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ENEM 2025: como se preparar desde já para garantir um bom desempenho na principal porta de entrada para a universidade

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Resultado do ENEM 2024 aponta crescimento na média geral e na redação. Especialista dá dicas para quem quer usar o tempo a favor na reta até novembro

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) continua sendo o principal passaporte para o ensino superior no Brasil. E os números de 2024 reforçam sua importância: foram 4,32 milhões de inscritos, com 3,18 milhões de participantes efetivos, uma taxa de presença de 73,5%. A média geral subiu para 546 pontos, e a redação teve um salto ainda mais significativo, alcançando 660 pontos, 15 a mais que no ano anterior.

Para quem vai encarar o ENEM em 2025, a contagem regressiva já começou. As inscrições foram confirmadas pelo MEC: de 26 de maio a 6 de junho, com provas marcadas para os dias 9 e 16 de novembro. Ou seja, são pouco menos de seis meses até os dois domingos mais esperados (e temidos) do ano por milhões de estudantes.

A boa notícia é que dá, sim, para chegar lá com segurança e estratégia.

Um plano com inteligência emocional e foco

“Fazer o ENEM não é só estudar conteúdo. É também saber administrar o tempo, entender o estilo da prova e cuidar da saúde mental ao longo do caminho”, explica Valma Souza, diretora do PB Colégio e Curso, instituição especializada na preparação para vestibulares de alta competitividade.

Ela ressalta que um bom resultado se constrói com planejamento. “Muitos alunos começam a se dedicar só depois de agosto, quando bate o desespero. Mas quem entende o valor de começar com calma, agora, pode evoluir com consistência. Esse é o segredo”, diz Valma que acredita que o primeiro passo é entender o exame como um projeto de médio prazo: “Faltam seis meses. Isso é o suficiente para quem quer melhorar notas, revisar conteúdo e ganhar resistência para os dois dias de prova.”

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ENEM 2025: quem pode participar e por que ele é tão importante?

O ENEM pode ser feito por qualquer pessoa que tenha concluído ou esteja cursando o ensino médio. A nota pode ser usada para:

  • Ingressar em universidades públicas por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada);
  • Concorrer a bolsas de estudo em faculdades privadas pelo Prouni;
  • Financiar a graduação com juros baixos via Fies;
  • Estudar em instituições fora do Brasil que aceitam o exame como critério de admissão.

Mas e quem ainda não está no “terceirão”? Vale a pena fazer?

Valma afirma que sim, vale muito a pena. “Estudantes do 1º ou 2º ano podem fazer o ENEM como treineiros, ou seja, sem que a nota valha para ingresso em universidades. É uma forma estratégica de conhecer a prova por dentro, treinar a resistência física e emocional, e ajustar a rota de estudos com base nos resultados reais”, explica.

Fazer o ENEM como treineiro ajuda a diminuir o peso da ‘primeira vez’ e permite que o aluno chegue ao ano decisivo muito mais preparado e confiante.

Dicas para se preparar a partir de agora

Valma compartilha um roteiro com cinco pontos essenciais para quem chegar com o pé direito no exame:

Faça um diagnóstico honesto:

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Antes de mergulhar nos livros, entenda seu ponto de partida. “Resolva uma prova anterior completa e analise onde estão suas maiores dificuldades. Esse mapeamento ajuda a priorizar o estudo.”

Crie uma rotina personalizada:

Nem todo mundo aprende da mesma forma. “Uns preferem estudar de manhã, outros à noite. Alguns funcionam melhor com videoaulas, outros com resumos e mapas mentais. O importante é criar uma rotina que funcione pra você, e seguir.”

Treine com provas antigas:

O ENEM tem um estilo próprio. “Fazer simulados com questões de anos anteriores ajuda a desenvolver leitura crítica, foco e controle do tempo, que é um dos maiores desafios da prova.”

Não subestime a redação:

Com peso alto e eliminatória em muitos processos seletivos, a redação é decisiva. “Treinar toda semana e buscar correções com critérios do ENEM faz muita diferença. Em 2024, a média subiu, o que mostra que os estudantes estão se preparando melhor. Quem não fizer isso pode ficar para trás.”

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Cuide da sua saúde mental:

Não é clichê. “Sono, alimentação, pausas e equilíbrio emocional são parte da preparação. Um aluno ansioso demais perde rendimento. A prova exige muita concentração e resistência.”

A reta final importa, mas o caminho é construído agora

Apesar do nervosismo que bate nas semanas anteriores à prova, Valma reforça que o desempenho no ENEM é reflexo do processo. “É como uma maratona. Quem começa a treinar cedo chega mais longe. Não se trata de correr o tempo todo, mas de manter constância e inteligência até novembro.”

