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Tecnologia

Golpes com Pix devem se tornar mais sofisticados em 2026

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Uso de inteligência artificial e deepfakes eleva o realismo das fraudes financeiras; Banco Central reforça segurança, mas alerta para o comportamento dos usuários

O ecossistema de pagamentos instantâneos no Brasil entra em 2026 sob um novo patamar de alerta. De acordo com um relatório detalhado da ESET, empresa líder em cibersegurança, os criminosos digitais estão abandonando abordagens genéricas para adotar estratégias altamente personalizadas. A combinação de inteligência artificial (IA) e técnicas avançadas de engenharia social permitiu que os golpes via Pix se tornassem mais convincentes, atingindo cerca de 28 milhões de brasileiros apenas no último ano. O foco das quadrilhas agora é a personalização extrema, utilizando dados reais das vítimas para construir narrativas de urgência que dificultam a identificação da fraude.

A sofisticação não se resume apenas ao texto. O uso de deepfakes — vídeos ou áudios manipulados por IA para simular a aparência e a voz de autoridades ou familiares — deve se intensificar nos próximos meses. Criminosos têm simulado canais oficiais e falsas centrais de atendimento bancário com um realismo sem precedentes. Segundo Daniel Barbosa, pesquisador da ESET Brasil, o grande diferencial em 2026 é que o golpe não começa mais com erros de português grotescos, mas sim com o nome completo da vítima, sua cidade e uma história coerente que gera pressão emocional imediata.

Um dos alvos prediletos continuam sendo as pessoas acima de 50 anos, que representaram 53% dos casos de fraude em 2025. O “golpe do Pix errado” e as falsas centrais de atendimento são as modalidades que mais causam prejuízos. Nestes casos, o golpista utiliza o medo do bloqueio de contas ou a suposta necessidade de regularização de impostos junto à Receita Federal para forçar transferências rápidas. O Pix, embora seguro em sua infraestrutura, acaba sendo explorado pela sua principal virtude: a instantaneidade do envio do recurso.

No vídeo a seguir, especialistas em segurança digital demonstram como identificar uma deepfake em chamadas de vídeo e quais são os sinais de alerta que indicam que uma mensagem de texto foi gerada por inteligência artificial para fins de fraude.

Para conter o avanço do crime organizado no ambiente digital, o Banco Central (BC) implementou medidas rigorosas. Entre as principais atualizações está o aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED). A partir de fevereiro de 2026, torna-se obrigatória a funcionalidade que permite rastrear o caminho completo do dinheiro, mesmo que ele tenha sido pulverizado em diversas contas intermediárias (as chamadas “contas laranja”). Essa mudança visa aumentar drasticamente as chances de recuperação dos valores e desestimular o uso do sistema financeiro para lavagem de dinheiro de curto prazo.

É fundamental que o usuário entenda a isonomia das regras bancárias: nenhuma instituição séria ou órgão público utiliza o Pix como única forma de pagamento sob ameaça de multa imediata. Em casos de recebimento de valores por engano, a orientação técnica é clara: nunca realize uma nova transferência para devolver o dinheiro. O procedimento correto e seguro é utilizar exclusivamente a função “devolver” dentro do próprio aplicativo bancário, garantindo que o recurso retorne automaticamente para a conta de origem, sem expor os dados do recebedor.

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A responsabilidade pela segurança digital em 2026 é compartilhada. Enquanto o sistema bancário fecha o cerco com tecnologia de rastreio, o usuário precisa fortalecer seu senso crítico. A ESET reforça que, se houver qualquer pedido de sigilo, urgência excessiva ou instrução para realizar pagamentos fora de canais oficiais, o alerta de golpe deve ser acionado imediatamente. O comportamento preventivo continua sendo a barreira mais eficiente contra a engenharia social, que explora gatilhos psicológicos mais do que falhas técnicas do sistema.

Caso a fraude ocorra, a rapidez na resposta é determinante. A vítima deve contatar seu banco em minutos para acionar o MED e registrar o Boletim de Ocorrência digital. Embora o sistema tenha evoluído para rastrear o dinheiro, a devolução ainda depende da existência de saldo nas contas por onde o valor transitou. Portanto, a educação digital e a desconfiança saudável diante de ofertas “boas demais” ou alertas “urgentes demais” são as melhores ferramentas de proteção para o cidadão brasileiro neste ano.


*Com informações: ESET Brasil e Banco Central do Brasil.

