
A diplomacia climática das Nações Unidas ganhou um dos reforços mais influentes da indústria fonográfica internacional. O DJ e produtor musical brasileiro Alok Achkar Peres Petrillo, consagrado mundialmente sob o nome artístico de Alok, foi nomeado oficialmente nesta segunda-feira (1º) como Embaixador Global da Boa Vontade pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Reconhecido como um dos maiores expoentes da música eletrônica contemporânea, com bilhões de reproduções em plataformas de streaming e múltiplas indicações ao Grammy, o artista usará seu ecossistema digital para massificar as metas globais de conservação.
A nomeação foi estrategicamente desenhada para coincidir com as celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente, datado em 5 de junho. A agência da ONU escolheu o sucesso internacional "Deep Down", de autoria do brasileiro, para servir de trilha sonora oficial da campanha deste ciclo. O plano institucional visa engajar e unir o público jovem em torno da ação climática por meio de interações virtuais. Os usuários de redes sociais de todo o planeta serão convidados a reproduzir uma coreografia oficial e responder ao questionamento existencial da campanha: "Até onde podemos ir? Quão baixo podemos manter o aquecimento global para proteger nosso planeta para as futuras gerações?".
O convite do Pnuma ao artista não se baseia apenas em seu apelo pop, mas sim em uma sólida e premiada trajetória filantrópica desenvolvida nos últimos anos. Alok tem centralizado seus esforços civis no amparo às comunidades tradicionais do país, estabelecendo pontes entre a tecnologia urbana e a sabedoria das etnias nativas. Ao aceitar o título diplomático, o produtor destacou a influência mística de sua jornada criativa:
“A natureza, e a sabedoria e força dos povos indígenas do Brasil, moldaram minha vida e minha música. Assumir o posto de Embaixador da Boa Vontade é uma responsabilidade profunda. Espero contribuir para reunir as pessoas não apenas para celebrar, mas para se reconectar umas com as outras e com o planeta.”
Uma das principais credenciais ecológicas do DJ é o aclamado álbum e projeto social “O Futuro é Ancestral”. Coordenado ao longo de três anos pelo Instituto Alok, o trabalho reuniu mais de 50 músicos pertencentes a oito comunidades indígenas brasileiras da Amazônia. O material fonográfico obteve chancela institucional da Unesco, indicações ao Grammy e foi apresentado em um painel exclusivo durante a Semana do Clima na sede da ONU, em Nova York.
Os desdobramentos práticos da campanha culminarão em um grande evento presencial de apelo cultural. Todos os vídeos de engajamento e coreografias coletados nas redes sociais ao redor do mundo passarão por uma triagem para compor um videoclipe global, com lançamento agendado para o dia 5 de junho. Na mesma data, Alok subirá ao palco da tradicional casa de espetáculos O2 Academy Brixton, em Londres, para estrear o novo formato de seu show beneficente Rave The World, convertendo o manifesto digital em uma experiência sensorial e compartilhada com o público europeu.
A atuação de campo do artista é respaldada pelo Instituto Alok, fundado no ano de 2020. Por meio da fundação, o DJ já aportou quase US$ 10 milhões (cerca de R$ 50 milhões na cotação atual) em programas humanitários distribuídos no Brasil, no continente africano e na Índia. No território nacional, os recursos financiam frentes de preservação na Floresta Amazônica e em outros três biomas estratégicos, iniciativas que já resultaram no reflorestamento e na restauração ambiental direta de mais de 3 milhões de metros quadrados de matas nativas degradadas, providenciando soluções sustentáveis para mitigar os impactos do aquecimento global.
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