Serviço — ENEM 2025

  • Inscrições: de 26 de maio a 6 de junho
  • Provas: 9 e 16 de novembro
  • Quem pode fazer: estudantes do ensino médio, concluintes ou treineiros
  • Onde se inscrever: enem.inep.gov.br
  • Resultados: previstos para janeiro de 2026

*agenciaamais

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1 comentário

1 comentário

  1. vorbelutr ioperbir

    05/07/2025 em 19:18

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Minha Casa Minha Vida pode ser o motor da reindustrialização

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Integração entre moradia e polos fabris surge como estratégia para reduzir rotatividade, aumentar a produtividade e fortalecer o pilar social do ESG

A discussão sobre o futuro da indústria brasileira ganhou um novo e fundamental ingrediente: a localização da moradia do trabalhador. Em um artigo recente, o deputado federal Zeca Dirceu defende que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve deixar de ser visto apenas como uma política de assistência social para se tornar uma ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico. A proposta é clara: integrar a habitação aos polos industriais para solucionar gargalos históricos de contratação e retenção de mão de obra.

Atualmente, muitas empresas enfrentam dificuldades operacionais porque seus colaboradores residem longe das fábricas. O resultado é um ciclo oneroso de alta rotatividade e baixa produtividade, além do desgaste físico e mental de quem enfrenta horas no transporte público. Sob a ótica do ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa), garantir moradia digna e próxima ao emprego não é apenas uma questão de bem-estar, mas um fator de competitividade que atrai investimentos e estabiliza as cadeias produtivas.

O impacto positivo dessa integração é sistêmico. Quando o trabalhador mora perto da fábrica, ele reduz gastos com transporte e aluguel, aumentando sua renda disponível. Para a empresa, os custos de rotatividade diminuem. Para o município, há uma melhoria no planejamento urbano e na arrecadação. “A nova política industrial brasileira começa na porta da fábrica e na chave da casa própria”, ressalta o parlamentar, destacando que países desenvolvidos já tratam habitação e produção como agendas inseparáveis.

O novo MCMV e as metas para o final de 2026

O programa Minha Casa, Minha Vida já passou por diversas transformações desde sua criação em 2009, entregando mais de 8,4 milhões de unidades. No entanto, o foco para 2026 é a diversificação de modalidades. Além das novas construções, o governo federal direcionou atenção especial para a reforma e melhoria habitacional, com uma previsão de investimento de R$ 30 bilhões até o fim deste ano. Esse fôlego financeiro visa não apenas dar um teto, mas garantir que as residências existentes tenham condições dignas de habitabilidade.

A sugestão de criar uma linha específica do programa voltada ao trabalhador da indústria — com subsídios diferenciados ou cotas exclusivas — ganha fôlego entre empresários, prefeitos e sindicatos. Essa medida poderia acelerar a reconstrução de uma classe média produtiva, especialmente em regiões que buscam atrair novas plantas industriais tecnológicas. O objetivo é evitar que o custo imobiliário em áreas próximas a distritos industriais se torne um impedimento para o crescimento econômico regional.

Em Fortaleza, por exemplo, entregas recentes como as do Residencial Cidade Jardim III mostram o potencial de transformação dessas comunidades. No entanto, o desafio para o restante de 2026 será garantir que esses novos projetos estejam conectados a eixos de transporte e emprego. Integrar a justiça ambiental com a eficiência econômica parece ser o caminho para que o Brasil não apenas produza mais, mas produza com maior coesão social e sustentabilidade a longo prazo.

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Com informações: Diplomatique

 

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Porto de Santos bate recorde histórico com 186 milhões de toneladas

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O maior complexo portuário da América Latina cresceu 3,6% em 2025, impulsionado pela soja e pelo comércio com a China, consolidando-se como motor do PIB

O Porto de Santos, em São Paulo, encerrou o ano de 2025 com uma marca sem precedentes na história da logística nacional. O complexo movimentou 186,4 milhões de toneladas de carga, superando o recorde anterior de 2024 e reafirmando sua posição como a principal porta de saída das riquezas brasileiras. Esse crescimento de 3,6% reflete não apenas a pujança do agronegócio, mas também a eficiência das recentes expansões na infraestrutura portuária.

As exportações foram o grande destaque do ano, somando 137,4 milhões de toneladas, um salto de 4,6%. No topo da lista de embarques aparecem as commodities que sustentam a balança comercial: a soja liderou com quase 45 milhões de toneladas, seguida pelo açúcar, milho e celulose. Esse fluxo massivo de mercadorias fez com que o porto fosse responsável por quase 30% de toda a corrente comercial do Brasil, evidenciando que quase um terço de tudo o que o país negocia com o mundo passa pelo cais santista.

