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Entidades apresentam ao governo propostas de melhorias no Plano Safra para os trabalhadores

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Propostas visam garantia de direitos dos trabalhadores do campo - Foto: MDA

Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais e Oxfam Brasil propõem medidas a ministérios

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados Rurais (Contar) e a organização Oxfam Brasil se uniram para apresentar ao Governo Federal uma série de propostas em busca de garantir respeito aos direitos humanos e melhorias nas condições de trabalho no campo. O objetivo é fazer com que as sugestões sejam integradas ao Plano Safra 2024/2025.

Em documento encaminhado à Secretaria Geral da Presidência da República e aos ministérios da Agricultura e Pecuária; do Trabalho e Emprego; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; e dos Direitos Humanos e Cidadania, além de outras instâncias de governo, as entidades propõem medidas em favor de trabalhadores e trabalhadoras rurais.

O texto sugere a abertura de financiamento para garantir melhorias em transporte (com a aquisição de novos veículos); moradia (construção e reforma de casas e alojamentos de trabalhadores); locais fixos para refeição (construção e reforma de locais de preparo e armazenamento de comida, além de refeitórios); instalações sanitárias; pontos de descanso fixos nas frentes de trabalho; além de garantir mais qualidade para instalações móveis.

O Plano Safra é gerido pelo Governo Federal e existe para oferecer recursos para a atividade agrícola no Brasil. Os financiamentos são destinados a todos os tipos de produtores rurais, e servem, por exemplo, para custeio de maquinário e da própria produção.

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“Se não tem agricultura sem semente, não tem agricultura sem trabalhador. A gente não pode focar só em infraestrutura, custeio, frota para transportar a produção e não olhar alojamento, banheiro, refeitório, veículos de transporte dos trabalhadores. Então é isso que a gente está pleiteando neste momento”, disse ao Brasil de Fato o coordenador de Justiça Rural e Desenvolvimento da Oxfam, Gustavo Ferroni.

Após anos de desinvestimento durante o governo de Jair Bolsonaro, as entidades celebram a possibilidade de diálogo reaberta desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o cargo, em janeiro do ano passado. Já houve reuniões com representantes de diferentes ministérios e as propostas serão discutidas em outros encontros com integrantes do governo.

“A gente precisa reconhecer os esforços e avanços que a gente tem no governo do presidente Lula. A gente segue fazendo nosso papel, de cobrar o governo, propor ações, propor medidas para ajudar os trabalhadores assalariados rurais”, afirmou o presidente da Contar, Gabriel Bezerra.

Em busca de correção

Oxfam e Contar apontam que o Plano Safra tem o que chamam de “uma contradição histórica”. Enquanto apoio à infraestrutura produtiva, às práticas de negócio e práticas agrícolas são financiadas, a situação dos trabalhadores e trabalhadoras assalariados do campo não foi contemplada de maneira satisfatória.

Segundo as duas entidades, o PIB da agropecuária avançou em 15% em 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Lula, o que representou um recorde histórico. Porém, a situação de quem trabalha no campo não melhorou no mesmo ritmo. A informalidade ainda é muito comum, e há uma enormidade de casos de resgates de trabalhadores em situação análoga à escravidão, por exemplo.

“A cada ano seguimos batendo recorde de casos de trabalho escravo, infelizmente, no país. A informalidade dos assalariados rurais é altíssima, temos uma média de 60% dos assalariados na informalidade; e se olharmos o mapa da informalidade, podemos chegar a ter 90% na informalidade, a exemplo do Piauí”; pontuou Gabriel Bezerra.

Além disso, as legislações internacionais têm sido alteradas visando cobrar responsabilidade das empresas em relação ao respeito aos direitos humanos e ao trabalho digno nas cadeias de fornecimento. Isso aumenta a pressão sobre a agricultura brasileira.

“Nós estamos otimistas. Diferentes áreas do governo são sensíveis. Isso não é algo novo, é uma coisa histórica. Uma correção histórica que deveria ser feita. Todas as políticas agrícolas deveriam dar centralidade à situação dos trabalhadores rurais”, complementou Gustavo Ferroni.


Fato Novo com informações: Brasi de Fato

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Agropecuária

Circuito na AgroBrasília vai mostrar viabilidade da irrigação com água da chuva

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Emater-DF fará demonstração de equipamento de fácil instalação e baixo custo, que traz economia ao produtor familiar

Aproveitar a água da chuva é uma opção eficiente para a economia familiar e preservação ambiental. O equipamento que permite a captação será mostrado pela Emater-DF no Circuito das Tecnologias Sociais, durante a AgroBrasília. A feira do agronegócio começa nesta terça-feira (21) e terá vários espaços destinados ao produtor familiar.

