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Justiça reduz penas dos condenados pelo incêndio na Boate Kiss, mas réus seguem presos

Justiça reduz penas dos condenados pelo incêndio na Boate Kiss, mas réus seguem presos

Redação
Por: Redação
27/08/2025 às 23h00 Atualizada em 28/08/2025 às 02h00
Justiça reduz penas dos condenados pelo incêndio na Boate Kiss, mas réus seguem presos
Foto: Reprodução

TJRS reduz penas de Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann para 12 anos, e de Marcelo dos Santos e Luciano Bonilha para 11 anos. Decisão mantém prisão dos quatro envolvidos no maior desastre com vítimas fatais em boate da história do Brasil

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decidiu, nesta terça-feira (26/08), reduzir as penas dos quatro condenados pelo incêndio na Boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria (RS). O desastre, um dos maiores da história do Brasil, resultou em 242 mortes e mais de 600 feridos.

A decisão foi proferida pela 1ª Câmara Especial Criminal do TJRS, que analisou recurso apresentado pelas defesas dos réus. Apesar da redução, os quatro condenados permanecem presos. Novas penas definidas Com a nova decisão:
  • Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, ex-sócios da boate, tiveram as penas reduzidas de 22 anos e 6 meses e 19 anos e 6 meses, respectivamente, para 12 anos de prisão;
  • Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, e Luciano Mendes Bonilha, produtor musical, tiveram as penas ajustadas de 18 anos para 11 anos.
Fundamentos da decisão As defesas argumentaram que o veredito do júri popular foi contrário às provas e pleitearam tanto a realização de um novo júri quanto a redução das penas. O pedido foi parcialmente acolhido. Prevaleceu o voto da relatora, desembargadora Rosane Wanner da Silva Bordasch, que entendeu pela revisão das penas com base em critérios legais de individualização da sanção, mas rejeitou a anulação do julgamento original. Durante a sessão, o Ministério Público defendeu a manutenção das penas originais, reforçando a gravidade do crime e o impacto social do desastre. Um marco na história do Brasil O incêndio na Boate Kiss começou quando fogos de artifício usados pela banda atingiram o forro do teto, feito de espuma inflamável. A rápida propagação das chamas, aliada à falta de saídas de emergência e ao uso de materiais não resistentes ao fogo, transformou a boate em uma armadilha mortal. O caso provocou mudanças profundas nas normas de segurança contra incêndio em todo o país e mobilizou famílias, movimentos sociais e autoridades por mais de uma década. Justiça e memória Apesar da redução das penas, a decisão mantém o caráter punitivo e simbólico da condenação, em reconhecimento à gravidade do ocorrido. Para familiares das vítimas, o julgamento segue sendo um marco na busca por justiça, memória e prevenção.

Com informações: Agência Brasil / ICL Notícias

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