Considerado o maior evento inter-religioso do Brasil, o ato visa combater a intolerância religiosa, o racismo e fortalecer o Estado Democrático de Direito. A organização espera reunir cerca de 100 mil pessoas na orla
A Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, será o palco da
18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa neste domingo,
21 de setembro. O evento, organizado pela
Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo
Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), se consolidou como o maior ato inter-religioso do país e um símbolo de resistência e união. A Caminhada teve início em 2008 como resposta à violência contra adeptos de religiões de matriz africana e, desde então, tem chamado a atenção para o crescente avanço da
intolerância religiosa e as ameaças que ela representa à democracia brasileira.
Programação e Logística
- Concentração: A partir das 10h, no Posto 5 (Avenida Atlântica, pista de lazer).
- Saída da Caminhada: A partir das 13h.
- Trajeto: Segue pela orla até a Praça do Lido.
- Encerramento: Por volta das 17h, com o encontro cultural “Cantando a Gente se Entende” na Praça do Lido.
O evento contará com apresentações culturais, falas de representantes de diversas tradições e uma estrutura de apoio que inclui trios elétricos, banheiros químicos, ambulância UTI e posto médico.
União pela Democracia e Respeito
A
CCIR, única com a amplitude no mundo, reúne em seu cerne representantes de inúmeras tradições religiosas — incluindo candomblé, umbanda, evangélicos, católicos, budistas, muçulmanos e judeus — em torno da causa comum: o respeito à diversidade e a defesa do
Estado laico. A organização estima reunir cerca de
100 mil pessoas nesta edição. O Prof. Dr. Ivanir dos Santos, um dos líderes do movimento, enfatizou o papel político do evento:
“É um evento que além de projetar luz e reflexões para a promoção de uma sociedade mais humana, plural e diversa, também luta em prol do fortalecimento das bases democráticas. A intolerância religiosa e o racismo ainda são os maiores desafios sociais e políticos na contemporaneidade”.
Ao longo de suas 18 edições, a Caminhada já contabilizou mais de 1,8 milhão de manifestantes, em um gesto coletivo em defesa dos direitos humanos e do respeito à fé do outro.
Fonte: Rozangela Silva