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Ministério das Mulheres defende justiça climática e de gênero em conferência regional

Ministério das Mulheres defende justiça climática e de gênero em conferência regional

Redação
Por: Redação
19/08/2025 às 11h00 Atualizada em 19/08/2025 às 14h00
Ministério das Mulheres defende justiça climática e de gênero em conferência regional
Foto: Reprodução

Em conferência da CEPAL no México, ministra Márcia Lopes reafirma compromisso do Brasil com igualdade de gênero, cuidado e justiça climática. Agenda inclui integração de gênero na COP30 e fortalecimento da Política Nacional de Cuidados

O Ministério das Mulheres (MMulheres) participou da XVI Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, realizada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e pelo ONU Mulheres, na Cidade do México. O evento, que reuniu representantes de 28 países, teve como foco a construção de uma sociedade do cuidado, a igualdade de gênero e a justiça climática. A ministra Márcia Lopes chefiou a delegação brasileira, composta por mais de 40 integrantes, entre deputadas, representantes da sociedade civil e gestores de governos estaduais e municipais. Justiça climática com enfoque de gênero Durante a mesa “Clima e Cuidados: Rumo a uma transição verde e justa na América Latina e no Caribe”, Márcia Lopes destacou que as mudanças climáticas afetam desproporcionalmente as mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, racial e territorial. Ela apresentou o Plano de Ação Integrado Mulheres e Clima, iniciativa do MMulheres que visa fortalecer a participação feminina na agenda climática e garantir justiça de gênero, raça e território na transição ecológica. “Nós, mulheres feministas, temos a tarefa histórica de liderar a construção de um novo modelo de desenvolvimento que coloca no centro o cuidado e a sustentabilidade da vida e do planeta”, afirmou a ministra. Cuidado como direito fundamental Na mesa “Diálogo de Altas Autoridades sobre a Sociedade do Cuidado”, Lopes reafirmou o compromisso do governo Lula em colocar o cuidado no centro da agenda nacional. “Sem cuidado não há igualdade e sem justiça de gênero não há desenvolvimento sustentável”, declarou, destacando que a organização social do cuidado ainda é marcada por desigualdades estruturais que afetam principalmente mulheres negras, indígenas, de comunidades tradicionais e periféricas. Posicionamento oficial do Brasil O governo brasileiro apresentou um Posicionamento Oficial com visões e ações sobre igualdade de gênero, combate às desigualdades e políticas de proteção social. O documento destaca:
  • A implementação da Política Nacional de Cuidados;
  • A regulamentação do Plano Nacional de Cuidados;
  • O fortalecimento dos sistemas de proteção diante do envelhecimento populacional e da diminuição do tamanho das famílias.
Entre as ações previstas estão:
  • Criação de protocolo de proteção a mulheres em emergências climáticas;
  • Inserção da agenda de justiça climática na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres;
  • Integração de gênero e cuidado na COP30, que será realizada no Brasil em novembro de 2025.
COP30 como oportunidade estratégica Márcia Lopes destacou que a COP30 é uma “oportunidade única” para transformar o direito ao cuidado em pilar de resiliência e justiça climática. “Essa integração é política e ética. Não pode ser tratada como tema complementar, mas como central”, afirmou. Cooperação internacional e combate à violência digital Durante a conferência, a ministra realizou reuniões bilaterais com autoridades do Uruguai, Chile, União Europeia e CEPAL, fortalecendo redes de cooperação. Também foi discutida a construção da Lei Modelo MESECVI, da Organização dos Estados Americanos (OEA), para erradicar a violência digital contra mulheres. Presença do PT e engajamento parlamentar As deputadas federais Juliana Cardoso (PT-SP) e Ana Paula Lima (PT-SC) integraram a comitiva. Ambas destacaram a importância do evento como espaço de resistência e avanço, especialmente diante de discursos retrógrados de países como os Estados Unidos.
“Seguiremos firmes, mesmo diante de retrocessos. Porque nenhum passo atrás na luta por direitos!”, afirmou Juliana Cardoso.

Com informações: Ministério das Mulheres / PT
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