A taxa de desemprego registrada no trimestre móvel encerrado em julho de 2025 atingiu o patamar inédito, conforme a Pnad Contínua do IBGE. A população ocupada bateu novo recorde, e o número de empregos com carteira assinada também chegou à máxima
A taxa de
desemprego no Brasil atingiu o patamar de
5,6% no trimestre móvel encerrado em julho de 2025, o que representa o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (
IBGE). A população desocupada caiu para
6,118 milhões de pessoas, o menor contingente desde o final de 2013.
Recordes de Ocupação e Formalização
Além da queda no desemprego, a pesquisa registrou números recordes que apontam para o bom momento do mercado de trabalho:
- População Ocupada: O total de trabalhadores no país chegou ao patamar recorde de 102,4 milhões de pessoas.
- Nível de Ocupação: O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar atingiu 58,8%, o maior já registrado.
- Emprego Formal (CLT): O número de empregados com carteira assinada no setor privado alcançou um recorde inédito de 39,1 milhões, crescendo 3,5% (mais 1,3 milhão de pessoas) em um ano.
- Trabalhadores por Conta Própria: Este contingente também foi recorde, chegando a 25,9 milhões de pessoas.
O analista do IBGE, William Kratochwill, destacou que o mercado está mais ativo, com as pessoas que deixam a desocupação realmente ingressando no mercado de trabalho, em vez de caírem no desalento.
Setores de Atividade em Crescimento
A alta da ocupação no trimestre foi impulsionada por três grandes grupamentos de atividade, com destaque para a Administração Pública:
Informalidade em queda
A taxa de
informalidade também registrou uma leve redução, atingindo
37,8% no trimestre móvel encerrado em julho, ficando abaixo dos 38% do trimestre anterior e dos 38,7% do mesmo período do ano passado.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República