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Saúde

Ceratocone e alta miopia podem aumentar risco de catarata em jovens

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O uso de colírios com corticoide e a progressão da miopia estão entre os fatores que podem antecipar o surgimento da catarata em jovens com ceratocone. O problema pode ser corrigido com cirurgia

O ceratocone, doença que afina e deforma a córnea, pode aumentar o risco de catarata em pessoas jovens. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, fatores como o uso frequente de colírios com corticoide e o enfraquecimento da córnea contribuem para o problema, que geralmente afeta pessoas mais velhas. A condição foi diagnosticada em Marcos Nascimento, um supervisor de segurança de 34 anos que tem ceratocone e alta miopia.

A catarata é uma doença que embaça o cristalino e pode levar à perda da visão. O único tratamento é a cirurgia, que consiste na substituição do cristalino por uma lente intraocular. No caso de pacientes com ceratocone, a cirurgia só pode ser realizada quando a doença estiver estabilizada há, no mínimo, um ano.

Catarata em jovens com ceratocone: fatores de risco

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, os fatores de risco para o diagnóstico de catarata em jovens com ceratocone são:

  • Produção de radicais livres: O enfraquecimento da córnea em pacientes com ceratocone leva à perda de células que produzem colágeno, o que aumenta a produção de radicais livres no cristalino.
  • Uso de colírios com corticoide: A utilização frequente desses medicamentos para aliviar a coceira nos olhos pode elevar o estresse oxidativo e a dispersão das células do cristalino, antecipando o surgimento da catarata.
  • Miopia progressiva: A alta miopia também aumenta a formação de radicais livres no cristalino.

A cirurgia e a escolha da lente

A cirurgia de catarata em pacientes com ceratocone exige exames precisos para avaliar o estágio da doença. Segundo Queiroz Neto, a escolha da lente intraocular é um passo importante no procedimento. As lentes multifocais são contraindicadas por poderem causar aberrações visuais. Em geral, as lentes monofocais são a opção padrão, mas em alguns casos, as lentes de foco estendido também podem trazer bons resultados.

O especialista ressalta que, apesar das particularidades, a cirurgia de catarata em pacientes com ceratocone segue os mesmos padrões de segurança dos demais procedimentos, mas exige a experiência do cirurgião.

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Com informações do Instituto Penido Burnier

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1 comentário

1 comentário

  1. zoritoler imol

    16/09/2025 em 05:49

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Agropecuária

Monitoramento da Anvisa confirma segurança e baixa incidência de resíduos em alimentos

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Resultados do ciclo 2024 do programa PARA indicam que quase 80% das amostras de vegetais no Brasil são satisfatórias, com risco dietético agudo identificado em menos de 0,4% dos casos analisados

A qualidade dos alimentos consumidos no Brasil, especialmente no que tange à presença de resíduos de agrotóxicos, tem sido objeto de rigoroso acompanhamento técnico. Em 17 de dezembro de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou os resultados do ciclo 2024 do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). O relatório consolida a percepção de que a produção nacional mantém padrões de segurança alimentar elevados, com riscos à saúde humana classificados como muito baixos.

O monitoramento abrangeu 3.084 amostras de 14 tipos de alimentos (incluindo frutas, hortaliças e grãos) coletadas no varejo de 88 municípios brasileiros. O estudo buscou a presença de 338 diferentes tipos de agrotóxicos, revelando que 79,4% das amostras apresentaram resultados satisfatórios. Desse total, 25,6% não continham qualquer resíduo detectável, enquanto 53,7% possuíam resíduos em níveis inferiores ao Limite Máximo de Resíduo (LMR) permitido por lei.

Dados apontam segurança para o consumo diário e prolongado

Um dos pontos centrais do relatório da Anvisa é a distinção entre o risco agudo e o risco crônico, ambos fundamentais para determinar a segurança do consumidor. O risco agudo refere-se ao consumo de uma grande porção de alimento em um único dia, enquanto o crônico avalia a ingestão prolongada ao longo da vida.

  • Risco Agudo: Identificado em apenas 12 amostras (0,39%), concentradas em três alimentos: uva, laranja e abobrinha. A série histórica demonstra uma tendência de queda drástica nesse indicador na última década.

  • Risco Crônico: O monitoramento constatou que não há risco crônico para os consumidores brasileiros. Os níveis encontrados não ultrapassam a Ingestão Diária Aceitável (IDA), garantindo que o consumo regular desses vegetais é seguro a longo prazo.

Inconformidades técnicas superam riscos à saúde

Embora 20,6% das amostras tenham sido classificadas como insatisfatórias, a maior parte dessa porcentagem decorre de inconformidades burocráticas e não necessariamente de perigo imediato à saúde. Cerca de 12,2% das amostras apresentaram resíduos de produtos não permitidos para a cultura específica, embora esses mesmos produtos sejam autorizados para outros alimentos.

