Rússia, China e Mongólia assinaram um memorando para a construção do gasoduto
Força da Sibéria 2. O projeto bilionário, que foi descrito pelo diretor-geral da estatal russa Gazprom, Alexei Miller, como "o mais ambicioso da indústria global de gás", terá capacidade para transportar 50 bilhões de metros cúbicos de gás natural anualmente da Rússia para a China. O gasoduto terá cerca de
6.700 quilômetros de extensão. Desse total, aproximadamente 1.000 quilômetros, chamados de
Soyuz-Vostok, cruzarão o território da Mongólia. O projeto aproveitará as reservas de gás da Sibéria Ocidental e da região do Ártico.
Novo projeto redireciona gás da Europa para a Ásia O projeto é visto como uma estratégia crucial para a Rússia, pois permite redirecionar para a Ásia o volume de gás que antes era destinado à Europa e que vem sendo alvo de ataques desde o início da guerra na Ucrânia. Para a China, o acordo garante o acesso a uma fonte de energia a um custo competitivo. Além do novo gasoduto, as três potências também concordaram em aumentar a capacidade do
Força da Sibéria 1, que já está em operação, de 38 para
44 bilhões de metros cúbicos por ano. O contrato de fornecimento pelo novo gasoduto terá validade de 30 anos.
Com informações da Revista Fórum