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A história do cinema brasileiro foi consolidada majoritariamente sob uma perspectiva masculina, o que resultou na invisibilização de contribuições femininas e na reprodução de estereótipos. Personagens femininas frequentemente ocupam menos espaços de autoridade e são mais sexualizadas.
Mesmo no cenário internacional, o reconhecimento é tardio: o Oscar levou décadas para premiar mulheres na direção, e festivais como Cannes mantêm uma disparidade histórica. No entanto, a trajetória de diretoras brasileiras mostra uma ocupação persistente em posições de decisão, autoria e direção.
Abaixo, destacamos cineastas que transformaram o olhar sobre o Brasil e alcançaram reconhecimento crítico dentro e fora do país:
Formada pela ECA-USP, Muylaert é uma das vozes mais incisivas do cinema contemporâneo. Suas obras exploram as desigualdades de classe e as dinâmicas domésticas brasileiras.
Obra de destaque: Que Horas Ela Volta? (2015), premiado em Sundance e Berlim, tornou-se um marco na discussão sobre as hierarquias sociais no Brasil.
Especialista no formato documental, Petra une memória pessoal e história política. Sua obra ganhou projeção global por documentar momentos críticos da política brasileira.
Obra de destaque: Democracia em Vertigem (2019) e, mais recentemente, Apocalipse nos Trópicos, indicado ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Documentário.
Diretora e roteirista paulista, Seigner é reconhecida pela capacidade de transitar entre coproduções internacionais e narrativas sensíveis sobre refúgio e fronteiras.
Obra de destaque: Los Silencios (2018), exibido em Cannes. Recentemente, coescreveu o roteiro de La contadora de películas, de Walter Salles.
Uma figura histórica essencial: em 1984, Adélia tornou-se a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil. Sua carreira é marcada pela superação de obstáculos raciais e de gênero na década de 1970 e 1980.
Obra de destaque: Amor Maldito (1984).
Com uma carreira consolidada na TV Cultura e na docência, Suzana Amaral destacou-se pela maestria em adaptar grandes obras da literatura brasileira para as telas.
Obra de destaque: A Hora da Estrela (1985), adaptação da obra de Clarice Lispector, que conquistou prêmios importantes em Brasília e Berlim.
O resgate dessas trajetórias é fundamental para combater a lógica excludente da indústria. A presença dessas mulheres em festivais internacionais e a indicação de documentários brasileiros ao Oscar 2026 demonstram que, embora a desigualdade persista, a autoria feminina brasileira é vibrante, política e esteticamente inovadora.
Com informações: Revista Fórum
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