Esse fenômeno ocorre principalmente nas chamadas minor crops (culturas de menor importância econômica), onde o número de agrotóxicos registrados é insuficiente para o manejo de pragas. Nesses casos, o produtor acaba utilizando defensivos registrados para culturas similares. Atualmente, órgãos como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalham para regularizar essas aplicações, garantindo suporte fitossanitário adequado para todas as espécies cultivadas.

Integração entre setor produtivo e varejo eleva qualidade

A boa performance do agro brasileiro em relação aos resíduos é fruto da integração de diversos programas de controle. Além do PARA da Anvisa, o Ministério da Agricultura mantém o PNCRC/Vegetal, que monitora contaminantes químicos, físicos e biológicos (como Salmonella e metais pesados). No setor privado, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) opera o Programa RAMA, focado na rastreabilidade dos alimentos desde o campo até a gôndola.

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O avanço no uso de bioinsumos e a intensificação das Boas Práticas Agrícolas (BPA) têm sido determinantes para esses índices positivos. O relatório conclui que, apesar da necessidade de combater a comercialização de produtos ilegais e aprimorar os registros para pequenas culturas, o cenário atual é de estabilidade e segurança. O consumidor brasileiro pode confiar na procedência e na qualidade nutricional dos vegetais que chegam à sua mesa.


Com informações: Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Anvisa, MAPA

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Comportamento

Acidentes com lagartas em crianças exigem atenção redobrada durante o verão

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O contato com cerdas venenosas pode causar desde irritações leves até hemorragias graves; o gênero Lonomia é o principal risco para a saúde pública no Brasil

Com a elevação das temperaturas e o aumento das atividades de lazer em áreas verdes, cresce também o risco de acidentes por erucismo — a reação provocada pelo contato da pele com as cerdas de lagartas. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou mais de 26 mil ocorrências entre 2019 e 2023, sendo que 20% das vítimas eram crianças de até 9 anos. O Hospital Pequeno Príncipe, referência nacional em pediatria, alerta que o público infantil é o mais vulnerável devido à menor massa corporal e à fragilidade do sistema imunológico.

O perigo reside nas cerdas pontiagudas que, ao serem tocadas, injetam veneno diretamente na pele. Em crianças, a dificuldade em relatar os sintomas precocemente e o hábito de brincar próximo a troncos e folhagens potencializam a toxicidade do acidente, exigindo vigilância constante de pais e responsáveis em parques, quintais e áreas arborizadas.

Identificação das lagartas e os sintomas hemorrágicos

As lagartas envolvidas em acidentes no Brasil dividem-se basicamente em duas famílias. As “cabeludas” (Megalopygidae) possuem pelos sedosos que escondem cerdas urticantes. Já as “espinhudas” (Saturniidae), com aparência de pequenos pinheiros, incluem o gênero Lonomia, o mais perigoso para a saúde humana.

Enquanto a maioria das lagartas causa apenas dor intensa, queimação e inchaço local, o veneno da Lonomia interfere diretamente na coagulação sanguínea. Se não houver tratamento rápido, o quadro pode evoluir para:

  • Manchas roxas pelo corpo e sangramentos nas gengivas;

  • Presença de sangue na urina;

  • Insuficiência renal aguda e risco de morte.

O Brasil é pioneiro e único produtor mundial do soro antilonômico, desenvolvido pelo Instituto Butantan e distribuído gratuitamente pelo SUS. O antídoto é a única forma de neutralizar os efeitos graves do envenenamento, que costumam apresentar piora progressiva nas primeiras 12 horas após o contato.

Procedimentos imediatos para reduzir a absorção do veneno

Ao identificar que uma criança teve contato com uma lagarta, a recomendação médica é agir com rapidez, mas sem aplicar substâncias caseiras. A dermatologista pediátrica Flavia Prevedello orienta o uso de fita adesiva para remover cerdas que ainda estejam presas à pele, seguido de lavagem com água e sabão. Compressas frias podem ser utilizadas para aliviar a dor local.

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O que nunca fazer:

  • Não esfregar o local: Isso pode quebrar mais cerdas e espalhar o veneno.

  • Não aplicar álcool ou vinagre: Essas substâncias podem agravar a irritação.

  • Não usar aspirina ou anti-inflamatórios: Esses medicamentos aumentam o risco de sangramento, o que é fatal em casos de acidente com Lonomia.

  • Não fazer torniquetes ou sucção: Tais práticas são ineficazes e danificam os tecidos.

