País reúne indicadores para deixar lista da FAO; em 2014, levou 11 anos para primeira saída
O
Brasil está prestes a alcançar um
marco histórico no combate à fome. Após sete anos, o país deve
sair novamente do Mapa da Fome da ONU, e a conquista pode ser
anunciada extraoficialmente na próxima semana, durante evento da
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) previsto entre os dias
27 e 29 de julho, na
Etiópia.
Avanços recentes
O presidente
Lula demonstrou confiança ao comentar sobre o assunto durante cerimônia em
Minas Novas (MG): "
Nós acabamos com a fome em 2014. Quando eu voltei em 2023, tinha 33 milhões de pessoas passando fome outra vez. Depois do golpe na Dilma, não cuidaram mais disso. Mas vocês vão ter uma surpresa: esta [em uma] semana, o Brasil vai sair do Mapa da Fome outra vez". O
ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias, que representará o Brasil no encontro do
Comitê de Segurança Alimentar da ONU em
Adis Abeba, explicou os resultados recentes: "
Mesmo em 2023 e 2024, a gente já estaria fora do Mapa da Fome. Em 2023 a gente reduziu de 4,7%, caiu para 2,8% [porcentagem da população em insegurança alimentar severa]. E em 2024, eu acho que a gente deve ter ficado 2,3%, 2,4% para baixo. Com 2,5% para baixo, já sai do Mapa da Fome".
Comparação histórica
Por novos critérios adotados pela FAO, a entidade divulga o relatório levando em conta a
média de redução dos três anos anteriores. Por esse calendário, a
divulgação oficial ocorrerá em
julho de 2026. No entanto, a
expectativa de antecipação se dá pelo fato de o País já ter atingido os patamares exigidos. Dias destacou a velocidade da superação: "
Veja que o Brasil já é o país que saiu da fome em menos tempo, 11 anos [em 2014]. Agora vamos alcançar em três anos".
Reconstrução desde 2023
O Brasil já havia saído do Mapa da Fome em
2014, mas retornou entre
2019 e 2022 devido ao crescimento da pobreza e insegurança alimentar. No ano passado, o relatório apontou que a
insegurança alimentar severa caiu 85% em 2023, com
14,7 milhões deixando de passar fome. A insegurança alimentar severa, que afligia
17,2 milhões de brasileiros em 2022, caiu para
2,5 milhões. Dias também ressaltou outros indicadores: "
Reduzindo a miséria, estava em 9%. O Banco Mundial divulgou agora, caiu para 4%. Reduzindo a pobreza, a pobreza estava em 37% em 2021, caiu agora para 23%. Nós tivemos a
maior redução da desigualdade da história do Brasil. Todos esses indicadores são recordes, tanto da miséria como da pobreza**".
Com informações:Revista Fórum