73% das famílias esperam melhora financeira este ano, com a Geração Z liderando a confiança, apesar do alerta contínuo sobre a inflação

Os consumidores brasileiros entraram em 2026 com uma percepção renovada de otimismo em relação às suas perspectivas financeiras. De acordo com o mais recente estudo Consumer Pulse, conduzido pela TransUnion, 73% dos entrevistados acreditam que a situação econômica de suas famílias irá melhorar nos próximos 12 meses. O levantamento destaca que o crescimento recente da renda e a maior facilidade de acesso ao crédito são os principais pilares que sustentam esse sentimento positivo.

A Geração Z (jovens de 18 a 28 anos) desponta como o grupo mais confiante: 84% desses jovens preveem um cenário financeiro favorável para este ano. Entre os Millennials e a Geração X, a sensação de estabilidade também é predominante, com índices de 70% e 65%, respectivamente. Esse clima de esperança é reforçado pelo fato de que 76% dos brasileiros esperam novos aumentos salariais ou de renda ao longo de 2026.

Consumidores mantêm cautela e ajustes nos gastos opcionais

Apesar do otimismo generalizado, o planejamento das famílias brasileiras não está isento de preocupações. A inflação dos produtos de consumo diário é citada por 64% dos entrevistados como o maior desafio econômico, seguida pelas altas taxas de juros (52%) e pela insegurança em relação ao emprego (47%). Apenas 39% dos brasileiros acreditam que seus ganhos serão suficientes para acompanhar integralmente o aumento dos preços.

Para equilibrar as contas, os consumidores têm adotado uma postura de prudência:

  • Corte de supérfluos: 66% reduziram gastos com refeições fora de casa e 56% diminuíram o uso de aplicativos de entrega.

  • Viagens e lazer: 54% dos entrevistados afirmaram ter cortado ou adiado planos de viagens nos últimos três meses.

  • Serviços Digitais: Cerca de 21% cancelaram ou reduziram assinaturas de TV a cabo e internet para aliviar o orçamento mensal.

Motor de qualidade de vida e inclusão financeira

O acesso ao crédito continua sendo visto como um instrumento fundamental para o progresso socioeconômico no Brasil. Para 65% dos consumidores, o crédito é a via principal para alcançar objetivos de vida, como a casa própria, o financiamento de estudos ou a abertura de um novo negócio. Esse valor é ainda mais expressivo entre os jovens da Geração Z, onde 64% consideram o crédito vital para suas metas.

Helena Leite, especialista da TransUnion Brasil, observa que a confiança no sistema de crédito cresceu: 58% dos brasileiros sentem que têm acesso suficiente a produtos financeiros, um aumento notável em comparação ao final de 2024. No entanto, o estudo aponta uma desigualdade no atendimento: enquanto 71% das pessoas de alta renda se sentem bem atendidas, o índice cai para 47% entre a classe média, sugerindo uma demanda reprimida que as instituições financeiras ainda precisam suprir.

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Expectativas de alta atividade no setor bancário

Com a confiança em alta, a previsão é de um mercado de crédito aquecido para o restante do ano. Cerca de 38% dos brasileiros pretendem solicitar novos produtos financeiros ou refinanciar dívidas atuais nos próximos meses. Entre os produtos mais desejados estão:

  1. Novos cartões de crédito (38%)

  2. Empréstimos pessoais (36%)

  3. Aumento de limite de crédito (30%)

As instituições financeiras estão sendo desafiadas a utilizar dados alternativos para promover uma inclusão mais justa, permitindo que consumidores de rendas média e baixa também consigam aprovações. Para as empresas do setor, o momento é de fidelizar clientes através de ofertas personalizadas que antecipem as necessidades de consumo consciente desta nova fase econômica.


Com informações: TransUnion Brasil, Imagem Corporativa

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Desigualdade racial e de gênero no Brasil apresentam estabilidade apesar de avanços econômicos

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Dados de 2024 indicam que a extrema pobreza atingiu níveis recordes de queda, mas a população negra ainda representa a maioria absoluta entre os estratos mais pobres, evidenciando barreiras estruturais

Embora o Brasil tenha registrado avanços significativos nos indicadores sociais nas últimas três décadas, a estrutura das desigualdades raciais e de gênero demonstra uma estabilidade persistente. Em 2024, o país alcançou os menores índices de pobreza desde meados dos anos 1990, com a extrema pobreza recuando de 25% para patamares inferiores a 5%. Entretanto, a desagregação desses dados revela que o benefício do crescimento econômico e das políticas públicas não atinge todos os grupos da mesma forma.

Segundo a teoria do prêmio Nobel Amartya Sen, a pobreza deve ser entendida de forma multidimensional, focando no que o indivíduo consegue realizar com seus recursos. No contexto brasileiro, essa “liberdade real” é limitada por hierarquias históricas. Mesmo com o aquecimento do mercado de trabalho e a consolidação de programas como o Bolsa Família, a população afrodescendente permanece sobrerepresentada nos indicadores de vulnerabilidade social.

Raça e gênero como determinantes da vulnerabilidade

Os números de 2024 ilustram a disparidade entre os grupos étnico-raciais. Pessoas pretas e pardas compõem 57% da população brasileira, mas somam mais de 70% do total de brasileiros vivendo em situação de pobreza ou extrema pobreza. Enquanto a extrema pobreza atinge pouco mais de 2% da população branca, o índice sobe para aproximadamente 5% entre os pardos.

A desigualdade é visível também no mercado de trabalho, mesmo quando se compara profissionais com o mesmo nível de escolaridade. No ensino superior completo, a disparidade salarial é acentuada:

  • Trabalhadores brancos: Recebem, em média, R$ 43,20 por hora.

  • Trabalhadores pretos: Recebem cerca de R$ 29,90 por hora para funções equivalentes.

Historicamente, entre 2012 e 2024, a renda domiciliar per capita da população negra manteve-se em torno de apenas 50% da renda da população branca. Esse fenômeno sugere que, embora todos os grupos tenham tido ganhos nominais, a distância relativa entre as bases e o topo da pirâmide social não sofreu alterações estruturais.

Regressividade fiscal e responsabilidade doméstica

O modelo tributário brasileiro, focado no consumo (impostos indiretos), agrava a situação da população negra. Como este grupo concentra-se nas faixas de menor renda, uma parcela proporcionalmente maior de seus ganhos é consumida por impostos embutidos em produtos básicos.

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Dentro deste cenário, as mulheres negras enfrentam o maior desafio. Elas acumulam as menores médias salariais, ocupações mais precárias e, frequentemente, a responsabilidade exclusiva pelo sustento e cuidado dos domicílios. Esse acúmulo de fatores faz com que os ciclos de recuperação econômica cheguem por último a esse segmento, dificultando a conversão de ganhos salariais em mobilidade social real.

Desafios na conversão de diploma em prestígio social

Nas últimas décadas, políticas de ação afirmativa e a expansão do acesso ao ensino superior aumentaram a presença de pessoas negras nas universidades e no serviço público. No entanto, o acesso à educação não tem garantido automaticamente a ocupação de cargos de alto prestígio ou liderança no setor privado.

As desigualdades permanecem profundas na pós-graduação, na produção científica e no mercado de trabalho qualificado. Especialistas apontam que o racismo sistêmico atua como um filtro que restringe a conversão dos títulos acadêmicos em ascensão profissional duradoura. Para superar esse quadro, economistas defendem que o país precisa ir além da gestão técnica da pobreza e enfrentar as estruturas de dominação que mantêm as hierarquias sociais praticamente inalteradas, apesar da flutuação positiva dos números macroeconômicos.


Com informações: Diplomatique

 

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