A relação comercial com a China continua sendo o pilar central das operações em Santos. Em 2025, o gigante asiático foi o destino ou origem de 29,6% de todo o fluxo de cargas. Esse alinhamento estratégico permitiu que o porto registrasse recordes mensais consecutivos na movimentação de contêineres, demonstrando uma resiliência operacional que acompanhou o crescimento da demanda global por alimentos e matérias-primas brasileiras.

Investimentos e infraestrutura para 2026

O sucesso operacional de 2025 é creditado ao planejamento de longo prazo e à segurança jurídica atraída pelo setor. Segundo Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária, a constância nos recordes mensais prova que os investimentos em dragagem e acessos terrestres estão surtindo efeito. O porto não apenas recebeu mais carga, mas operou mais navios: foram 5.708 atracações ao longo do ano, um aumento de 2,7% que exigiu precisão cirúrgica na gestão do tráfego marítimo.

Olhando para o futuro imediato, o governo federal aposta em projetos estratégicos para manter o ritmo de crescimento. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da capacidade de contêineres, através de projetos como o Tecon Santos 10, será o próximo divisor de águas. Essas obras visam preparar o porto para uma nova classe de navios gigantes, garantindo que o Brasil não perca competitividade frente a outros centros logísticos globais.

Nas importações, o porto manteve estabilidade com 49 milhões de toneladas desembarcadas. Os insumos para o campo, como adubos e fertilizantes, lideraram as entradas, seguidos por combustíveis e trigo. Essa dinâmica de “mão dupla” — exportar alimento processado e importar insumos para a produção — cria um ecossistema econômico vital para o interior do país, especialmente para estados produtores que dependem da ferrovia e das rodovias que desaguam em Santos.

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Com informações: Agência Brasil

 

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Mercosul e União Europeia assinam acordo histórico após 26 anos

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O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, integrando 720 milhões de pessoas e eliminando tarifas para 90% dos produtos bilaterais

Neste sábado (17), um capítulo decisivo da história econômica global foi escrito em Assunção, no Paraguai. Representantes do Mercosul e da União Europeia (UE) assinaram o acordo de livre comércio que vinha sendo negociado desde junho de 1999. A cerimônia ocorreu no Teatro José Asunción Flores, local simbólico onde o Mercosul foi fundado em 1991, selando a união de dois blocos que, juntos, representam um mercado consumidor de proporções gigantescas.

O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, uma vez que o presidente Lula permaneceu no Rio de Janeiro após receber a cúpula europeia na véspera. O tratado prevê a redução gradual de tarifas para produtos industriais e agrícolas, com prazos de transição que chegam a 15 anos. A expectativa do governo brasileiro, compartilhada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, é que a ratificação ocorra ainda no primeiro semestre, permitindo que o acordo entre em vigor no segundo semestre de 2026.

Os Pilares do Acordo: Indústria e Agronegócio

A implementação do tratado deve trazer ganhos imediatos e estruturais para a economia brasileira. Segundo estimativas da ApexBrasil, o incremento nas exportações nacionais pode chegar a US$ 7 bilhões.

  • Zerar de Tarifas: O Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus, enquanto a UE fará o mesmo para 95% dos bens sul-americanos.

  • Setores Industriais Beneficiados: Máquinas, equipamentos, automóveis, autopeças e produtos químicos terão tarifa zero ou reduzida, facilitando a integração do Brasil às cadeias globais de valor.

  • Cotas Agrícolas: Para proteger produtores sensíveis, produtos como carne bovina, frango e açúcar terão cotas limitadas de importação com tarifas reduzidas. Acima desses volumes, a tributação padrão é mantida.

  • Compras Públicas: Empresas brasileiras agora poderão disputar licitações públicas em solo europeu, abrindo um novo mercado multibilionário.

Compromisso Ambiental e Desafios

Um dos pontos mais debatidos e que garantiu a assinatura final foi a inclusão de cláusulas ambientais vinculantes. O acordo estabelece que produtos beneficiados não podem estar vinculados ao desmatamento ilegal. Além disso, o texto prevê a suspensão do tratado caso haja violação dos compromissos assumidos no Acordo de Paris.

Apesar do otimismo dos governos, o tratado ainda enfrenta resistência. Agricultores europeus, especialmente na França e Irlanda, temem a competitividade da agropecuária sul-americana. Por outro lado, o governo brasileiro e a ministra Marina Silva defendem que o texto final é equilibrado, promovendo o desenvolvimento econômico sem sacrificar a preservação da natureza.

Próximos Passos para a Vigência

A assinatura no Paraguai é o fim da fase diplomática, mas o início da fase legislativa. Para que os benefícios comecem a valer, o texto precisa ser aprovado:

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  1. Pelo Parlamento Europeu em Bruxelas.

  2. Pelos Congressos Nacionais dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).


Com informações: Agência Brasil

 

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