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Assassinato de ex-delegado-geral em SP levanta suspeitas sobre relação com o PCC

Assassinato de ex-delegado-geral em SP levanta suspeitas sobre relação com o PCC

Redação
Por: Redação
16/09/2025 às 08h46 Atualizada em 16/09/2025 às 11h46
Assassinato de ex-delegado-geral em SP levanta suspeitas sobre relação com o PCC
Foto: Reprodução
A morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes em Praia Grande, litoral de São Paulo, é investigada pela polícia. Ele já havia expressado temores por sua segurança, citando ameaças e confrontos com a facção criminosa PCC
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo, assassinado na cidade de Praia Grande, no litoral paulista. O crime ocorreu nesta segunda-feira, 15 de setembro, e a principal linha de investigação é a possível relação do homicídio com a longa carreira de Fontes no combate a organizações criminosas, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC). A apuração considera o histórico de enfrentamento do ex-delegado com a facção. Em dezembro de 2023, após ser alvo de um assalto no litoral, Fontes expressou sua preocupação com a segurança, relatando a um veículo de imprensa que "os bandidos sabem onde moro". Na ocasião, ele e sua esposa foram abordados por criminosos que levaram celulares, cartões e joias, mas os suspeitos foram presos e os bens recuperados. A morte de Fontes não é a primeira situação de violência que ele enfrentou. Em maio de 2022, na capital paulista, ele foi abordado por assaltantes que desistiram da ação ao perceber que o veículo era blindado. Em 2020, o ex-chefe da Polícia Civil foi vítima de uma emboscada, na qual reagiu e baleou um dos suspeitos. Já em 2012, em um ataque na Via Anchieta, uma investigadora que o acompanhava foi atingida no pescoço e ficou hospitalizada por mais de 40 dias.

Histórico de combate ao crime organizado

Durante sua carreira, Ruy Ferraz Fontes liderou investigações importantes contra o crime organizado. Como delegado do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), ele comandou operações que levaram ao indiciamento de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como "Marcola", líder do PCC, e de outros membros da facção. Sua atuação também resultou na responsabilização da esposa de "Marcola" por lavagem de dinheiro. Fontes exerceu o cargo de delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo entre os anos de 2019 e 2022. A indicação para o posto foi feita pelo então governador João Doria. Após deixar a Polícia Civil, Fontes passou a atuar como secretário de Administração na prefeitura de Praia Grande. A investigação em curso busca determinar se a execução de Ruy Ferraz Fontes foi um ato de vingança relacionado à sua atuação no combate ao crime organizado ou se o crime está ligado a sua atuação mais recente na administração pública. A polícia trabalha com a coleta de evidências e depoimentos para esclarecer a motivação do assassinato.
Com informações: DCM
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