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Brasil

Embraer fecha 2º trimestre com recorde de R$ 165 bilhões em pedidos

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Companhia entregou 61 aeronaves entre abril e junho, mais que o dobro do 1º trimestre; carteira de pedidos alcança US$ 30 bilhões

A Embraer anunciou nesta segunda-feira (21) resultados recordes para o segundo trimestre de 2025. A companhia entregou 61 novas aeronaves entre abril e junho, aumento de 30% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram entregues 47 unidades. O número também supera em mais do que o dobro as 30 aeronaves entregues no primeiro trimestre de 2025.

Carteira de pedidos atinge recorde histórico

A carteira de pedidos da Embraer alcançou US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 165 bilhões ), marca histórica para a companhia. No segmento de aviação comercial , a empresa registrou US$ 13,1 bilhões em novos pedidos no segundo trimestre, alta de 31% em relação ao primeiro trimestre e de 16% na comparação com os três primeiros meses de 2024.

Detalhamento das entregas

Segundo o balanço divulgado pela empresa, foram entregues:

  • 19 aviões comerciais
  • 38 aeronaves executivas
  • 4 aeronaves militares

Os valores acumulados representam:

  • R$ 42 bilhões em pedidos no Setor Executivo
  • US$ 30 bilhões em Serviços e Suporte
  • US$ 25 bilhões em Defesa e Segurança

Marco histórico

A Embraer comemorou a marca de mil jatos E-175 vendidos desde o lançamento do modelo em 2005, consolidando sua posição no mercado de aeronaves comerciais regionais.

Investimentos futuros

No início de 2025, a companhia anunciou pretensão de investir US$ 20 bilhões nos próximos cinco anos, em linha com seu plano de crescimento. O plano inclui aumento da produção, expansão internacional e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.


Com informações: PT / embraer

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Brasil

Imigração venezuelana no Brasil repete trajetória histórica de europeus

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Com mais de 400 mil novos moradores, fluxo atual de venezuelanos guarda paralelos com a chegada de italianos e portugueses no século passado

O Brasil reafirma sua vocação histórica como terra de acolhimento ao registrar, neste início de 2026, um dos maiores fluxos migratórios de sua história recente. A chegada massiva de venezuelanos, impulsionada por uma persistente crise política e econômica no país vizinho, não é um fenômeno isolado, mas uma repetição de ciclos que moldaram a identidade nacional. Especialistas apontam que a busca por dignidade e trabalho que move as famílias de Caracas hoje é a mesma que trouxe milhões de italianos e portugueses ao território brasileiro há pouco mais de um século.

Segundo dados atualizados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), estima-se que mais de 400 mil venezuelanos vivam atualmente no Brasil. Esse contingente, concentrado majoritariamente nas regiões Norte e Sudeste, representa o maior grupo migratório individual no país. Assim como os europeus do passado, esses novos imigrantes enfrentam o desafio de reconstruir suas vidas do zero, trazendo consigo não apenas a necessidade de assistência, mas uma força de trabalho vital para setores como serviços, indústria e agricultura.

O paralelo histórico é evidente quando analisamos o final do século XIX. Naquela época, a Itália sofria com a pobreza extrema e instabilidades políticas, o que forçou milhões de cidadãos a atravessarem o oceano em condições precárias. Hoje, o Brasil orgulha-se de abrigar a maior diáspora italiana do mundo, com cerca de 35 milhões de descendentes. Esse legado demonstra que, embora a migração seja motivada pela dor da despedida, o resultado a longo prazo é o enriquecimento cultural e econômico da nação que acolhe.

A decisão de abandonar a pátria mãe nunca é simples. Vinicius Gama, especialista e sócio da Pátria Cidadania, ressalta que migrar envolve uma bagagem carregada de sonhos e incertezas. Para ele, compreender o passado ajuda a humanizar o presente. Ao reconhecer a cidadania italiana para descendentes de imigrantes europeus, o Brasil não apenas cumpre um rito legal, mas valoriza o sacrifício de quem veio antes. Esse mesmo espírito de resiliência é observado agora nos rostos dos venezuelanos que cruzam a fronteira em Roraima.

