Ligue-se a nós

CLDF

Gestores e especialistas debatem transporte público em reunião técnica da CLDF

Publicado

no

Gestores e especialistas debatem transporte público em reunião técnica da CLDF

Presidente da CTMU, deputado Max Maciel convoca debate do transporte público do DF

Na manhã desta quarta (8), a Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) da Câmara Legislativa realizou reunião técnica para discutir estratégias de reformulação do Índice de Qualidade no Transporte (IQT) — método avaliativo dos serviços rodoviários prestados pelas empresas concessionárias — no contexto de locomoção coletiva da população do Distrito Federal.

A iniciativa, de autoria do presidente da CTMU, deputado Max Maciel (PSol), é baseada na insuficiência do IQT para aferir a qualidade do Sistema de Transporte Público Coletivo (STPC-DF), e, ainda, no aumento de reclamações de atrasos, quebras recorrentes dos veículos e péssimas condições de limpeza e segurança. Atualmente, a Secretaria de Estado de Mobilidade (Semob-DF) conta com apenas 125 auditores para fiscalizar e avaliar mais de 20 mil viagens de ônibus por dia.

De acordo com Zeno José Andrade, secretário de Semob-DF, o número é desproporcional à quantidade de fatores, além do itinerário diário dos coletivos, que devem ser apurados pelo órgão, uma vez que no DF há mais de 2 mil ônibus em circulação e aproximadamente 50 mil motoristas de aplicativos e taxistas. Andrade também destacou a inexistência de dados que quantifiquem o transporte pirata na região.

Para o secretário, a reestruturação do mecanismo deve englobar novos critérios avaliativos, aprimoramento da inteligência do sistema e considerar a forma de percepção do usuário ao transporte. “Regularidade, continuidade, eficiência, conforto, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e valor adequado das tarifas são as dimensões que nós precisamos mensurar ou definir fonte de dados para poder construir esse índice”, avaliou.

Anúncio
Alle Rede Ads 728x90
Indicadores

Algumas das diretrizes propostas pela Semob-DF para composição de um novo IQT envolvem a inspeção de pontualidade das partidas realizadas, quilometragem percorrida entre quebras dos veículos em operação e resolutividade das reclamações dos usuários. Outros aspectos incluem detecção de irregularidades nos serviços e vistorias programadas dos veículos.

Membro do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT), Wesley Ferro apontou que a reformulação do mecanismo também deve estruturar um sistema central de controle operacional (CCO), sofisticar os instrumentos tecnológicos para apuração dados/informações e incluir o usuário na avaliação da prestação de serviço.

Para Ferro, os indicadores atuais do IQT, como grau de limpeza dos veículos, são de difícil mensuração, o que dificulta a coleta das informações referente a qualidade do transporte coletivo no DF. “Se tivéssemos um IQT com pelo menos dois itens, como o comprimento de viagem, que tem maior peso na composição (25%), e o grau de variação dos intervalos nos pontos terminais (15%), já nos daria um mínimo de subsídio para avaliar a prestação de serviço”, avaliou.

Segundo Andrade, o cenário de implementação dos novo mecanismo envolve análise estratégicas de forças e fraquezas. Dentre os elementos positivos, o secretário destacou a renovação de 80% da frota de veículos por modelos movidos a biodiesel e a recomposição do número de profissionais com a realização de um concurso que aprovou 22 novos auditores. “Temos um corpo técnico preparado que sabe como reagir aos problemas do transporte público e estão em condições de dar uma resposta mais adequada aos usuários”, afirmou.

Em relação às fraquezas, na avaliação de Andrade a burocracia dificulta o processo, com excesso de reuniões de grupos de trabalhos, renovações de portarias, falta de sistemas e ferramentas de coleta de informações precisas. “A Secretaria de Mobilidade merecia uma robustez da sua estrutura, tendo sua estrutura reforçada comparativamente com outras secretarias que enfrentam problemas em um volume de situações semelhantes”, ressaltou.

