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Educação

“Meu filho não quer ir à escola!”: Entenda as causas da resistência escolar e saiba como a família deve agir

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Choro e recusa constante em ir à escola são formas de a criança expressar um incômodo, que pode ser ansiedade de separação, bullying ou dificuldade de aprendizado. Um diretor de apoio escolar orienta que a chave é a escuta empática e a construção de uma rotina de confiança


A resistência infantil em frequentar a escola é um desafio comum que exige atenção e acolhimento dos pais. Segundo José Júnior, diretor da Ensina Mais Turma da Mônica, rede de apoio escolar, o “não querer ir” é, na maioria das vezes, uma forma de expressão da criança que comunica que algo a está incomodando, sendo crucial a escuta com empatia e a observação dos sinais.

Embora a resistência seja natural em fases iniciais de adaptação, quando o comportamento se torna frequente, é necessário investigar as causas, que podem ser variadas:

  • Ansiedade de separação: Comum em fases iniciais ou após mudanças de rotina.
  • Dificuldades de aprendizado: O medo de errar ou de não acompanhar o ritmo dos colegas gera insegurança.
  • Problemas de socialização: Bullying, conflitos ou sensação de exclusão comprometem o vínculo afetivo.
  • Falta de motivação: Aulas pouco atrativas ou excesso de exigência diminuem o entusiasmo.
  • Questões emocionais familiares: Mudanças na rotina doméstica, separações ou a chegada de um irmão podem influenciar o comportamento escolar.

Para reverter o quadro, José Júnior destaca o papel fundamental da família em construir um ambiente de confiança e estímulo, evitando cobranças excessivas.

Recomendações para os pais:

  1. Escute e acolha: Converse sobre os sentimentos da criança, sem invalidar ou minimizar suas emoções.
  2. Valorize conquistas: Reconheça e celebre pequenos progressos.
  3. Mantenha uma rotina estável: Horários previsíveis ajudam a transmitir segurança.
  4. Envolva a escola: Dialogue com professores e coordenação para alinhar estratégias.
  5. Torne o aprendizado divertido: Use jogos e atividades lúdicas para despertar a curiosidade e o prazer de aprender.

O diretor finaliza reforçando que o segredo para o sucesso na reaproximação escolar está no equilíbrio entre afeto, rotina e incentivo.


Com informações: Ensina Mais Turma da Mônica / Grupo MoveEdu

 

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Brasil

Um ano de restrição de celulares no DF: 74% dos educadores aprovam a medida

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Balanço da Secretaria de Educação (SEEDF) aponta melhora na concentração e no convívio social; pais e alunos relatam desafios na comunicação, mas reconhecem benefícios pedagógicos.


A Lei nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares e dispositivos eletrônicos em escolas públicas e privadas do Distrito Federal, completou seu primeiro ano de vigência com resultados expressivos. Segundo pesquisa da SEEDF, a aceitação entre os profissionais de educação é alta: 38,2% consideram a medida eficiente e 35,7% a classificam como muito eficiente.

O balanço revela que a proibição — válida tanto para salas de aula quanto para espaços de recreação — ajudou a resgatar hábitos que estavam “desaparecendo”, como a leitura de livros físicos e os jogos de tabuleiro durante o intervalo.

Impactos Positivos e Desafios

A implementação da lei trouxe mudanças profundas na rotina escolar, conforme relatado por professores, pais e alunos ao Jornal de Brasília:

  • Aumento do Foco: Professores notaram uma melhora significativa na atenção durante as aulas. Para a estudante Hanna Silverio (3º ano), a ausência do aparelho torna a aula mais dinâmica e impede distrações externas.

  • Socialização: Pais e diretores observam que os alunos voltaram a interagir mais entre si. “Percebo os estudantes menos estressados e mais disponíveis ao diálogo”, afirma Daniela Moraes, mãe de aluno.

  • Comunicação com a Família: Este foi o principal ponto de dificuldade. Muitos pais relataram insegurança por não conseguirem falar com os filhos no trajeto de volta ou para coordenar a saída da escola.

  • Resistência nos Anos Finais: O Ensino Médio apresenta a maior resistência à adaptação, já que muitos jovens utilizam o aparelho para pagamentos em cantinas ou aplicativos de transporte.

“Modo Aprendizagem” vs. Uso Doméstico

O diretor do colégio Sigma, Marcelo Tavares, alerta para o “efeito rebote”: muitos alunos compensam a restrição escolar com o uso excessivo de telas em casa, especialmente durante as férias. A SEEDF reforça, por meio do guia “O celular na escola: modo aprendizagem”, a diferença entre porte (levar o aparelho) e uso (manusear durante o turno).

Para equilibrar a falta do dispositivo pessoal, o governo mantém o Programa Horizontes Digitais, que investe em recursos tecnológicos voltados exclusivamente para fins pedagógicos, garantindo que a tecnologia seja usada de forma responsável e controlada.


O que diz a Lei no DF?

  • Proibição: Celulares e eletrônicos em salas de aula e espaços pedagógicos.

  • Exceções: Apenas para uso pedagógico orientado pelo professor ou casos de saúde/acessibilidade.

  • Responsabilidade: Em emergências, as famílias devem contatar a secretaria da escola, que faz a mediação com o aluno.


Com informações: Jornal de Brasília

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Educação

A Educação Básica como Projeto: Entre a lógica neoliberal e a luta pela democracia

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Artigo analisa como o sucateamento da escola pública brasileira não é uma falha, mas uma peça fundamental de um sistema que prioriza o mercado em detrimento do direito social ao conhecimento.

