O Ministro da Previdência Social apresentou o balanço das devoluções de descontos indevidos feitos por associações. Mais de R$ 1 bilhão já foi pago, mas o governo espera que aposentados busquem R$ 2,3 bilhões restantes
O ministro da Previdência Social,
Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (18) que o Governo Federal já devolveu o dinheiro de descontos feitos de forma indevida por associações a
mais de 2,3 milhões de aposentados e pensionistas. Durante o programa
Bom Dia, Ministro, Queiroz destacou que o montante já ressarcido
supera R$ 1 bilhão. No entanto, ainda há
R$ 2,3 bilhões disponíveis para quem ainda não solicitou a devolução.
“Mais de 2,3 milhões de aposentados já receberam de volta o dinheiro de forma corrigida, em parcela única. Temos mais R$ 2,3 bilhões esperando que os aposentados nos procurem, acessem o sistema pelo Meu INSS ou pelas centrais dos Correios para iniciar o processo de devolução,” afirmou o ministro.
O processo de devolução é feito em
parcela única, corrigida pelo IPCA, e depositado diretamente na conta em que o beneficiário já recebe o seu pagamento.
Agilidade do Governo e Crédito Extraordinário
Wolney Queiroz ressaltou que a ação do Governo Lula foi rápida, agindo de forma independente do processo judicial em curso para punir e apreender bens dos responsáveis pelos descontos. O ministro explicou que o ressarcimento rápido foi possível graças a um acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (
STF), que possibilitou a edição de um
crédito extraordinário de R$ 3,3 bilhões pelo Congresso Nacional. Esse recurso permite que o governo adiante o pagamento aos aposentados, sem depender do lento andamento das investigações e bloqueios judiciais.
“Dos aposentados que assinaram o acordo, 99% já receberam. Se o aposentado adere ao programa, num dia, dois, três dias depois ele já recebe a parcela integral, corrigida, na conta em que recebe o benefício. O governo quer pagar, o governo tem o dinheiro,” destacou Queiroz.
Comunicação Simples
Para facilitar o acesso ao benefício, o ministro informou que a pasta está adotando uma
linguagem mais simples e direta na comunicação com os cidadãos. Segundo ele, a ideia é evitar jargões e termos técnicos, usando frases como
“dinheiro de volta no bolso” em vez de “ressarcimento”, para garantir que todos entendam os procedimentos.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República