Anúncio
Alle Rede Ads 728x90
Percepção do usuário

Representante do Programa de Pós-graduação em Transportes da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Henrique da Silva compartilhou os resultados de sua pesquisa de mestrado, aplicada entre abril e março de 2020, que analisou as principais reclamações dos passageiros de ônibus do DF. Segundo o pesquisador, a insatisfação com o transporte público leva a migração dos usuários para outros meios de locomoção, o que pode acarretar no aumento de tarifa e na sobrecarga do sistema rodoviário pela multiplicação de engarrafamentos.

De acordo com Silva, é necessário manter a fidelidade do usuário para superar esse problema. Uma das soluções propostas é estimular as reclamações feitas pelos passageiros, uma vez que essa medida possibilita participação democrática na melhoria do sistema. “A maioria das pessoas, quase 50% da amostra, utiliza o transporte público de uma a duas vezes por dia”, observa Silva. “Aprimorar o serviço de atendimento ao passageiro pode contribuir para a fidelização dos passageiros e evitar a saída para outros modos de transporte.”

Ao fim do encontro, Max Maciel firmou compromisso de aderir às recomendações feitas pelos especialistas no encontro para conseguir fazer a fiscalização do STPC. “Nosso papel vai ser sempre no acompanhamento, na atenção com o usuário. Sei que nunca vai ser 100% para todo mundo, mas a gente precisa ter o máximo possível de atenção”, reforçou o distrital.

Além do secretário da Semob-DF, estiveram presentes na reunião técnica, Júlio Celso Nicola e Marconi Albuquerque Carneiro Junior, subsecretário e coordenador, respectivamente, de fiscalização, auditoria e controle do órgão. O encontro foi transmitido pela TV Câmara Distrital e pelo canal da CLDF no YouTube.


Siga nossas redes sociais: Facebook Instagram.

Anúncio
Alle Rede Ads 728x90

Fato Novo com informações: Agência CLDF

Continuar Lendo
Anúncio
Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

CLDF

CLDF atualiza remuneração de agentes comunitários de saúde e aprova gratificação

Publicado

no

Por

A sessão da Câmara Legislativa desta terça-feira (28) foi marcada por galeria cheia. Desta vez, o clima foi de festa, com a aprovação do projeto de lei que altera a tabela de vencimento dos agentes comunitários de saúde (ACS) e cria uma nova gratificação para a categoria

Aguardado desde o ano passado, o PL nº 1.121/2024 foi enviado pelo Executivo apenas na última semana. A proposta foi aprovada, em dois turnos e redação final, pelo Plenário, em meio a aplausos e comemorações de servidores e parlamentares.

O texto equipara a remuneração dos ACS com a dos agentes de vigilância ambiental em saúde (Avas) e adequa os valores ao piso salarial nacional da categoria, o qual não pode ser inferior a dois salários mínimos. Em números, o vencimento inicial sairá de R$ R$ 2.107,28 para R$ 2.792,14; e o vencimento final, de R$ 2.768,31 para R$ 3.668,00.

Além disso, o projeto cria a Gratificação de Agente Comunitário de Saúde (GACS), nos mesmos moldes e valores de gratificação já concedida aos Avas; ou seja, de R$ 2 mil.

De acordo com o PL, a nova tabela salarial passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2025. O governo estima um impacto de cerca de R$ 10,7 milhões no próximo ano. Já a GACS entrará em vigor na data de publicação da lei. Entre junho e dezembro de 2024, o impacto estimado é de R$ 21,6 milhões.

Anúncio
Alle Rede Ads 728x90

“Esta proposta finalmente faz justiça aos agentes comunitários de saúde, que há muito tempo têm sido preteridos e esquecidos pelo Governo do DF”, apontou o deputado Jorge Vianna (PSD), em parecer favorável na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF).

De forma semelhante, a relatora do projeto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), deputada Dayse Amarilio (PSB), comemorou: “Hoje vemos a justiça e a luta histórica serem reconhecidas neste plenário”.


Fato Novo com informações: Agência CLDF

Continuar Lendo

CLDF

Ceasa poderá criar Banco de Alimentos para combater fome e desnutrição

Publicado

no

Por

As Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) estão autorizadas a criar, na forma de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, um Banco de Alimentos com o objetivo de promover a segurança alimentar e nutricional

Nesta terça-feira (28), a Câmara Legislativa aprovou, em dois turnos e redação final, o projeto de lei nº 1.084/2024, de autoria do Executivo, que trata da medida.

