Com a reforma eleitoral de 2021, o Brasil passou a contar com um novo modelo de aliança política: as federações partidárias. Diferentemente das tradicionais coligações, que existem apenas durante o período eleitoral, as federações representam um compromisso político de longo prazo, com duração mínima de quatro anos — o equivalente a um ciclo eleitoral completo.
A mudança alterou profundamente a dinâmica das alianças, exigindo coerência programática e atuação conjunta dos partidos envolvidos, tanto na campanha quanto no Congresso e nas assembleias estaduais e câmaras municipais. Como funcionam as federações? Na prática, os partidos que formam uma federação atuam como uma única legenda, mas mantêm suas identidades preservadas:- Cada sigla conserva nome, número eleitoral e filiados;
- Dividem tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV;
- Compartilham acesso ao Fundo Partidário e prestação de contas;
- Somam seus votos para fins de cláusula de barreira, facilitando a obtenção de recursos e representação parlamentar.
- Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
- Aprovada até seis meses antes da eleição;
- Formada por pelo menos dois partidos com atuação nacional.
- Brasil da Esperança (FE Brasil): PT, PCdoB e PV;
- PSDB Cidadania: PSDB e Cidadania;
- PSOL Rede: PSOL e Rede Sustentabilidade.
- Fica proibido de participar de outra federação ou coligação nas duas próximas eleições;
- Perde o direito ao acesso ao Fundo Partidário pelo tempo restante do período original.
“A federação não é só uma aliança eleitoral. É um compromisso com um projeto político comum”, afirma um cientista político.
Com informações: TSE / Revista Fórum