O impacto social desses fluxos é profundo. Se no passado os portugueses e italianos foram pilares da industrialização paulista e da colonização do Sul, os venezuelanos estão contribuindo para a diversificação da mão de obra em centros urbanos e áreas agrícolas de fronteira. A integração desses novos cidadãos é fundamental para manter a engrenagem econômica girando, especialmente em um cenário de mudanças demográficas onde o Brasil começa a apresentar sinais de envelhecimento populacional.

A isonomia no tratamento aos imigrantes é um princípio defendido por organizações de direitos humanos. O Brasil tem se destacado internacionalmente com a “Operação Acolhida”, que busca interiorizar os venezuelanos para outras unidades da federação, evitando o colapso de serviços públicos em cidades fronteiriças como Pacaraima e Boa Vista. Essa estratégia de distribuição equilibrada é essencial para garantir que o acolhimento seja digno e que as comunidades locais também se beneficiem da chegada de novos talentos e consumidores.

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Para as empresas especializadas em genealogia e cidadania, como a Pátria Cidadania, o fluxo atual reforça a importância de preservar a memória. O resgate das origens italianas através da via judicial permite que brasileiros se reconectem com sua história, ao mesmo tempo em que o país escreve novos capítulos com a integração hispânica. A imigração, portanto, permanece como um dos pilares mais sólidos da construção social brasileira, feita de suor, esperança e uma constante renovação da identidade.

O desfecho desta nova onda migratória será contado pelas próximas gerações, da mesma forma que hoje celebramos a herança deixada pelos colonos europeus. A capacidade do Brasil em transformar crises humanitárias em oportunidades de crescimento social é o que define sua posição como uma das nações mais multiculturais do planeta. Enquanto houver quem busque um futuro melhor, o país continuará sendo, em essência, uma pátria feita por e para imigrantes.


*Com informações: Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Pátria Cidadania.

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Brasil

Boletim Focus: Mercado reduz projeção da inflação para 2026 pela segunda semana

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Analistas estimam IPCA em 4,02% este ano, mantendo o indicador dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida pelo Banco Central

O mercado financeiro iniciou esta segunda-feira (19) com um viés de otimismo em relação ao controle de preços no Brasil. Segundo o mais recente Boletim Focus, relatório semanal que consolida as expectativas das principais instituições financeiras, a projeção para o IPCA em 2026 recuou de 4,05% para 4,02%. O movimento marca a segunda semana consecutiva de queda na estimativa, sinalizando uma percepção de arrefecimento nas pressões inflacionárias.

Apesar da redução, o índice ainda se encontra acima do centro da meta de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). No entanto, a projeção permanece confortavelmente abaixo do teto de 4,5%, o que evita, por ora, o descumprimento formal da meta. Vale lembrar que em 2025 a inflação fechou em 4,26%, também respeitando os limites estabelecidos.


Panorama Econômico: Juros, PIB e Dólar

Enquanto a inflação apresenta sinais de alívio, outros indicadores fundamentais para o planejamento de negócios em 2026 mantêm trajetórias de estabilidade, conforme detalhado na tabela abaixo:

Indicador Projeção 2026 Status
IPCA (Inflação) 4,02% ↓ Queda (2ª semana)
Selic (Juros) 12,25% ↔ Estabilidade
PIB (Crescimento) 1,80% ↔ Estabilidade
Câmbio (Dólar) R$ 5,50 ↔ Estabilidade

Investimento Estrangeiro em Alta

Um dado positivo que ganha destaque no relatório é o aumento na expectativa de Investimento Estrangeiro Direto (IED). A projeção para a entrada de dólares destinados ao setor produtivo em 2026 subiu de US$ 74,35 bilhões para US$ 75 bilhões. Este é o segundo aumento seguido, sugerindo que, apesar dos juros elevados (Selic a 12,25%), o Brasil continua atraindo capital externo para projetos de longo prazo.

A Balança Comercial também teve sua projeção de superávit revisada para cima, passando de US$ 66 bilhões para US$ 66,70 bilhões, impulsionada pela resiliência das exportações brasileiras.


O que esperar para os próximos meses?

O Banco Central continuará utilizando a taxa Selic como principal ferramenta para ancorar as expectativas. A estabilidade da projeção dos juros em 12,25% para o fim de 2026 indica que o mercado não espera cortes agressivos na taxa básica tão cedo, priorizando a convergência da inflação para o centro da meta de 3% nos anos seguintes (2027 e 2028).