“Para ter o equipamento em casa, o produtor gasta pouco mais de R$ 1 mil, incluindo a estrutura de captação e as calhas de aço galvanizado. Isso dispensa a necessidade de furar poços artesianos, um processo normalmente 30 vezes mais caro e que depende de outorga da Adasa”, disse Luciana Silva, coordenadora de Saneamento Rural da Emater-DF

De acordo com a coordenadora de Saneamento Rural da Emater-DF, Luciana Silva, o mecanismo de captação de águas pluviais é barato, de fácil instalação e possui filtros que separam folhas e demais sujeiras, oferecendo água potável. “Para isso, é necessário que o telhado da casa tenha até 150m² de área. As águas podem ser usadas também para consumo humano, mas nosso foco no circuito é a irrigação”, explica.

Luciana Silva acrescenta que as vantagens econômicas e ambientais são visíveis. “Para ter o equipamento em casa, o produtor gasta pouco mais de R$ 1 mil, incluindo a estrutura de captação e as calhas de aço galvanizado. Isso dispensa a necessidade de furar poços artesianos, um processo normalmente 30 vezes mais caro e que depende de outorga da Adasa [Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF]”.

O aproveitamento de água da chuva contribui para a preservação ambiental e reduz custos para os produtores rurais | Foto: Divulgação/Emater-DF

Usar as águas pluviais para irrigação da lavoura também é positivo para o meio ambiente. “Atualmente, grande parte da irrigação depende de recursos hídricos como rios, córregos e ribeirões. Com o equipamento que vamos apresentar, esses recursos são preservados, podendo ser melhor aproveitados para consumo humano nas áreas urbanas”, exemplifica a coordenadora de Saneamento Rural.

AgroBrasília

Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a AgroBrasília funciona como vitrine de novas tecnologias e tem um cenário de referência em debates, palestras e cursos sobre diversos temas relacionados ao setor produtivo.

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Em 2023, a feira recebeu 175 mil visitantes e movimentou R$ 4,8 bilhões em negócios fechados. Neste ano, o evento será realizado entre os dias 21 e 25 de maio, das 8h30 às 18h, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, localizado estrategicamente a 60 km de Brasília. A entrada é franca.

*Com informações da Emater-DF

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Agropecuária

Crise no RS faz Brasil importar arroz, que será vendido a R$ 4 o quilo

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Ao todo, serão compradas 104.035 toneladas de arroz. O governo federal pode gastar no máximo R$ 416,14 milhões no leilão internacional

O governo federal, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), prepara-se para comprar, nesta terça-feira (21/5), o primeiro carregamento de arroz importado da safra 2023/2024. A compra foi decidida após perdas de produção no Rio Grande do Sul devido às chuvas.


Ao todo, serão adquiridas 104.035 toneladas do produto. O teto de gastos para a compra de arroz importado pelo governo é de R$ 416,14 milhões. O produto deve chegar à mesa do consumidor brasileiro por, no máximo, R$ 4 o quilo.


“O arroz que vamos comprar terá uma embalagem especial do governo federal e vai constar o preço que deve ser vendido ao consumidor. O preço máximo ao consumidor será de R$ 4 o quilo”, informa o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Vale lembrar que, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou a Conab, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a importar até um milhão de toneladas de arroz, caso seja necessário.

Essa movimentação do governo Lula ocorre numa tentativa de prevenir uma eventual alta de preços com a devastação das colheitas de arroz pelas enchentes no Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 70% da produção do cereal no país.

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Para onde vai o arroz importado?

Conforme estabelecido pela MP nº 1.217/2024, os estoques dos grãos serão destinados a pequenos varejistas das regiões metropolitanas, seguindo indicadores de insegurança alimentar nacional, com exceção do Rio Grande do Sul.

A primeira remessa do arroz será distribuída nos seguintes sete estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Pará e Bahia. O grão deverá ser descarregado nos portos de Santos (SP), Salvador (BA), Recife (PE) e Itaqui (MA).

Antes de ser distribuído, o arroz precisa ser empacotado em embalagem de 2 kg padronizada, com a logomarca do governo federal.

Governo descarta risco de desabastecimento

O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, afirmou, nessa quinta-feira (16/5), que “não há nenhum risco” em relação ao abastecimento da população, mesmo com a devastação das colheitas pelas enchentes no RS.

Para Mello, o cenário atual revela “dificuldade de escoar uma produção que já foi colhida”. Ele relaciona essa trava no escoamento da produção à logística com os bloqueios de estradas pelas águas da chuva e a consequente dificuldade de acessar os armazéns.

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Além disso, a Secretaria de Política Econômica (SPE), em conjunto com a Conab, o MDA e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), está construindo um sistema de “monitoramento constante de preços” de produtos agrícolas no país.

Recentemente, Lula reclamou do preço do alimento: “Eu ando meio puto da vida porque esses dias vi na prateleira do supermercado o pacote de 5 kg de arroz a R$ 33. Não, não é normal. O povo pobre não pode pagar R$ 33 num pacote de 5 kg de arroz”.

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Fato Novo com informações e imagens: Metrópoles

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Agropecuária

Avicultores podem conhecer tecnologias para produção semi-intensiva de ovos na AgroBrasília

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Vitrine tecnológica estará disponível nos circuitos da Emater-DF que fazem parte da feira de agronegócio, realizada de 21 a 25 de maio, no PAD-DF

Com o crescimento anual da produção de ovos, cada vez mais os avicultores têm a necessidade de profissionalização da atividade. Na busca por soluções para reduzir custos, diminuir o uso de mão de obra e otimizar a produção, a Emater-DF apresentará no Circuito de Avicultura uma série de equipamentos destinados à avicultura semi-intensiva de postura. A vitrine tecnológica estará disponível no espaço da Emater-DF na AgroBrasília 2024, no PAD-DF, de 21 a 25 de maio.

A avicultura semi-intensiva se caracteriza pelo uso de linhagens adaptadas, geralmente com produção de ovos coloridos. Este sistema de criação permite o uso de piquetes, locais onde as aves têm acesso a pastagem ou forragens.


Durante a AgroBrasília 2024, os visitantes terão a oportunidade de conhecer os equipamentos necessários para implementar um sistema de produção avícola. As instalações elétricas e hidráulicas do aviário também serão apresentadas, pois são de grande importância para a atividade


“A Emater-DF orienta a criação de poedeiras de linhagens adaptadas ao sistema, com produção de ovos coloridos. Dessa forma o produtor consegue agregar maior valor à produção”, explica o responsável pelo Programa de Avicultura da Emater-DF, João Gabriel Palermo.

Durante a AgroBrasília 2024, os visitantes terão a oportunidade de conhecer os equipamentos necessários para implementar um sistema de produção avícola. Isso inclui comedouros e bebedouros, ninhos para postura, campânulas e outros. As instalações elétricas e hidráulicas do aviário também serão apresentadas, pois são de grande importância para a atividade.

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Segundo João Gabriel Palermo, a escolha de cada equipamento dependerá da quantidade de aves e do grau de tecnificação utilizado na atividade. “Por exemplo, bebedores automáticos só funcionam de forma plena se existir instalação hidráulica no galpão. O produtor consegue produzir sem água encanada ou energia elétrica; no entanto, o manejo diário demandará mais tempo”, explica. “Então, é preciso avaliar as necessidades do produtor, a quantidade de aves e se ele tem disponibilidade de mão de obra”.

O sucesso da produção está na correta utilização dos equipamentos. “Não basta adquirir o equipamento, é essencial realizar um manejo adequado. Por exemplo, é necessário regular a altura dos comedouros e bebedouros, além de realizar a higienização”, destaca o responsável pelo Programa de Avicultura. Ele ressalta que a integração desses elementos contribui para aumentar a produtividade, economizar tempo e insumos.

O Circuito de Avicultura trará ainda orientações sobre forragens utilizadas no sistema semi-intensivo, que podem ser fornecidas na alimentação ou como cama no piso do aviário. João Gabriel enfatiza ainda que, durante a feira, os visitantes terão a oportunidade de explorar novas tecnologias e aprender sobre o manejo correto de outras já existentes. Além disso, os técnicos da Emater-DF estarão disponíveis para esclarecer dúvidas e fornecer orientações.

AgroBrasília

A AgroBrasília é uma das maiores feiras do agronegócio do Planalto Central. Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), ela serve como vitrine de novas tecnologias e tem um cenário de referência em debates, palestras e cursos sobre diversos temas relacionados ao setor produtivo.

Em 2023, a feira recebeu 175 mil visitantes e movimentou R$ 4,8 bilhões em negócios fechados. Neste ano, o evento será realizado entre os dias 21 e 25 de maio, das 8h30 às 18h, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, localizado estrategicamente a 60 km de Brasília. A entrada é franca.

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Fato Novo com informações e imagens: Agência Brasília

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