Tecnologia

Davos 2026: IA, segurança e a nova ordem dos semicondutores

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Fórum Econômico Mundial debate os limites da Inteligência Artificial, a fragmentação geopolítica por chips e o risco iminente da computação quântica

O Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos, consolidou a Inteligência Artificial (IA) não apenas como uma ferramenta de produtividade, mas como o novo eixo da segurança e economia globais. Com a economia digital movimentando cerca de US$ 16 trilhões (15% do PIB mundial), o debate deste ano focou na transição da “novidade tecnológica” para a “execução prática”, acompanhada de alertas severos sobre os riscos de uma tecnologia sem controle e fragmentada.

A prioridade absoluta dos líderes reunidos na Suíça é a segurança. Executivos e chefes de Estado discutem como monitorar agentes de IA que já operam de forma autônoma em sistemas críticos. O temor é que a falta de maturidade dessas ferramentas leve a vazamentos de dados massivos, o que tem feito grandes corporações “pisarem no freio”, preferindo armazenar dados em servidores próprios em vez da nuvem pública.

A Guerra dos Chips e o Acordo Pax Silica

A disputa por semicondutores de alta performance atingiu um novo patamar geopolítico. Para garantir o fornecimento de hardware essencial para IA e reduzir a dependência da China, os Estados Unidos lideraram a criação da iniciativa Pax Silica.

  • O Acordo: Firmado com aliados estratégicos como Japão, Reino Unido, Coreia do Sul e Austrália, o Pax Silica visa proteger a cadeia de suprimentos de silício, energia e minerais críticos.

  • Impacto Geopolítico: A medida cria dois blocos tecnológicos distintos no mundo, dificultando a cooperação global e forçando países a escolherem entre o ecossistema liderado pelos EUA ou as alternativas orientais.

  • Soberania Tecnológica: O fornecimento de chips tornou-se um item de “segurança nacional”, essencial para manter a competitividade econômica e a capacidade militar no século XXI.

Computação Quântica: A Ameaça às Senhas Atuais

Um dos temas mais alarmantes de 2026 é o avanço da computação quântica. Especialistas alertam que esta tecnologia está se aproximando do estágio onde poderá quebrar as criptografias que protegem o sistema financeiro e segredos de estado hoje.

  1. Colheita Agora, Decodificação Depois: Criminosos já estão roubando dados criptografados hoje para descriptografá-los no futuro, assim que o poder quântico estiver disponível.

  2. Corrida pela Resiliência: Empresas em Davos relataram investimentos massivos em criptografia pós-quântica (PQC) para proteger sistemas bancários e governamentais antes que os padrões atuais se tornem obsoletos.

  3. Investimento Recorde: O mercado de computação quântica deve ultrapassar os US$ 5 bilhões ainda este ano, impulsionando a necessidade de novas regulamentações de cibersegurança.

Economia e IA: O Olhar do FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do PIB global para 3,3% em 2026, impulsionado pelo “boom” da IA e pela adaptação das empresas às novas tarifas comerciais. No entanto, o órgão alerta que o Brasil deve crescer apenas 1,6%, ficando abaixo da média mundial devido à demora em integrar as etapas decisivas de manufatura de semicondutores e infraestrutura digital.


Com informações: Olhar Digital, CNN Brasil, Bloomberg e APDC

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Google assume liderança na corrida da inteligência artificial com o Gemini 3

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Estratégia combina infraestrutura própria de chips, integração profunda com dados de usuários e parceria histórica com a Apple para dominar o setor

A disputa pelo topo do mercado de inteligência artificial sofreu uma reviravolta significativa. Após um início conturbado com o Bard, o Google consolidou o Gemini 3 como o modelo a ser batido. Lançado em novembro de 2025, o novo sistema superou concorrentes como o ChatGPT e o Claude em diversos testes de desempenho, sendo classificado por especialistas como a “IA mais inteligente” já desenvolvida pela empresa. O diferencial do Google, segundo análise do The Verge, não está apenas no código, mas na posse de toda a cadeia: chips próprios (TPUs), infraestrutura de escala global e uma base de usuários massiva.

A expansão do alcance do Gemini ganhou um impulso bilionário com a recente parceria oficializada entre o Google e a Apple. A partir de agora, o Gemini será integrado à Siri, processando parte das 1,5 bilhão de solicitações diárias feitas por usuários de iPhone em todo o mundo. Esse movimento coloca a IA do Google no centro da interface móvel mais utilizada do planeta, garantindo um fluxo contínuo de dados e contexto que retroalimenta o aprendizado do modelo, tornando-o cada vez mais preciso e personalizado.