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Com informações: ICL Notícias / Banco Central do Brasil

 

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Custo da cesta básica cai em todas as capitais brasileiras no segundo semestre

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Parceria entre Conab e Dieese aponta redução generalizada nos preços; Boa Vista lidera o ranking com queda superior a 9% no período

O custo da alimentação básica no Brasil apresentou um alívio significativo para o bolso do consumidor no encerramento de 2025. Dados divulgados nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revelam que todas as 27 capitais do país registraram queda no valor da cesta básica ao longo do segundo semestre do ano passado. O balanço é fruto de uma parceria estratégica com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que ampliou o monitoramento de 17 para todas as 27 capitais, incluindo dez cidades que nunca haviam tido seus dados avaliados oficialmente.

A redução nos preços variou entre -9,08% e -1,56%, dependendo da região. Boa Vista (RR) consolidou-se como a capital com a maior deflação no setor de alimentos, reduzindo o custo da cesta de R$ 712,83 em julho para R$ 652,14 em dezembro. Outras cidades também apresentaram recuos expressivos, como Florianópolis (-7,67%), Brasília (-7,65%) e Vitória (-7,05%). Na outra ponta da tabela, embora ainda com variação negativa, Belo Horizonte registrou a queda mais tímida, com -1,56%, seguida por Macapá (-2,10%) e Campo Grande (-2,16%).

Segundo a Conab, essa trajetória de queda é reflexo direto do aumento da produção interna nacional. O fortalecimento do setor agropecuário, impulsionado por recordes de financiamento tanto para o agronegócio empresarial quanto para a agricultura familiar, permitiu uma oferta maior de produtos essenciais nas prateleiras dos mercados. Itens como o tomate, por exemplo, registraram quedas de preço em todos os centros urbanos pesquisados, contribuindo diretamente para o resultado positivo do índice nacional.

No vídeo a seguir, analistas econômicos detalham como a safra recorde de 2025 impactou diretamente o preço final dos alimentos e quais são as projeções de abastecimento para o primeiro trimestre de 2026.

O impacto social dessa redução é sentido principalmente pelas famílias de baixa renda, que comprometem a maior parte do orçamento com alimentação. Em Manaus, a redução de R$ 54,36 no custo mensal da cesta básica permitiu um fôlego financeiro importante, enquanto em Fortaleza, o valor economizado chegou a R$ 61,09 por mês no acumulado do semestre. Especialistas apontam que a manutenção de juros subsidiados no Plano Safra foi o diferencial para garantir que o produtor tivesse capacidade de investir sem repassar custos elevados ao consumidor final.

A isonomia dos dados foi garantida pela metodologia unificada aplicada em todas as capitais, permitindo uma comparação justa entre as diferentes realidades regionais. No Centro-Oeste, o destaque absoluto foi Brasília, que liderou a queda na região. No Sudeste, Vitória superou capitais maiores como São Paulo e Rio de Janeiro na velocidade da redução de preços. Essa descentralização das estatísticas ajuda o governo a formular políticas de segurança alimentar mais precisas, identificando gargalos logísticos onde a queda foi menor.

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A parceria entre a Conab e o Dieese, firmada em agosto de 2025, é vista como um marco para a transparência pública. Ao incluir capitais que antes eram ignoradas pelas estatísticas nacionais, o monitoramento oferece um mapa real da fome e do custo de vida no Brasil. A integração dos dados fortalece a Política Nacional de Abastecimento Alimentar, permitindo intervenções mais rápidas em casos de quebras de safra ou problemas de distribuição que poderiam elevar os preços artificialmente.

Para 2026, a expectativa é que a estabilidade se mantenha, desde que as condições climáticas não prejudiquem as lavouras de ciclo curto. O governo aposta na continuidade da expansão da agricultura familiar como garantia de que o prato do brasileiro continue sendo abastecido com preços acessíveis. A queda generalizada celebrada pela Conab serve como um indicador de que a produção recorde no campo está, finalmente, traduzindo-se em poder de compra real nas cidades.

A vigilância sobre os preços continuará sendo mensal, e os consumidores podem acompanhar as atualizações através dos portais oficiais. A transparência no setor de alimentos é considerada fundamental para evitar especulações de mercado e garantir que a inflação de alimentos permaneça sob controle, protegendo a segurança nutricional de milhões de cidadãos brasileiros de Norte a Sul do país.


*Com informações: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

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