O investimento, parte do Novo PAC Seleções, será destinado a obras de drenagem urbana e contenção de encostas em 235 municípios de 26 estados. O presidente enfatizou que a escolha dos projetos foi técnica, focada na justiça social e na dignidade da população em áreas de risco
O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (18) um pacote de
R$ 11,7 bilhões em investimentos para obras de
drenagem urbana e contenção de encostas. Os recursos, provenientes do
Novo PAC Seleções, beneficiarão
235 municípios em 26 estados do país, com o objetivo de prevenir desastres, salvar vidas e levar dignidade à população que vive em áreas de risco. Lula afirmou que os recursos já foram garantidos no Orçamento Geral da União e no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (
FGTS) e que a execução depende agora da articulação com prefeituras e estados.
“É importante que esse dinheiro circule, que seja transformado em melhoria dos bairros e da qualidade de vida das pessoas que moram na periferia do Brasil inteiro”, destacou Lula.
Governo para Quem Mais Precisa
Durante seu discurso, o presidente fez questão de frisar que os critérios para a escolha das obras foram estritamente
técnicos, baseados na urgência e na viabilidade dos projetos, não em alianças políticas.
“A gente não olha a cor da bandeira do partido a que o prefeito pertence. A gente olha a viabilidade do projeto, a urgência da obra e a dignidade que ela vai proporcionar. Cuidar dos pobres é a maior prioridade que a gente tem que ter”, disse o presidente.
Lula usou o exemplo de
Tia Rosa, líder comunitária do Montanhão (São Bernardo do Campo/SP), para ilustrar o foco social do investimento. Ele lembrou a luta da moradora por melhorias nos Cafezais, área que será beneficiada, e afirmou que
"ninguém escolhe viver em risco", mas busca apenas um lugar para morar com dignidade.
Justiça Social e Reconstrução do Brasil
Fazendo um balanço do início de seu terceiro mandato, Lula afirmou que encontrou um país "quase destruído", sem ministérios essenciais (como Cidades, Cultura e Direitos Humanos) e com órgãos ambientais enfraquecidos. O presidente encerrou o discurso reafirmando seu compromisso histórico: erradicar a fome e garantir que as pessoas mais pobres, negras e as que vivem nas encostas e periferias mais afastadas sejam a
prioridade absoluta do governo.
Fonte: PT