Quinta, 25 de Junho de 2026
16°C 26°C
Brasília, DF
Publicidade

AGU aciona Meta por chatbots que promovem adultização infantil

AGU aciona Meta por chatbots que promovem adultização infantil

Redação
Por: Redação
20/08/2025 às 11h00 Atualizada em 20/08/2025 às 14h00
AGU aciona Meta por chatbots que promovem adultização infantil
Foto: Reprodução

Após denúncias de influenciador Felca, AGU notifica Meta para excluir em 72h chatbots com aparência infantil e conteúdo sexual. Plataformas como Instagram e WhatsApp são citadas por permitirem acesso de menores sem verificação etária

A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou, nesta segunda-feira (18/08), uma notificação formal à Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, exigindo a exclusão imediata de chatbots que simulam aparência infantil e mantêm diálogos com conteúdo sexual.

A empresa tem 72 horas para remover os robôs e informar quais medidas adota para impedir que crianças e adolescentes acessem conteúdos eróticos ou sexualmente sugestivos em suas plataformas. Chatbots criados na Meta AI Studio promovem erotização infantil Segundo a AGU, os robôs foram criados por meio da ferramenta Meta AI Studio, que permite a usuários desenvolverem assistentes de inteligência artificial personalizados. Alguns desses chatbots, no entanto, assumem identidades de crianças e adolescentes e engajam em conversas com teor sexual, configurando uma forma de erotização precoce e adultização infantil. A AGU classificou a situação como gravíssima, destacando que esses conteúdos têm potencial de alcançar milhões de usuários jovens, especialmente em redes com grande penetração entre adolescentes. Falta de controle etário nas plataformas A notificação ressalta que as plataformas da Meta são acessíveis a usuários a partir dos 13 anos, mas não há mecanismos eficazes de verificação etária para quem está entre 13 e 18 anos. Isso permite que menores sejam expostos a conteúdos impróprios, sem barreiras de proteção adequadas.
“Tais chatbots têm potencialidade de alcançar um público cada vez mais amplo, ampliando de forma exponencial o risco do contato de menores com material sexualmente sugestivo e potencialmente criminoso”, alerta o ofício.
Caso Felca e pressão por regulação O caso ganhou destaque após o influenciador digital Felca denunciar perfis e robôs que promovem a adultização de crianças nas redes sociais. A repercussão do que ficou conhecido como “efeito Felca” intensificou o debate público e pressionou autoridades a agirem. Nesta semana, a Câmara dos Deputados deve retomar a discussão sobre um projeto de lei (PL) que visa coibir a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos que estimulem a adultização precoce nas plataformas digitais. Meta ainda não se manifestou Até a publicação desta matéria, a Agência Brasil havia solicitado posicionamento à Meta, mas não recebeu resposta. A AGU reforça que a proteção de crianças e adolescentes é um dever do Estado e das empresas de tecnologia, em alinhamento com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e normas internacionais de direitos humanos.

Com informações: Agência Brasil / Revista Fórum
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Brasília, DF
15°
Chuvas esparsas
Mín. 16° Máx. 26°
15° Sensação
2.01 km/h Vento
91% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h38 Nascer do sol
17h49 Pôr do sol
Sexta
25° 15°
Sábado
26° 15°
Domingo
26° 16°
Segunda
25° 15°
Terça
25° 15°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,19 -0,11%
Euro
R$ 5,89 -0,09%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 339,153,77 +1,54%
Ibovespa
170,506,66 pts -0.44%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias