
O acesso ao saneamento básico no Brasil está deixando de ser um privilégio para poucos e se tornando realidade para milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres. Entre 2019 e 2023, mais de 674 mil domicílios com renda de até meio salário-mínimo per capita passaram a ter água encanada em casa — um avanço duas vezes maior que a média nacional no mesmo período.
Os dados fazem parte do Panorama da Participação Privada no Saneamento 2025, a 12ª edição da publicação anual da ABCON SINDCON, lançada nesta terça-feira (26/08) durante o evento Conexões Saneamento, em Brasília. Esgoto: maior salto da década O esgotamento sanitário, historicamente o maior desafio do setor, também registrou avanço expressivo. Em quatro anos, 6 milhões de domicílios foram conectados à rede de esgoto, elevando a cobertura nacional para 69,9% — o maior salto da década. Na população de menor renda, o crescimento no nível de atendimento foi quase seis vezes superior à média nacional, mostrando que as políticas públicas e os investimentos estão priorizando quem mais precisa.“Os números mostram que o modelo implantado após o Marco Legal do Saneamento deixou de ser promessa e já é realidade. A cada ano, milhões de famílias passam a ter acesso a água tratada e esgoto, mudando completamente sua qualidade de vida”, afirma Christianne Dias, diretora-executiva da ABCON SINDCON.Impacto social e econômico Os avanços no saneamento vêm acompanhados de forte impacto econômico e social:
“Esses dados provam que estamos priorizando quem mais precisa. O saneamento tem sido vetor de inclusão social e de combate às desigualdades históricas do país”, reforça Christianne Dias.Principais conquistas (2019–2023):