Alimento milenar, o biscoito (ou bolacha) evoluiu de oferenda egípcia a produto industrializado presente na mesa de milhões de brasileiros
No
dia 20 de julho , é comemorado o
Dia do Biscoito , data que celebra um dos alimentos mais antigos e queridos da humanidade. Seja chamado de
biscoito ou
bolacha , ele está presente em milhões de lares brasileiros, com
preferências regionais na nomenclatura — termo “biscoito” mais comum no
Sudeste e Sul , enquanto “bolacha” é mais usado no
Norte e Nordeste . A origem do biscoito está ligada à própria história da
alimentação humana . Estima-se que ele tenha surgido há
mais de 4 mil anos , com os
egípcios , que utilizavam uma
mistura de grãos moídos e água , moldada em forma de animais e humanos, e assada até ficar crocante. Era utilizado como
oferenda religiosa e também como
alimento de longa conservação .
Como surgiu o nome “biscoito”?
O termo
“biscoito” vem do
francês antigo "bis-cuit" , que significa
“assado duas vezes” — uma técnica desenvolvida para
prolongar a vida útil do alimento . Essa característica o tornou
essencial em viagens longas , sendo usado por
soldados romanos e
tripulações marítimas. Já o termo
“bolacha” tem origem
latina , derivado de
bola , que significa
“pequeno bolo” . O uso desse termo no português brasileiro começou a se difundir a partir do século XVI.
Chegada ao Brasil e adaptações regionais
O biscoito chegou ao Brasil com os
portugueses colonizadores , mas rapidamente incorporou
influências indígenas e africanas , dando origem a variações regionais que fazem parte da
culinária brasileira . Um exemplo é o
biscoito de polvilho , que tem registros de consumo por
fazendeiros mineiros no século XVIII , e usa
mandioca como ingrediente principal, adaptando-se à realidade agrícola e cultural do país. Outra variação típica é o
sequilho (ou
amanteigado ), muitas vezes associado à
infância e memórias afetivas , feito com
amido de milho, manteiga e leite condensado , e presente em
cafés da manhã, lanches e confeitarias por todo o Brasil.
Indústria brasileira é uma das maiores do mundo
A
industrialização do biscoito no Brasil ganhou força no
século XX , com o crescimento das grandes fábricas de alimentos. Atualmente, o país é
um dos maiores produtores mundiais , com uma
produção de 1,6 milhão de toneladas em 2024 , movimentando
R$ 33,7 bilhões no mercado interno. Segundo o presidente executivo da
Abimapi (Associação Brasileira da Indústria de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados),
Claudio Zanão , o biscoito é mais do que um alimento:
“Da origem até se tornar um pilar da indústria alimentícia e da cultura brasileira, o biscoito faz parte da nossa rotina. É um alimento simples que foi adaptado e continua ganhando novos formatos e sabores. Ano após ano, a indústria inova para garantir segurança, variedade e satisfação dos consumidores.”
Impacto econômico e social da indústria de biscoitos
A
Abimapi , que representa mais de
90 empresas no setor , destaca que as indústrias associadas geram
mais de 260 mil empregos diretos e respondem por
um terço do consumo nacional de farinha de trigo . A associação atua no fortalecimento do setor, promovendo
padrões de qualidade ,
inovação e
divulgação da cultura do biscoito no Brasil e no exterior.
Com informações: Abimapi