A atuação do Banco de Alimentos, segundo a proposição, estende-se à Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Entre as incumbências da organização está a formalização de parcerias com órgãos públicos do DF e dos municípios que integram a Ride, além da União.

São finalidades do Banco de Alimentos, entre outras: arrecadar e distribuir alimentos de qualquer espécie, com exceção de bebidas alcoólicas; fomentar programas e projetos de combate à fome e desnutrição; receber doação de recursos públicos ou privados; coibir o desperdício de alimentos; fazer campanhas junto a sociedade para estimular a doação de alimentos; bem como, promover cursos de capacitação.

Emenda ao projeto apresentada pelo deputado Jorge Vianna (PSD) e acatada pelos distritais cria o “Selo Distrital de Certificação de Empresa Consciente em Redução do Desperdício de Alimento”, com o objetivo de incentivar a adesão das empresas privadas ao Banco de Alimento do Distrito Federal.

Anúncio
Alle Rede Ads 728x90

Outra emenda, iniciativa do deputado Robério Negreiros (PSD), determina que os alimentos obtidos por doação em eventos esportivos e culturais, promovidos ou apoiados pelo Distrito Federal, devem ser “preferencialmente” direcionados ao Banco de Alimentos.

Entusiasta da ideia, a deputada Jaqueline Silva (MDB), que reivindicou a inclusão da matéria para apreciação na sessão da CLDF de hoje, comemorou o resultado da votação e a aprovação unânime do PL nº 1.084/2024, que segue para sanção do governador.


Fato Novo com informações: Agência CLDF

Anúncio
Alle Rede Ads 728x90
Continuar Lendo

CLDF

Gratificação para servidores da área ambiental do GDF é aprovada

Publicado

no

Por

Projeto foi enviado nesta terça (28) à CLDF pelo governador Ibaneis Rocha, com a criação da Gepa para os profissionais do instituto, no valor de R$ 1,5 mil

O Projeto de Lei nº 1122/2024, que trata da concessão da Gratificação pela Execução da Política Ambiental (Gepa) a todos os servidores efetivos e em exercício do Instituto Brasília Ambiental, foi aprovado, no primeiro e segundo turnos, por unanimidade, pela Câmara Legislativa Distrital (CLDF), na tarde desta terça-feira (28), dia em que o Instituto completa 17 anos de existência.

Servidores do Instituto Brasília Ambiental acompanharam a votação na Câmara sobre o PL encaminhado pelo governador Ibaneis Rocha sobre a criação de gratificação | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

A mensagem de apresentação do PL foi encaminhada também nesta terça à CLDF pelo governador Ibaneis Rocha. A aprovação no plenário foi antecedida pelas aprovações em todas as comissões nas quais se fez necessário sua avaliação, como manda o rito da Casa legislativa. Estavam presentes na sessão 17 deputados distritais. Os servidores do Instituto, organizados pelas associações que os representam, acompanharam as votações na galeria da CLDF.

O presidente do Instituto, Rôney Nemer, lembrou que a gratificação será custeada com recursos próprios do órgão ambiental e ressaltou a importância da Gepa como instrumento de valorização profissional. “É um anseio do corpo de servidores do Brasília Ambiental que a nossa gestão não mediu esforços para apoiar, porque entendemos ser muito justo e merecido, devido ao alto nível de dedicação e compromisso desses profissionais na defesa do meio ambiente do Distrito Federal”, destacou.

O superintendente de Administração Geral (Suag), Ricardo Roriz, explicou que a Gepa terá valor fixo linear de R$ 1.500. “É essencial contar com uma equipe qualificada e motivada, que possa executar, eficientemente, as políticas ambientais em prol do desenvolvimento sustentável do Distrito Federal. A Gepa proporciona retenção de servidores, valorização e reconhecimento, além de estimulo à qualidade e eficiência”, ressaltou.

*Com informações do Brasília Ambiental

Anúncio
Alle Rede Ads 728x90

Continuar Lendo

Mais vistas