O Ministro da Previdência Social destacou, em entrevista, a contratação de 500 novos peritos médicos federais após 15 anos sem concursos. A maior parte dos profissionais será destinada ao Nordeste, com atenção especial ao Maranhão
O Ministro da Previdência Social,
Wolney Queiroz, expressou nesta quinta-feira (18), durante o programa "Bom Dia, Ministro", grande esperança de que a chegada de
500 novos peritos médicos federais aprovados em concurso ajude a reduzir as longas filas do INSS. O concurso de 2025 é o primeiro realizado na área em quase 15 anos.
“Estou com muita esperança de que a chegada deles vai ter um impacto muito positivo no enfrentamento da fila do Brasil inteiro, sobretudo do Nordeste,” afirmou o ministro. Ele classificou a contratação como uma "vitória do governo Lula e uma vitória do nosso ministério".
Distribuição Geográfica Focada no Norte e Nordeste
Wolney Queiroz detalhou que a distribuição dos novos profissionais priorizou as regiões mais impactadas negativamente pela demora no atendimento. Do total,
268 peritos dos 500 foram destinados só para a região Nordeste. O estado do
Maranhão recebeu uma quantidade expressiva de peritos, com o objetivo de melhorar o atendimento e garantir uma distribuição geográfica mais eficiente em um estado de grande dimensão. O ministro contrastou essa situação com a de outras regiões, como os
estados do Sul, onde as filas de perícia estão "quase zeradas". Nesses casos, peritos têm sido utilizados para realizar
perícias por vídeo e auxiliar outros estados com maior demanda, aliviando o impacto nos estados do Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste.
Meta: Prazo de Atendimento Abaixo de 45 Dias
Wolney Queiroz garantiu que a chegada dos peritos resultará na diminuição do
prazo médio de atendimento do INSS, que é o tempo entre o cidadão solicitar o benefício e receber uma resposta oficial. A meta do governo é que esse prazo seja reduzido e mantido
abaixo dos 45 dias, que é o prazo pactuado com o Tribunal de Contas da União (TCU). No entanto, o ministro reconheceu que 45 dias ainda não é o ideal.
“A gente precisa reduzir cada vez mais [o prazo]. Esse é um compromisso meu, do presidente Lula e do governo,” concluiu.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República