País retorna à lista de nações sem fome após três anos, segundo FAO. Lula comemora resultado como "conquista histórica" de políticas públicas efetivas e compromisso com a população
O Brasil retornou à lista de países sem situação de fome após três anos, conforme anunciado nesta segunda-feira (28) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A informação foi confirmada em telefonema do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Sim! O Brasil saiu do Mapa da Fome novamente. Com sua forte liderança, vocês saíram do Mapa da Fome de novo", declarou Qu Dongyu ao presidente brasileiro. "Isso demonstra como a gente pode mudar as coisas com trabalho árduo. O Brasil é exemplo disso", acrescentou.
O resultado refere-se à
média trienal de 2022, 2023 e 2024, mas indica que o país conseguiu reverter a situação em apenas dois anos. O Brasil havia retornado ao Mapa da Fome em 2022, durante o governo anterior. https://youtu.be/O2_aQtqxLIE
Reação do governo brasileiro
Lula respondeu com emoção à notícia: "Eu tenho como profissão de fé a luta contra a fome e a desigualdade. Hoje, dormirei com a consciência tranquila de que estou cumprindo meu dever com o povo brasileiro". O
ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que a meta inicial do governo era
retirar o país do Mapa da Fome até 2026. "Sair do Mapa da Fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o seu mandato em janeiro de 2023. Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos", afirmou.
Contexto e significado
Para estar fora do Mapa da Fome, um país precisa ter
menos de 2,5% da população em risco de subnutrição ou de
falta de acesso à alimentação suficiente. A FAO considera essa marca como indicador fundamental para determinar a
segurança alimentar de uma nação. O
Relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025), que trouxe os dados, foi lançado durante a
2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU (UNFSS+4), em Adis Abeba, capital da Etiópia.
Com informações: Agência Brasil / Revista Fórum