O baixo investimento na educação básica no Brasil, muitas vezes justificado pelo teto de gastos, esconde uma engrenagem política e social complexa. Segundo o historiador e professor Raphael Silva Fagundes, a precariedade da escola pública não é um acidente, mas um projeto estruturado dentro da lógica neoliberal. Esse sistema redireciona os recursos para o ensino superior — onde as classes média e alta exercem maior pressão política — enquanto abandona a base, que atende à população mais pobre.

A Ignorância Programada e o Mercado Educacional

Um dos pontos centrais do debate é o distanciamento das elites em relação à escola pública. Ao matricularem seus filhos em instituições privadas ou institutos federais, os setores mais organizados da sociedade desconhecem a realidade das escolas municipais e estaduais, resultando em uma apatia coletiva.

Essa “ignorância programada” beneficia diretamente o setor privado. O Brasil possui uma das dez maiores populações em idade escolar do mundo, o que transforma a educação em um mercado extremamente lucrativo. Em comparação com o setor privado, o investimento público por aluno é drasticamente inferior:

  • Escola Pública (2014): Cerca de R$ 495 mensais por aluno.

  • Escola de Elite: O gasto público representa apenas cerca de 10% da mensalidade cobrada por instituições privadas de alto padrão.

Aporofobia e a Ideologia do Mérito

O artigo destaca como a lógica neoliberal fomenta a aporofobia (rejeição ao pobre). Dentro desse raciocínio, a qualidade deve ser paga; portanto, o que é gratuito deve ser precário. Essa visão é sustentada por uma crença meritocrática que convence inclusive as vítimas do sistema de que sua situação é fruto de um fracasso individual.

“A violência pode ser importante de forma momentânea, mas sem convencimento do oprimido de sua própria inferioridade não se tem dominação estável”, cita Jessé Souza no texto.

O Dualismo Perverso: Acolhimento vs. Conhecimento

Enquanto o Sistema Único de Saúde (SUS) conseguiu estabelecer um patamar de qualidade reconhecido em áreas como vacinação e medicamentos, a escola pública básica sofre de um “dualismo perverso”:

  1. Para os ricos: Escola do conhecimento e da erudição.

  2. Para os pobres: Escola do acolhimento social e das “aprendizagens mínimas de sobrevivência”.

Essa estrutura impede que o jovem pobre acesse o ensino superior e a ciência, empurrando-o para disciplinas focadas no “empreendedorismo de si” e em técnicas básicas de trabalho. O resultado é o que o autor chama de “desperdício de cérebros potenciais”.

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O Idiota Neoliberal e a Desintegração Coletiva

O texto conclui com um alerta sobre o impacto dessa cultura no pensamento reflexivo. A racionalidade neoliberal geraria o “idiota” (do grego idios, focado apenas no privado), que abdica de projetos coletivos em busca de vantagens pessoais imediatas. Isso explica por que, muitas vezes, apenas os professores se mobilizam em defesa da educação, enquanto o restante da sociedade permanece em silêncio diante de cortes orçamentários.

Salvar a escola pública é, para o autor, um ato essencial para salvar a democracia. Sem uma educação básica que garanta a formação multilateral e a inserção crítica das novas gerações, a desigualdade social permanecerá como a base inabalável da sociedade brasileira.


Com informações: Diplomatique, Raphael Silva Fagundes

 

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Distrito Federal

Escola Parque de Ceilândia abre matrículas para oficinas de artes, esportes e tecnologia

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Unidade oferece mais de 20 modalidades para alunos da rede pública do 6º ano ao Ensino Médio; atendimento será por ordem de chegada entre 2 e 4 de fevereiro de 2026.


Uma excelente oportunidade para os estudantes de Ceilândia e região ampliarem seus horizontes além da sala de aula. A Escola Parque Anísio Teixeira inicia na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o período de matrículas para as oficinas do primeiro semestre.

Referência em educação integral, a unidade oferece atividades que unem esporte, cultura e inovação no contraturno escolar. O atendimento acontece de forma ininterrupta, das 8h às 16h, até o dia 4 de fevereiro.

Quem pode se inscrever?

As vagas são destinadas exclusivamente a:

  • Estudantes matriculados na rede pública de ensino do DF.

  • Alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio.

  • Atenção: A unidade não atende alunos da EJA, de escolas militares ou da rede privada.

Confira as oficinas disponíveis por área:

O catálogo conta com mais de 20 modalidades para diversos gostos e talentos:

  • Artes e Cultura: Violão, teclado, guitarra, violino, canto, teatro, balé, dança e artes visuais.

  • Esportes: Natação, futsal, basquete, vôlei, tênis de quadra, tênis de mesa, xadrez e esportes de areia.

  • Artes Marciais e Fitness: Jiu-jítsu, muay thai, ginástica rítmica e fitness.

  • Tecnologia: Cultura digital.

As turmas funcionam em horários flexíveis: segundas e quartas; terças e quintas; ou apenas às sextas-feiras.

Documentação necessária para a matrícula:

Para garantir a vaga, o responsável deve comparecer à unidade com os seguintes documentos (originais e cópias):

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  1. Declaração escolar atualizada (emitida agora em janeiro de 2026).

  2. RG e CPF do responsável.

  3. RG e CPF do estudante (ou Certidão de Nascimento).

  4. Duas fotos 3×4 recentes do aluno.

O Legado de Anísio Teixeira

O modelo de Escolas Parque, idealizado por Anísio Teixeira, busca a formação do “cidadão completo”. Segundo o vice-diretor da unidade, Gilson Cézar Pereira, o objetivo é desafiar o jovem a descobrir novos talentos e fortalecer seu papel crítico na sociedade. O sistema integra o aprendizado acadêmico com o desenvolvimento físico e artístico, sendo considerado patrimônio cultural do Distrito Federal.


Com informações: Agência Brasília

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