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Nova rota comercial com a China diminui custos de exportação para o Brasil

Nova rota comercial com a China diminui custos de exportação para o Brasil

Redação
Por: Redação
08/09/2025 às 19h00 Atualizada em 08/09/2025 às 22h00
Nova rota comercial com a China diminui custos de exportação para o Brasil
Foto: Reprodução

A cidade de Santana, no Amapá, inaugurou uma nova rota marítima direta com a China, reduzindo em até 30% os custos de exportação para produtos do norte do Brasil. A nova via logística, que economiza tempo e dinheiro, fortalece a parceria comercial com o mercado asiático

Uma nova rota comercial foi inaugurada no final de agosto, conectando o Porto de Santana das Docas, no Amapá, à Zona Econômica Especial de Zhuhai, na China. A iniciativa representa uma alternativa logística para as exportações brasileiras, especialmente para produtos vindos das regiões Norte e Centro-Oeste do país. A nova via marítima, que faz parte do chamado Arco Norte, liga o porto amapaense ao Porto de Gaolan, na Grande Baía de Guangdong, Hong Kong e Macau. A maior parte das exportações brasileiras com destino à Ásia é escoada por portos no Sul e Sudeste, como o Porto de Santos. Essa logística, no entanto, é mais longa e custosa para cargas originárias do Norte. A nova rota é estimada para reduzir os custos de exportação em até 30%, além de encurtar o tempo de viagem de cerca de 30 para 14 dias.
Impacto na Economia e nos Produtos Locais
A rota direta com a China pode gerar ganhos significativos em diversos setores. A economia na exportação de soja, por exemplo, é estimada em até US$ 7,80 por tonelada para a China. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também ressaltou o potencial de ganho para produtos locais da região amazônica, como açaí, cacau, castanha-do-pará e madeira, que podem ter seu valor agregado no comércio internacional. A nova via também pode impulsionar as exportações de café, que buscam diversificar seus mercados, especialmente em países do BRICS. Além disso, a infraestrutura do Porto de Santana se torna estratégica em períodos de estiagem, quando outros portos do Norte, como o de Manaus, enfrentam limitações de navegação. O corredor comercial não se restringe apenas à exportação. Ele também facilitará a entrada de insumos industriais e tecnológicos da Ásia, beneficiando empreendedores locais que dependem de produtos chineses para suas atividades comerciais e industriais. A nova rota é vista como um passo para o fortalecimento do Brasil como fornecedor estratégico de matérias-primas e produtos para o mercado asiático.
Com informações: Agência Xinhua, Revista Fórum, Governo do Amapá
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