
O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil nesta terça-feira (27/10/2026) e chegou em segurança aos Estados Unidos. A confirmação do desembarque em solo norte-americano foi divulgada pelo advogado mexicano Simón Levy, figura associada ao movimento Make America Great Again (MAGA) e influente junto ao governo do presidente Donald Trump.
De acordo com declarações de Levy publicadas em redes sociais por volta das 15h20, a logística de deslocamento do parlamentar — denominada nos bastidores de "Operação Alba" — teria contado com a coordenação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Informações apuradas pelo veículo argentino Infobae indicam que o senador realizou a travessia terrestre pela fronteira com a Argentina, de onde embarcou em um voo privado rumo ao território norte-americano.
A saída do parlamentar do país ocorre dois dias após a confirmação do resultado do segundo turno das Eleições 2026, no qual o candidato do PL foi superado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O movimento abrupto foi desencadeado após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expedir mandado de busca e apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro, além de decretar a proibição expressa de saída do território nacional.
A medida cautelar determinada pela Corte Suprema fundamentou-se em investigações em andamento que apuram supostos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
A expectativa do comitê jurídico e político do parlamentar é que Flávio formalize nos próximos dias um pedido oficial de asilo político às autoridades norte-americanas, alegando perseguição no âmbito das apurações conduzidas perante o [Supremo Tribunal Federal].
A operação de saída do senador gera imediata repercussão nos bastidores do Poder Judiciário e da diplomacia brasileira, enquanto o Itamaraty e os órgãos de controle do [Governo Federal] monitoram os desdobramentos da presença do parlamentar nos Estados Unidos.
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