Os pilares do domínio do Google em IA

A empresa reuniu quatro elementos fundamentais que poucos concorrentes conseguem igualar:

  • Chips Proprietários (TPUs): O uso de hardware desenvolvido internamente reduz a dependência da Nvidia e permite otimizar custos e desempenho em escala ilimitada.

  • Inteligência Pessoal: O Gemini agora acessa o histórico de e-mails, fotos, arquivos e buscas no Chrome para fornecer respostas altamente contextualizadas sem esforço do usuário.

  • Parceria com a Apple: A integração com a Siri garante que o Gemini esteja presente em bilhões de dispositivos, capturando uma fatia gigantesca do mercado de assistentes virtuais.

  • Ecossistema Integrado: Ao contrário de modelos isolados, o Gemini atua transversalmente em todos os produtos Google (Docs, Gmail, Maps e Android).

O futuro da IA: personalização e escala

Com o lançamento do recurso “Inteligência Pessoal”, o Google remove a barreira dos prompts longos. A IA já “sabe” quem é o usuário com base nos dados acumulados ao longo de anos, permitindo uma interação muito mais natural e preditiva. Embora o ChatGPT ainda possua uma base fiel de usuários diretos, a estratégia do Google foca na onipresença: estar onde o usuário já está, seja pesquisando no computador ou falando com o celular. Essa integração sistêmica sugere que a corrida da IA agora não é mais sobre quem lança o primeiro modelo, mas sobre quem detém o ecossistema mais completo.


Com informações: Olhar Digital e The Verge

 

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Tecnologia

Google lança protocolo universal para unificar compras via inteligência artificial

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Novo padrão aberto permite que agentes de IA realizem desde a busca de produtos até o pagamento final sem sair da interface de conversação

O Google anunciou o Universal Commerce Protocol (UCP), um protocolo de código aberto desenvolvido para padronizar a comunicação entre diferentes agentes de inteligência artificial e plataformas de vendas. O objetivo é criar uma “linguagem comum” que permita que assistentes digitais realizem jornadas completas de consumo — incluindo descoberta de itens, checkout e suporte pós-venda — em diversas empresas, eliminando a necessidade de integrações técnicas complexas e individuais para cada varejista.

Com a implementação do UCP, os usuários poderão finalizar compras diretamente no app Gemini ou na busca do Google em modo IA. O sistema utilizará automaticamente as informações de pagamento do Google Pay e dados de envio da Google Wallet para agilizar o processo. Segundo estimativas da McKinsey, o comércio baseado em agentes pode movimentar até US$ 5 trilhões até 2030, e o Google posiciona o novo protocolo como a infraestrutura necessária para escalar esse mercado globalmente, competindo diretamente com soluções similares da OpenAI, Microsoft e Amazon.

Inovações no comércio baseado em agentes

A estratégia do Google foca na integração total da experiência do cliente:

  • Checkout Nativo: Possibilidade de comprar itens de varejistas (inicialmente nos EUA) sem sair do chat da IA, com suporte futuro para PayPal.

  • Personalização com Gemini: O sistema Gemini Enterprise for Customer Experience (CX) permite que empresas, como a rede Kroger, sugiram produtos baseados em restrições alimentares e sensibilidade a preço.

  • Ofertas Diretas (Direct Offers): Marcas podem disparar cupons de desconto exclusivos no momento exato em que o usuário demonstra intenção de compra durante a conversa.

  • Padrão Aberto: O UCP busca evitar que o setor seja fragmentado por barreiras técnicas, permitindo que qualquer desenvolvedor utilize as primitivas funcionais do protocolo.

O novo cenário competitivo da IA

A corrida para dominar o “e-commerce agentic” está acelerada. Enquanto a OpenAI aposta no Instant Checkout via ChatGPT em parceria com a Stripe, e a Microsoft integra o Copilot ao Shopify, o Google utiliza sua vasta base de dados de busca e publicidade para oferecer uma solução mais granular. A introdução de anúncios nativos para IA, que aparecem como recomendações úteis durante a interação, sinaliza uma mudança profunda no modelo de marketing digital, onde a utilidade da ferramenta se torna o principal veículo para a conversão de vendas.


Com informações: Tech Crunch, CNBC, The Wall Street Journal e Olhar Digital

 

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