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Preço dos alimentos derruba inflação de maio, que fica em 0,26%

Preço dos alimentos derruba inflação de maio, que fica em 0,26%

Redação
Por: Redação
16/06/2025 às 17h01 Atualizada em 16/06/2025 às 20h01
Preço dos alimentos derruba inflação de maio, que fica em 0,26%
Foto: Reprodução

Inflação desacelera e analistas do mercado financeiro erram novamente, com resultado melhor do que o esperado

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou para 0,26% em maio, ficando abaixo da previsão de 0,40% feita pelos analistas do mercado no boletim Focus de 23 de maio. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (10) pelo IBGE. O grupo Habitação foi o que mais impactou o índice, com alta de 1,19%, puxado principalmente pelo aumento de 3,62% na energia elétrica residencial. A mudança para a bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, foi decisiva. Por outro lado, os preços dos alimentos apresentaram forte desaceleração, variando apenas 0,17% em maio contra 0,82% em abril. A queda no tomate (-13,52%), arroz (-4,00%) e ovos (-3,98%) compensou os aumentos em batata (10,34%) e cebola (10,28%)". “A queda nos preços do tomate pode ser explicada por um aumento da oferta devido ao avanço na safra de inverno, movimento inverso no caso da batata-inglesa, onde a safra de inverno ainda não é suficiente para suprir a demanda. Já no caso da cebola, questões relacionadas à importação do produto da Argentina influenciaram no aumento dos preços”, pontua o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves. O grupo Transportes recuou 0,37%, contribuindo com -0,08 ponto percentual para o resultado final. As passagens aéreas caíram 11,31%, enquanto os combustíveis tiveram redução média de 0,72%. “Se olharmos para os três principais grupos, Alimentação e bebidas, Habitação e Transportes, que juntos possuem peso de 57% no IPCA, observamos que a desaceleração dos alimentos, que saíram de 0,82% em abril para 0,17% em maio e a queda dos Transportes de 0,37%, acabam por compensar a alta de 1,19% do grupo Habitação, refletindo no resultado final do índice geral”, afirmou. Brasília registrou a maior inflação (0,82%), influenciada pela alta na energia (9,43%) e gasolina (2,60%). Já Rio Branco teve estabilidade (0,00%), beneficiada pela queda nos preços do arroz (-6,26%) e ovos (-9,09%). O INPC, índice que mede a inflação para famílias de baixa renda, ficou em 0,35% em maio. A próxima divulgação do IPCA, referente a junho, ocorrerá em 10 de julho.
Fonte: Agência IBGE de Notícias / Revista Fórum
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