
A Procuradoria-Geral da República (PGR), liderada pelo procurador-geral Paulo Gonet, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a Polícia Federal (PF) intensifique o monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar desde 4 de agosto.
O pedido, formalizado em parecer encaminhado ao STF, defende a criação de "equipes de prontidão em tempo integral" para monitorar em tempo real o cumprimento das medidas cautelares impostas ao réu, em meio a alertas sobre um possível plano de fuga. Pedido após denúncia de vulnerabilidade A recomendação surge após reportagem da revista Fórum, publicada no domingo (24/08), revelar fragilidade na vigilância ao redor da residência de Bolsonaro, localizada no Jardim Botânico, em Brasília — a cerca de dez minutos da Embaixada dos Estados Unidos. Segundo a reportagem, não há agentes da PF fisicamente posicionados nas proximidades da casa, e há temor generalizado entre servidores de que o ex-presidente tente buscar asilo político na embaixada norte-americana. Lindbergh Farias denuncia plano de fuga O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), reforçou o alerta ao apresentar pedido de prisão preventiva no STF. Ele afirmou que Bolsonaro estaria planejando se refugiar na embaixada dos EUA, como já tentou em contato com a Hungria e o pedido de asilo à Argentina, cujo rascunho foi encontrado pela PF no celular do ex-presidente.“De início, devo dizer que sou, em meu país de origem, perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos”, dizia o texto atribuído a Bolsonaro.PGR pede ação, mas com cautela Na manifestação, Paulo Gonet reconhece a necessidade de vigilância efetiva, mas ressalta que as ações devem ser conduzidas com cuidado para não invadir a esfera privada do réu ou perturbar a convivência com vizinhos.
“Parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que se recomende formalmente à Polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas.”Próximos passos no STF Caberá agora ao ministro Alexandre de Moraes decidir se acolhe a recomendação da PGR e determina o reforço da vigilância. A medida ocorre no contexto do julgamento do chamado "núcleo crucial" do golpe de 8 de janeiro, do qual Bolsonaro é réu.
Com informações: Fórum e PGR