Como evitar o contato e proteger as áreas de lazer

O aumento de lagartas em zonas urbanas está diretamente ligado ao desequilíbrio ambiental e ao desmatamento. Para prevenir acidentes, é essencial observar atentamente troncos e galhos antes de permitir que crianças se aproximem. O uso de luvas em atividades de jardinagem e a recomendação de nunca tocar em lagartas, mesmo as que pareçam mortas (pois as cerdas mantêm a toxicidade), são medidas eficazes.

Em caso de emergência, além de procurar uma unidade de saúde, é recomendável fotografar o inseto para auxiliar na identificação pela equipe médica. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) atende pelo telefone 0800 644 6774 para orientações específicas sobre animais peçonhentos em todo o país.


Com informações: Hospital Pequeno Príncipe, Ministério da Saúde

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Saúde

Check-up anual é essencial para detectar doenças silenciosas e garantir longevidade

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A negligência com exames preventivos pode atrasar o diagnóstico de condições graves como diabetes e hipertensão; especialistas recomendam revisões periódicas conforme a faixa etária

A busca por atendimento médico no Brasil ainda está fortemente atrelada ao surgimento de sintomas, deixando de lado a cultura da prevenção. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que a maior parte da população só procura serviços de saúde em situações de doença já instalada. No entanto, médicos alertam que este comportamento é um risco para o diagnóstico de enfermidades silenciosas, como a hipertensão arterial, o diabetes e as dislipidemias (alterações no colesterol), que muitas vezes não apresentam sinais claros em estágios iniciais.

De acordo com a médica Josie Velani Scaranari, do Sabin Diagnóstico e Saúde, o acompanhamento periódico é a ferramenta mais eficaz para identificar fatores de risco e evitar complicações que podem comprometer a qualidade de vida a longo prazo. O check-up atua como um mapeamento da saúde atual do paciente, permitindo intervenções precoces que aumentam significativamente as chances de sucesso em tratamentos e reduzem a necessidade de internações de emergência.

Orientações variam conforme o sexo e o histórico familiar

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Cardiologia estabelecem diretrizes específicas para a realização do check-up, levando em conta que as necessidades do organismo mudam ao longo do tempo. A recomendação geral é dividida da seguinte forma:

  • Adultos de 18 a 40 anos: Devem realizar uma revisão clínica completa a cada três anos, caso sejam saudáveis e não possuam sintomas.

  • Acima de 40 anos: A orientação passa a ser de revisões bienais (a cada dois anos), com foco aumentado na saúde cardiovascular.

  • Idosos (acima de 60 anos): Devem realizar exames anuais, especialmente aqueles que já possuem fatores de risco conhecidos, como histórico familiar de doenças graves ou sedentarismo.

Os exames fundamentais incluem o hemograma completo, testes de glicemia, perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos), além da aferição da pressão arterial e avaliação do índice de massa corporal (IMC). Para as mulheres, somam-se os exames ginecológicos preventivos e a mamografia, essenciais para o diagnóstico precoce de câncer.

Revisão do cartão vacinal é etapa obrigatória do cuidado preventivo

Um aspecto frequentemente esquecido do check-up anual é a atualização da imunização. A prevenção de doenças infectocontagiosas contribui diretamente para a redução de casos graves, especialmente em grupos de risco. Durante a consulta, a revisão do cartão de vacinas permite identificar doses de reforço necessárias ou novas vacinas indicadas para a fase atual de vida do paciente.

Entre os imunizantes que devem estar no radar de adultos e idosos em 2026 estão os contra a Influenza (Gripe), COVID-19, Tríplice Bacteriana (dTpa) e as vacinas pneumocócicas. Manter o sistema imunológico atualizado é considerado por especialistas como um dos pilares da medicina preventiva moderna, funcionando como uma barreira extra contra complicações sistêmicas.

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Hábitos saudáveis potencializam os resultados dos exames

Para que o check-up não seja apenas uma formalidade burocrática, ele deve estar inserido em um contexto de cuidado integral. A Dra. Josie Scaranari ressalta que o estilo de vida influencia diretamente os indicadores laboratoriais. O planejamento de refeições nutritivas e a prática regular de atividades físicas são estratégias fundamentais para manter os níveis de glicose e colesterol sob controle, mesmo para quem possui uma rotina acelerada.

Além da saúde física, o sono de qualidade e o bem-estar emocional são pilares indissociáveis. O estresse crônico e a privação de sono podem desencadear alterações metabólicas e hipertensão, mascarando os benefícios de uma vida teoricamente saudável. Portanto, olhar para a saúde de forma holística — corpo e mente — é o caminho para garantir que os resultados do check-up reflitam uma longevidade real e sustentável.


Com informações: Sabin Diagnóstico e Saúde, Ministério da Saúde, IBGE

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